Como o lucro de séries e filmes de empresas de streaming é calculado
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Como o lucro de séries e filmes de empresas de streaming é calculado

As informações sobre como exatamente o lucro de séries e filmes em empresas de streaming é calculado não são de domínio público. A Associação Strima, que representa as empresas do setor no Brasil, informou ao veículo Super que não divulga os detalhes da metodologia de cálculo, pois cada empresa utiliza sua própria abordagem.

O modelo de negócios do streaming difere da transmissão tradicional de cinema e televisão. Quando um estúdio lança um filme nos cinemas, a receita vem das bilheterias e, em seguida, do aluguel digital e da venda de direitos de exibição (para serviços de streaming, canais de TV, companhias aéreas). Considera-se que o investimento foi recuperado se o filme gerar duas ou três vezes mais do que seu orçamento. Além dos custos de produção, os estúdios devem considerar despesas com marketing, bem como a porcentagem do ingresso que permanece com os cinemas e distribuidores.

No caso da televisão, o dinheiro é gerado por meio de publicidade, assinaturas (para TV a cabo) e venda de conteúdo para outros emissores. Durante o horário nobre, quando são exibidas séries com maior audiência, o custo de um comercial é maior.

Embora algumas plataformas de streaming tenham começado a incorporar publicidade nos últimos anos, a maior parte da receita ainda provém de assinaturas. Portanto, o mais importante não é o sucesso individual de uma produção, mas sim a criação de um catálogo atraente para os clientes.

No entanto, um sucesso como 'Stranger Things' atrai significativamente mais assinantes do que uma série desconhecida. Surge a questão: como medir sua contribuição para a receita da plataforma? A maioria dos dados de audiência dos serviços de streaming é confidencial. A Netflix, sendo líder de mercado, publica essas informações de forma mais aberta. A empresa lança relatórios semestrais (que se tornarão anuais a partir de 2027) sobre produções que atingiram um mínimo de 100 mil visualizações.

O número de visualizações é determinado dividindo o total de horas assistidas pela duração do filme ou série. Por exemplo, no relatório de janeiro a junho de 2026, a quinta temporada de 'Stranger Things', lançada em 2025 e com duração de 10 horas e 24 minutos, acumulou 578,4 milhões de horas de visualização. Assim, foram registrados 55,6 milhões de visualizações no primeiro semestre deste ano.

No entanto, esses números não permitem entender qual lucro líquido a própria série Netflix gerou. Para isso, é necessário considerar a metodologia completa de avaliação de desempenho da empresa, que permanece secreta. No entanto, existem algumas pistas. Em 2021, uma reportagem da Bloomberg obteve acesso a documentos internos da Netflix e descobriu uma métrica chamada AVS (adjusted view share — participação de visualização ajustada), que avalia não apenas o número absoluto de visualizações, mas também sua qualidade. Novos clientes ou aqueles que usam o streaming com menos frequência são considerados mais valiosos, pois indicam que certos programas os motivam a não cancelar a assinatura.

A primeira temporada de 'Round 6', por exemplo, atingiu um índice de 353 AVS — o que, de acordo com o documento, gerou para a empresa um valor 42 vezes superior ao seu orçamento (US$ 21,4 milhões em comparação com US$ 900 milhões). O relatório afirma: 'AVS acima de 9 ou 10 já é considerado alto'. No entanto, não se sabe quais dados são considerados nesse cálculo. O AVS continua sendo usado como métrica interna da Netflix, e cada serviço de streaming tem sua própria maneira de avaliar o retorno de uma obra.

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Na era dos smartphones e da internet rápida, a moda deixou de se limitar às passarelas ou ao Bollywood. Influenciadores de moda e beleza indianos da Geração Z estão ganhando milhões de rúpias mensalmente, criando vídeos curtos de 15 a 30 segundos nas plataformas Instagram e YouTube. O que antes era considerado apenas um hobby agora entrou no número das indústrias de crescimento mais rápido do país.

Os líderes entre os cinco principais influenciadores de beleza e moda da Geração Z podem ganhar de 2 a 7 lakh de rúpias por um único vídeo publicitário patrocinado. A renda deles não se limita apenas a esses vídeos.

Quando se trata de moda da Geração Z, Komal Pandey é frequentemente mencionada. Ela é conhecida por seus vídeos ousados, originais e altamente fashion. Sua principal fonte de renda é patrocínio e publicidade de marcas. Por colaboração com marcas de moda de luxo e premium, ela cobra de 4 a 6 lakh de rúpias por vídeo. Além disso, seus ganhos são aumentados pela receita do YouTube AdSense e parcerias na área da moda.

Kritika Khurana é popular entre representantes tanto da Geração Z quanto dos millennials por popularizar estilos indo-ocidentais e boho. Ela promove não apenas a moda, mas também seu estilo de vida pessoal e produtos cosméticos. Graças a contratos de longo prazo com marcas de beleza e a um vídeo no Instagram, ela pode ganhar de 3 a 5 lakh de rúpias.

