Rocket Lab lançou satélite japonês com radar capaz de observar a Terra através das nuvens
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Rocket Lab lançou satélite japonês com radar capaz de observar a Terra através das nuvens

A empresa aeroespacial Rocket Lab realizou, nesta segunda-feira (2), o lançamento de um foguete Electron que transportou um satélite de observação da Terra de origem japonesa ao espaço. Este equipamento, criado pela empresa iQPS, emprega tecnologia de radar que possibilita o monitoramento da superfície terrestre, independentemente de ser noite ou se houver cobertura de nuvens.

A missão, nomeada The Sea God Surveys, iniciou seu decolagem às 13h41, seguindo o horário de Brasília, partindo da base da Rocket Lab localizada na Nova Zelândia. O satélite será alocado em órbita baixa da Terra, a uma altitude aproximada de 575 quilômetros.

Este lançamento constituiu a nonagésima nona (99ª) missão da Rocket Lab desde o começo de suas atividades. Adicionalmente, foi o décimo voo executado pela companhia em colaboração com a iQPS, que tem como objetivo estabelecer uma constelação composta por 36 satélites munidos de radares de abertura sintética (SAR).

O voo também representa um marco significativo para a Rocket Lab, sendo a 99ª missão da empresa e a 90ª realizada pelo foguete Electron em sua configuração de dois estágios. O veículo possui cerca de 18 metros de altura e foi projetado especificamente para levar pequenos satélites ao espaço em lançamentos dedicados. Com este lançamento, o Electron atingiu 17 voos realizados no ano de 2026.

As outras nove missões da Rocket Lab foram conduzidas utilizando o HASTE, que é a versão suborbital do Electron e serve para testar tecnologias em cenários de voo hipersônico. Este modelo teve sua estreia em junho de 2023 e geralmente transporta cargas classificadas.

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Este conjunto de instrumentos se baseia nas observações do Orbiting Carbon Observatory-2 (OCO-2) e do OCO-3. Diariamente, esses equipamentos capturam mais de um milhão de registros da luz solar refletida pela superfície terrestre. Por meio da física da propagação luminosa na atmosfera, algoritmos convertem essas informações em estimativas da concentração de dióxido de carbono.

O OCO-2 foi lançado em 2014 como um satélite autônomo, enquanto o OCO-3 foi integrado à Estação Espacial Internacional (ISS) em 2019. Juntos, os instrumentos fornecem uma cobertura mundial essencial para que cientistas possam estudar o ciclo do carbono, que descreve a circulação desse elemento entre os diversos reservatórios do planeta.

Uma das maiores vantagens deste novo arranjo é a capacidade de rastrear a taxa de acúmulo de dióxido de carbono na atmosfera mensalmente, ao invés de depender somente de comparações anuais. Essa maior frequência permite aos pesquisadores observar com mais agilidade como ocorrências extremas impactam o ciclo do carbono, incluindo incêndios florestais, períodos de estiagem e fenômenos climáticos como o El Niño.

Adicionalmente, o histórico de dados pode ser útil para investigações sobre o comportamento do carbono em diferentes escalas, abrangendo desde áreas urbanas até o planeta como um todo. O registro atualizado já está acessível ao público. Os pesquisadores indicam que esses dados têm potencial para aprofundar a compreensão sobre o ciclo do carbono e auxiliar na avaliação da eficácia das políticas ambientais.

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O Google obteve sucesso ao rodar um modelo de inteligência artificial (IA) em um satélite, recebendo uma resposta gerada fora da Terra. Este ensaio marca um progresso experimental do Project Suncatcher, uma iniciativa da corporação focada em explorar a viabilidade de transportar centros de dados de IA para a órbita terrestre.

Em um comunicado divulgado no blog da empresa, o Google detalhou que iniciou o uso de unidades de processamento Tensor Processing Units (TPUs) instaladas no equipamento espacial. Durante os testes, o modelo Gemma 4 foi executado diretamente no satélite e recebeu uma instrução para compor um haicai sobre a experiência de estar no espaço.

