Mercado Bitcoin suspende saques devido a incidente de segurança em sistema
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Mercado Bitcoin suspende saques devido a incidente de segurança em sistema

O Mercado Bitcoin comunicou que ocorreu um incidente de segurança em um de seus sistemas na madrugada desta segunda-feira, dia 2. A empresa atua como uma corretora brasileira de criptoativos.

Em uma publicação feita no X/Twitter, o Mercado Bitcoin assegurou que não houve qualquer prejuízo aos clientes nem vazamento de dados. Em decorrência disso, a companhia decidiu suspender temporariamente tanto os depósitos quanto os saques.

A empresa informou que suas equipes estão dedicadas à investigação do ocorrido, ao rastreamento dos ativos e à coordenação das ações necessárias junto às autoridades competentes. Duas horas após o comunicado inicial, foi adicionada uma atualização reforçando que os clientes seriam mantidos informados pelos canais oficiais.

Adicionalmente, o Mercado Bitcoin divulgou os endereços de destino identificados nas transações ligadas ao incidente, fornecendo endereços específicos para EVM, BTC, SOL, XLM, SOLP e TRON, com o propósito exclusivo de identificação e rastreamento.

Este incidente no Mercado Bitcoin acontece poucos dias após um grande ataque hacker no setor de criptomoedas. Na quinta-feira anterior, dia 29, a Binance foi atacada por hackers norte-coreanos, conforme relatado pelo FBI e analistas, resultando no roubo de US$ 6,3 bilhões (equivalente a R$ 34,2 bilhões) em criptomoedas.

Após o ataque, a Binance, descrita como a maior corretora de criptomoedas do mundo, também suspendeu temporariamente os saques. Os saques foram reativados parcialmente no domingo, dia 1. Durante esse período, os clientes efetuaram retiradas de cerca de US$ 4,6 bilhões (R$ 25 bilhões) e depositaram US$ 1 bilhão (R$ 5,44 bilhões).

Isso significa que os clientes retiraram US$ 3,64 bilhões (R$ 19,8 bilhões) a mais do que depositaram. A Binance esclareceu que o valor líquido retirado correspondeu a 2,1% dos ativos mantidos na plataforma. A empresa também anunciou que reuniu US$ 6 bilhões (R$ 32,64 bilhões) para cobrir as perdas, utilizando recursos do seu caixa, de um fundo de seguro e de uma reserva destinada a cobrir eventos de segurança.

Micaella Ribeiro, cofundadora da IAM Brasil e especialista em Segurança da Informação e Gestão de Identidades e Acessos, comentou que o caso demonstra uma mudança significativa no panorama de ameaças digitais. Ela ressaltou que um ataque a uma corretora não implica necessariamente que a tecnologia blockchain tenha sido comprometida, mas alertou que o uso de criptomoedas carrega riscos distintos.

Segundo a especialista, enquanto a segurança da tecnologia blockchain é uma questão, a segurança das plataformas usadas para negociar e guardar esses ativos é outra. Ribeiro enfatizou que este tipo de ataque sublinha uma tendência preocupante: criminosos estão focando em comprometer sistemas, dispositivos e identidades que já possuíam permissão legítima para realizar operações cruciais.

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A Binance comunicou nesta sexta-feira, dia 30, que os investimentos de seus usuários brasileiros permanecem seguros, apesar de um ataque cibernético ocorrido na quinta-feira, dia 29, que culminou no furto de US$ 6,3 bilhões, equivalentes a aproximadamente R$ 34 bilhões, em criptomoedas.

A corretora esclareceu que os ativos dos clientes brasileiros são mantidos em carteiras frias (cold wallets), o que implica que as chaves de acesso ficam isoladas da conexão com a internet. Além disso, a Binance confirmou estar em conformidade com as diretrizes do Banco Central, que estipulam a segregação dos fundos dos clientes daqueles pertencentes à própria empresa.

Embora a segurança dos ativos esteja garantida, a plataforma suspendeu temporariamente os saques de criptomoedas para realizar verificações internas nos sistemas. A Binance classificou essa interrupção como uma medida de prevenção e estima restabelecer as retiradas em um prazo de até 45 horas. Os depósitos não foram impactados, e os demais serviços da corretora continuam operando normalmente.

Em uma declaração oficial, a empresa enfatizou que a proteção dos bens virtuais de seus clientes é sua prioridade máxima, e se desculpou pelos inconvenientes causados.