Roshni Bhatia tem uma ampla audiência nos segmentos de streetwear clássico e moderno. Sua influência se estende tanto para o público de primeiro nível (Tier-1) quanto para o segundo (Tier-2). É por isso que grandes plataformas online de compras, como Myntra, Ajio e Nike, colaboram constantemente com ela. Por realizar uma campanha ou vídeo patrocinado, Roshni cobra de 2,5 a 4,5 lakh de rúpias.

Sakshi Shivdasani é amada pelos jovens da Geração Z por seu estilo único e vídeos de beleza divertidos. Ela compartilha dicas de maquiagem e mostra maneiras de se vestir com orçamento limitado. Isso atrai marcas de cuidados com a pele e higiene pessoal. Por um vídeo, Sakshi cobra aproximadamente de 2 a 3,5 lakh de rúpias.

A popularidade de Anam Darbar entre o público da Geração Z é impulsionada por seus trajes de tendência e estilo energético. Seus vídeos combinam moda e beleza com conteúdo voltado para os jovens. Portanto, marcas focadas em consumidores jovens preferem trabalhar com ela. Por uma postagem ou vídeo patrocinado, Anam cobra de 1,5 a 3 lakh de rúpias.

Principais fontes de renda

Existem três formas principais de obter renda. Primeiro, são os patrocínios de marcas e vídeos publicitários, que representam 70% dos ganhos desses influenciadores. As marcas pagam grandes somas a esses criadores de conteúdo para promover novos produtos.

Em segundo lugar, é a comissão de links de afiliados. Se um usuário comprar roupas ou cosméticos através de um link colocado na biografia ou história, o influenciador recebe uma comissão de 5% a 15%.

Em terceiro lugar, é a marca própria e os workshops. Muitos criadores de conteúdo começam a lançar suas próprias linhas de roupas, joias ou cosméticos, o que lhes permite obter renda passiva que atinge milhões.

Assim, Komal Pandey, Kritika Khurana, Roshni Bhatia, Sakshi Shivdasani e Anam Darbar obtêm renda de vídeos patrocinados, contratos de longo prazo no YouTube AdSense, parcerias na área da moda, comissões de programas de afiliados, bem como de suas próprias marcas e workshops. A criação de fotos ou vídeos vestindo roupas transformou-se de um simples hobby em um negócio multimilionário.

Netflix registra lucro de R$ 19,8 bi no trimestre, mas aponta desafios na retenção de audiência
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Netflix registra lucro de R$ 19,8 bi no trimestre, mas aponta desafios na retenção de audiência

A Netflix obteve um lucro líquido de US$ 3,66 bilhões, correspondente a aproximadamente R$ 19,8 bilhões, no terceiro trimestre de 2026. Este valor representa um aumento de 43,9% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Paralelamente, a receita da plataforma de streaming cresceu para US$ 12,87 bilhões, o que equivale a cerca de R$ 69,5 bilhões, marcando um avanço de 11,8% anualmente.

Apesar destes resultados financeiros positivos, a empresa enfrenta obstáculos para impulsionar o crescimento de sua audiência, notadamente nos mercados dos Estados Unidos e Canadá. O reconhecimento dessa dificuldade, juntamente com uma projeção menos otimista para o próximo trimestre e a diminuição na expectativa de receita proveniente de publicidade, gerou pressão sobre as ações da companhia, que despencaram mais de 5% após o encerramento das negociações na terça-feira (20).

O crescimento da receita registrado no terceiro trimestre foi o menor em quase três anos. Em uma comunicação direcionada aos investidores, a Netflix admitiu a apreensão do mercado sobre a evolução do tempo de visualização na plataforma, especificamente na América do Norte. A companhia declarou no documento: “Sabemos que há alguma preocupação dos investidores com o crescimento das nossas horas de visualização”.

Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, confirmou que a organização necessita aprimorar sua performance no mercado americano, embora tenha afastado a ideia de uma alteração radical na estratégia. Durante a teleconferência sobre os resultados, ele afirmou: “Não há necessidade de uma mudança fundamental na estratégia. Precisamos de uma execução melhor nos Estados Unidos”.

Lucro operacional cresce 37%

Além do aumento no lucro líquido, a Netflix registrou um crescimento de 37,3% no lucro operacional, atingindo US$ 4,46 bilhões (aproximadamente R$ 24,1 bilhões). A margem operacional elevou-se de 28,2% no terceiro trimestre de 2025 para 34,6% no trimestre corrente. A empresa atribuiu este desempenho majoritariamente ao incremento na receita de assinaturas, aos ajustes de preços e à expansão da publicidade, além de ganhos decorrentes de variações cambiais favoráveis. Parte da melhoria na margem foi também creditada ao planejamento de despesas, que ficou aquém do previsto no período.