A IA gerou poemas abordando a Terra vista do espaço, o fluxo de dados e o brilho das estrelas. Além disso, foram conduzidos outros experimentos, como a elaboração de limericks com temáticas espaciais e a resposta a comandos ligados à telemetria.

Adicionalmente, o Google está trabalhando para melhorar a comunicação entre dispositivos que operam em órbita. Após as fases iniciais de testes, a companhia planeja atingir um novo objetivo em 2027: colocar dois satélites em funcionamento interligados.

O propósito dessa meta é validar se os sistemas são capazes de realizar tarefas de forma consistente e trocar dados no ambiente espacial. Tal demonstração seria crucial para determinar a praticidade de estabelecer uma infraestrutura de computação orbital.

Atualmente, o teste realizado com o Gemma 4 apenas confirma que um modelo de IA pode processar comandos a bordo de um satélite e produzir respostas. A concretização dos data centers espaciais ainda requer a conclusão de diversas etapas técnicas e a realização de mais experimentos.

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O Japão deu início a uma missão espacial na segunda-feira, dia 19, às 16h41 (horário de Brasília), com o lançamento da sonda MMX (Exploração das Luas de Marte). Esta missão visa trazer amostras de uma das luas de Marte de volta à Terra.

A sonda MMX foi lançada a bordo de um foguete H3, partindo do Centro Espacial de Tanegashima, no Japão. Ela está programada para uma viagem de cerca de cinco anos, com o propósito de investigar Fobos e Deimos, os dois satélites naturais do planeta vermelho.

Sob a liderança da Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA), a missão busca realizar um feito sem precedentes: pousar em Fobos, recolher material de sua superfície e trazê-lo de volta ao planeta. O alvo é obter um mínimo de dez gramas de amostras, cuja chegada à Terra está prevista para 2031.

Esta empreitada conta com a participação da NASA e de agências espaciais europeias, além de diversas instituições e empresas que forneceram equipamentos científicos e tecnologias essenciais para a missão.

Um dos focos científicos primários da MMX é entender como Fobos e Deimos se originaram. Existem duas teorias principais para explicar a gênese dessas luas marcianas. Uma delas sugere que os satélites resultaram de material expelido ao espaço após um grande impacto no planeta, onde os fragmentos se aglomeraram até formar as duas luas.

A segunda hipótese defende que Fobos e Deimos são asteroides que se aproximaram de Marte e foram capturados pela força gravitacional do planeta. A análise das amostras coletadas será crucial para diferenciar entre essas possibilidades. Se a origem for um impacto, os materiais podem conter vestígios de Marte misturados aos detritos do corpo que atingiu o planeta. Por outro lado, se forem asteroides capturados, eles podem manter características químicas de outras áreas do Sistema Solar.

Os achados desta missão também têm potencial para expandir o conhecimento sobre a evolução geológica de Marte e sobre a formação de planetas rochosos. Adicionalmente, a MMX investigará a viabilidade de Fobos servir como uma estação espacial natural para futuras viagens tripuladas ao Marte.

A MMX integra um esforço global voltado para a melhor compreensão do ambiente marciano e para o desenvolvimento das tecnologias necessárias para explorações espaciais de longa duração. A JAXA planeja utilizar a experiência acumulada em missões anteriores de coleta de amostras de asteroides para conduzir a operação em Fobos. A NASA também oferece suporte à espaçonave, contribuindo com instrumentos científicos, equipamentos de coleta e sistemas de comunicação.

Caso a missão seja bem-sucedida, ela possibilitará o estudo em laboratórios terrestres de materiais retirados diretamente de uma lua de Marte. A investigação minuciosa desses materiais poderá responder a questionamentos que as observações realizadas à distância ainda não conseguiram solucionar. A cápsula contendo as amostras deve retornar em 2031, momento em que os cientistas poderão iniciar a análise do material reunido durante a jornada.

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