Este incidente gerou uma queda no mercado de criptomoedas e afetou também fundos e empresas relacionadas ao setor. Por volta das 14h24 da sexta-feira, as cotações apresentavam essa tendência de baixa.

É importante notar que a separação dos recursos exigida pelo Banco Central não anula a possibilidade de ataques hackers nem assegura a compensação de eventuais perdas. Adicionalmente, as criptomoedas não possuem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

André Matos, CEO da MA7 Capital, apontou que o risco mais imediato para os clientes da Binance é a impossibilidade temporária de acessar seus recursos, e não necessariamente a perda definitiva dos investimentos.

A corretora se comprometeu a cobrir os prejuízos utilizando seu fundo de emergência, recursos próprios e os valores roubados que já foram bloqueados. Contudo, Matos ressaltou que a capacidade da empresa de cobrir integralmente todas as perdas ainda carece de comprovação independente.

Ele alertou ainda que a promessa de cobertura abrange apenas os ativos furtados, e não a desvalorização do preço dos ativos. Isso significa que investidores cujas criptomoedas não foram diretamente alvo do ataque podem sofrer perdas devido à depreciação dos ativos.

Celso Camilo, doutor em Inteligência Artificial pela Universidade Federal de Goiás (UFG), observou que quem utiliza outras plataformas pode não estar exposto ao ataque, mas ainda assim pode sentir os efeitos da queda geral do mercado. Ele recomendou que o primeiro passo seja identificar onde as criptomoedas estão guardadas e qual instituição está responsável pela custódia.

Segundo Matos, aqueles que mantêm os ativos na conta da Binance estão diretamente vulneráveis ao problema. Em contrapartida, quem usa uma carteira pessoal, controlando exclusivamente as chaves, não tem esses ativos diretamente atingidos pelo ataque, embora permaneça sujeito às flutuações de preço.

Para mitigar riscos, o especialista sugere ativar a autenticação de dois fatores, guardar comprovantes dos investimentos e desconfiar de mensagens que prometem liberar saques mediante o fornecimento de senhas ou dados pessoais. Ele também aconselhou contra a concentração total de investimentos em uma única corretora. Para quem planeja manter criptomoedas por longo prazo, é crucial avaliar o uso de uma carteira própria, preferencialmente física, com extremo cuidado na proteção das palavras de recuperação.

O furto é classificado como o maior já registrado na história do setor de criptomoedas. Empresas americanas, TRM Labs e Chainalysis, indicaram que os responsáveis seriam hackers associados à Coreia do Norte. No entanto, a Binance informou que sua investigação ainda não conseguiu identificar os criminosos.

Conforme noticiado pela Reuters, a corretora está colaborando com agências policiais de diversos países, incluindo o Departamento Federal de Investigação (FBI) e o Serviço Secreto dos Estados Unidos (USSS).

Até o momento, cerca de US$ 3 bilhões (R$ 16,2 bilhões) dos criptoativos subtraídos foram localizados. Uma parte desses recursos foi bloqueada com auxílio de outras companhias do setor, mas isso não confirma a recuperação do dinheiro.

Inicialmente, a Binance suspeitava que os invasores tivessem obtido acesso ao computador de um de seus engenheiros. Posteriormente, a empresa divulgou ter detectado outras vulnerabilidades exploradas pelos criminosos. De acordo com a TRM Labs, os hackers comprometeram o sistema responsável pela autorização de transferências de criptomoedas.

A maior parte do roubo ocorreu em um período aproximado de 20 minutos, por volta das 17h, horário de Brasília. Após o desvio, os criminosos movimentaram os valores rapidamente para dificultar o rastreamento e o bloqueio dos fundos.

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A Binance, a maior plataforma de criptomoedas do mundo, anunciou na quinta-feira o congelamento de 3 bilhões de dólares em ativos criptográficos durante uma investigação de potencial violação de segurança. Consequentemente, os ativos relacionados dos emissores das stablecoins Circle e Tether também foram congelados.

Yi He, cofundador da Binance, declarou que 'a Binance cobrirá todas as perdas decorrentes da invasão', mas não forneceu detalhes adicionais sobre o incidente. O impacto desta possível invasão, considerada pela empresa de análise Chainalysis como um dos maiores roubos de criptomoedas da história, foi sentido imediatamente durante as negociações iniciais na Ásia na sexta-feira.