O fluxo de caixa livre alcançou US$ 2,88 bilhões (cerca de R$ 15,6 bilhões), superando os US$ 2,66 bilhões (cerca de R$ 14,4 bilhões) registrados um ano antes. Para o ano de 2026, a Netflix projetou uma receita de US$ 51,1 bilhões (equivalente a cerca de R$ 276 bilhões), o que representa um crescimento anual de 13%. A meta de margem operacional para o ano foi estabelecida em 31,5%. Contudo, a perspectiva para o quarto trimestre sinaliza uma continuidade na desaceleração, com uma receita esperada de US$ 13,44 bilhões (cerca de R$ 72,6 bilhões), correspondendo a um crescimento anual de aproximadamente 11,5%.

Receita publicitária fica abaixo das expectativas

A Netflix também revisou para baixo sua previsão de receita advinda de publicidade para 2026. Agora, a empresa estima arrecadar cerca de US$ 2,7 bilhões (aproximadamente R$ 14,6 bilhões) com anúncios, em contraste com a estimativa anterior de US$ 3 bilhões (cerca de R$ 16,2 bilhões). Segundo a companhia, esse ajuste deve-se a atrasos ligeiramente superiores ao esperado na implementação de certos recursos e produtos publicitários.

Ofertas em Destaque

Esta seção contém listagens de produtos e ofertas e não faz parte do conteúdo jornalístico principal da análise financeira da Netflix.

A revisão da previsão publicitária representa um desafio para uma das áreas de expansão do negócio. A Netflix está buscando aumentar a monetização de seu plano com anúncios através de novas ferramentas, expandindo a base de anunciantes e aprimorando a tecnologia publicitária.

Mesmo com o corte na previsão, a empresa reiterou que planeja continuar expandindo a receita publicitária nos próximos anos. A estratégia inclui elevar tanto o número de assinantes do plano com anúncios quanto a capacidade de gerar mais receita por cada usuário.

Netflix admite necessidade de novos sucessos

A preocupação relativa ao crescimento da audiência está intrinsecamente ligada à dificuldade em sustentar uma sequência de grandes sucessos. Embora a plataforma possua produções de alcance mundial, ela enfrenta o desafio de encontrar novos fenômenos capazes de engajar o público, substituindo títulos como Stranger Things e Round 6.

Conforme métricas divulgadas pela própria Netflix, temporadas recentes de produções como Treta, O Agente Noturno e Avatar: O Último Mestre do Ar apresentaram quedas notáveis de audiência quando comparadas às suas temporadas anteriores. No segmento cinematográfico, nenhum lançamento do verão americano conseguiu se destacar como um grande sucesso comparável aos êxitos do ano passado, como Guerreiras do K-pop e Um Maluco no Golfe 2. O título principal da empresa no trimestre, The Last House, acumulou 91 milhões de visualizações, mas recebeu críticas negativas tanto da imprensa quanto do público.

A concorrência também exerce pressão sobre o tempo dedicado pelos usuários à plataforma. Serviços gratuitos e redes sociais, como YouTube e TikTok, competem pela atenção dos telespectadores, enquanto a Netflix tenta manter seu conteúdo entre as principais opções de entretenimento. Jesse Cohen, analista sênior do Investing.com, comentou ao The New York Times que a empresa enfrenta um problema de engajamento e necessita de novos sucessos para retomar o ritmo de crescimento.

Executivos defendem estratégia atual

Apesar das dificuldades apontadas, os líderes da Netflix mantiveram a posição de que a estratégia central da companhia permanece inalterada. O co-CEO Greg Peters assegurou que a retenção de assinantes se mantém saudável em todas as regiões e que a taxa de cancelamentos melhorou em comparação anual, tanto globalmente quanto nos Estados Unidos. Peters também ressaltou resultados positivos em mercados internacionais, citando Índia, Coreia do Sul e Japão, onde as produções locais continuam a contribuir para o engajamento, o aumento de assinantes e a receita da empresa.

A intenção da empresa é manter o foco em séries, filmes e eventos ao vivo, ao mesmo tempo em que expande a oferta de conteúdos licenciados de terceiros. As iniciativas planejadas incluem novas temporadas de obras já conhecidas, lançamentos cinematográficos e transmissões esportivas. Entretanto, o desempenho do mercado americano permanecerá sob intensa observação. A Netflix acredita que essa região possui potencial para um crescimento mais acelerado e espera aprimorar a capacidade de criar conteúdos que atraiam grandes audiências e tenham repercussão internacional.

Essa pressão sobre os resultados ocorre em um contexto de reestruturação interna. Na semana anterior, a empresa anunciou a demissão de cerca de mil funcionários, o que corresponde a aproximadamente 6% de seu quadro de pessoal, e promoveu a substituição de Bela Bajaria no comando de conteúdo por Peter Rice, ex-executivo da Disney e Fox. Dan Lin, chefe da divisão cinematográfica, também deixou a organização. Essas alterações visam melhorar a execução e otimizar o investimento em conteúdo. Para os investidores, contudo, o desafio transcende apenas o controle de custos: a Netflix precisa converter seus gastos com produção em maior audiência, retenção e crescimento sustentável de receita.

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