Como resultado do incidente, o Bitcoin caiu cerca de 2%, atingindo uma mínima de seis semanas de US$ 77.646, e o Ethereum caiu cerca de 2% para uma mínima de dois meses de US$ 2.238,76. O token BNB, originalmente lançado como Binance Coin para pagar taxas da Binance, perdeu mais de 8% nas últimas 24 horas, totalizando US$ 694, de acordo com o agregador de mercado CoinGecko. A corretora de criptomoedas Coinbase Global desvalorizou 4,8%, e a corretora de compradores de Bitcoin Strategy caiu quase 6% durante as negociações estendidas nos EUA.

A Binance esclareceu que o valor dos fundos congelados pode aumentar, pois a empresa está colaborando com autoridades policiais, emissores de tokens, empresas de análise de blockchain e outros parceiros do setor para rastrear e bloquear ativos adicionais. Zhangpeng Zhao, cofundador da Binance que não dirige mais a empresa, informou em uma postagem no X que o incidente 'se assemelha a uma invasão'.

A Binance, que permite aos usuários comprar, vender e negociar ativos digitais, possui mais de 335 milhões de usuários registrados em todo o mundo e tinha cerca de US$ 160 bilhões em ativos sob custódia no relatório anual de 2024.

A Binance possui um fundo de ativos protegidos

De acordo com o site da Binance, a corretora administra um fundo de ativos protegidos para os usuários. Esta reserva é composta inteiramente por Bitcoin e destina-se a proteger os ativos dos usuários em caso de violações de segurança. Bernardo Brites, CEO da Trace Finance, uma empresa de pagamentos e infraestrutura de stablecoins, observou que 'está se tornando muito difícil combater invasões, pois a IA pode encontrar vulnerabilidades mais rápido do que você consegue corrigi-las'. Ele acrescentou que, em sua opinião, os usuários começarão a abandonar as corretoras pequenas e médias, pois 'tornou-se muito arriscado guardar seu dinheiro onde não podem cobrir uma invasão de grande porte'.

A Tether relatou o congelamento de ativos relacionados ao incidente no valor de quase US$ 1,57 bilhão, enquanto a Circle congelou mais de US$ 800 milhões. A Binance afirmou que está realizando verificações de segurança e retomará os saques após a resolução completa do problema, enfatizando que os fundos dos usuários permanecem seguros, e as equipes estão estudando o incidente. Como medida preventiva, a corretora também suspendeu temporariamente o comércio em sua plataforma Binance Alpha.

A World Liberty Financial, uma empresa de criptomoedas associada ao presidente dos EUA Donald Trump e sua família, declarou na quinta-feira que colaborou com o custodiante de criptomoedas BitGo para congelar fundos roubados no que eles chamaram de invasão da Binance. Segundo Yi da Binance, US$ 27 milhões em stablecoins e cerca de US$ 2 milhões em tokens World Liberty Financial foram congelados. Além disso, a empresa de criptomoedas Ripple congelou aproximadamente US$ 200 milhões em fundos. Jack McDonald, vice-presidente de stablecoins na Ripple, disse que a empresa está monitorando atentamente os relatórios de possíveis explorações relacionadas à Binance e está congelando os fundos afetados, coordenando ações com as partes relevantes.

O incidente se soma a uma série de roubos de criptomoedas

Miguel Morel, CEO da empresa de análise de blockchain Arkham, relatou que os dados indicam que bilhões de dólares podem ter sido roubados da Binance por um executor desconhecido, embora a causa exata ainda não tenha sido confirmada. Morel observou que o incidente começou por volta das 16:30 EDT (20:30 GMT) e aparentemente continuou. Este caso se junta a uma série de roubos de criptomoedas. De acordo com pesquisadores da TRM Labs, no ano passado, criminosos roubaram criptomoedas no valor de US$ 2,9 bilhões em quase 150 ataques. Em setembro, a corretora de criptomoedas Bitget relatou um roubo de cerca de US$ 350 milhões de sua plataforma, o que destaca a vulnerabilidade da indústria a hackers.

As autoridades alertam que grupos criminosos organizados estão usando cada vez mais criptomoedas para transferências transfronteiriças fora do sistema financeiro tradicional. A Binance.US, uma corretora de criptomoedas separada, declarou que não foi afetada pelo incidente de segurança. A Coinbase também declarou que não foi afetada e está monitorando a situação. Em um incidente não relacionado, o operador de mercados de previsão Polymarket suspendeu temporariamente o comércio na quinta-feira após um incidente de segurança relacionado a um fornecedor terceirizado, mas mais tarde retomou o comércio e prometeu compensar totalmente os traders afetados.

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