Lavandário Vale dos Sonhos, localizado no interior do Paraná, oferece cultivo de lavanda e experiências turísticas.
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Lavandário Vale dos Sonhos, localizado no interior do Paraná, oferece cultivo de lavanda e experiências turísticas.

Localizado próximo a Curitiba, na Colônia Witmarsum, o Lavandário Vale dos Sonhos é especializado no cultivo de lavandas e diversas outras ervas aromáticas. Esta propriedade é pioneira no gênero nos Campos Gerais do Paraná e foi estabelecida dentro do Armazém do Campo, recebendo suas primeiras mudas em 2020.

Atualmente, o local exibe nove variedades distintas de lavanda, além de pequenos lagos e outros tipos de flores, como girassóis e gauras. No armazém anexo, são comercializados produtos artesanais elaborados com lavanda, incluindo velas, difusores, cremes, sais de banho e chás.

A beleza dos campos floridos atrai muitos fotógrafos, tornando o Vale dos Sonhos um destino popular para sessões de fotos, as quais exigem agendamento prévio. Os passeios pelas plantações e as paisagens do vale atraem turistas durante todo o ano, visto que o local permanece florido até o outono, embora a primavera seja considerada a melhor estação, entre setembro e dezembro, quando a maior parte das flores está em plena floração.

Para quem deseja visitar em família ou em grupo, há duas opções de agendamento: a visita simples e a vivência entre lavandas. A opção mais breve dura cerca de uma hora e trinta minutos e engloba o percurso pela plantação e pelo armazém. Já a experiência completa consiste em um tour guiado de aproximadamente duas horas, que inclui a degustação de itens da loja, e cada visitante recebe um sorvete gourmet de lavanda.

As visitas em grupo precisam ser marcadas com vinte dias de antecedência. O Vale dos Sonhos é frequentemente escolhido para ensaios de 15 anos, gestantes, casamentos e outras celebrações. Durante as visitas regulares, é permitido fotografar somente com celular; fotógrafos profissionais ou pessoas que desejam usar câmeras reais devem solicitar o dia da sessão antecipadamente.

O lavandário está aberto à visitação apenas aos finais de semana (sábados e domingos) e feriados. O acesso à plantação ocorre das 10h às 16h, enquanto o armazém permanece aberto até as 18h. Ensaios fotográficos podem ser realizados durante a semana mediante reserva prévia. Mais informações sobre agendamentos estão disponíveis no Instagram do Vale dos Sonhos.

Os ingressos custam R$ 30 para adultos, R$ 20 para idosos e crianças de 6 a 12 anos, e R$ 15 para crianças de 2 a 5 anos.

O lavandário está situado dentro da Colônia Witmarsum, na cidade de Palmeira. Partindo de Curitiba, o trajeto se dá pela Rodovia do Café e BR-376, levando pouco menos de uma hora e oferecendo uma rota cênica que passa por plantações e ruas arborizadas.

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Cada canteiro cultivado reflete um histórico de zelo e empenho, e cada semente plantada simboliza o sentimento de pertencimento à comunidade. As hortas comunitárias têm se tornado relevantes por oferecerem múltiplos benefícios: além de auxiliar na segurança alimentar, elas criam chances de geração de receita para quem se dedica ao cultivo. Tais áreas aumentam o acesso a produtos frescos, estimulam estilos de vida mais saudáveis e conectam o ambiente urbano com a natureza.

No bairro Neva, a horta concretiza esses impactos. Ela provê aos residentes acesso a insumos frescos e de boa qualidade, além de promover aprendizado e convívio. Apesar de o terreno ter sido cedido pela Prefeitura, a administração diária e a produção ficam a cargo das famílias participantes, que trabalham de forma colaborativa. As sementes semeadas representam a esperança de uma comunidade coesa, e parte das colheitas é direcionada a atos de solidariedade.

Um sonho que virou realidade

Os indivíduos que se dedicam à horta desempenham um papel fundamental no cultivo das plantas. Durante atividades como regar, cuidar de mudas e conversar nos canteiros, eles encontram momentos de relaxamento, terapia e sociabilidade. Neste cotidiano de terra e folhagem, eles constroem laços, trocam conhecimentos e fortalecem uma rede de suporte que transcende os produtos cultivados.

A ideia da horta foi concebida por Antônio Marcos Gomes Nogueira, nascida de um desejo antigo de revitalizar um local que permaneceu desocupado por muitos anos. Ele recorda que havia uma horta quando criança, ligada à Pastoral da Criança, mas que foi abandonada após a saída dos responsáveis, ficando negligenciada por cerca de oito anos, transformando-se em mato e gerando problemas de lixo, insetos e insegurança para o bairro.

A motivação para reverter essa situação deu origem à proposta de reativar o espaço. Antônio relata que, inicialmente, o plantio de milho e mandioca foi crucial para angariar recursos e melhorar gradualmente a infraestrutura e as condições de trabalho. O espaço já opera há aproximadamente nove anos.

Produção com foco na comunidade

Atualmente, o local funciona como uma cooperativa de trabalho. Antônio esclarece que, embora seja uma horta comunitária, ela não visa o lucro, mas sim oferecer preços populares, sendo que a receita serve para sustentar as famílias trabalhadoras. Eles não vendem para grandes redes comerciais; o objetivo principal é suprir a demanda da própria comunidade.

O idealizador enfatiza que o trabalho no campo requer presença constante. Ele afirma que é necessário estar presente diariamente, incluindo feriados e fins de semana, e que mesmo em dias muito frios ou chuvosos, é preciso ir cuidar e colher. Antônio ressalta que as dificuldades são consideráveis, especialmente durante o inverno, que demanda maior atenção e cuidado.

Uma parcela significativa dos envolvidos no projeto são aposentados, que encontram na horta algo mais que uma fonte de renda extra: um local para conviver e obter bem-estar. Atualmente, José Mandrick, um aposentado, é quem zela pela horta, coordenando o cultivo, e conta com o auxílio de mais duas famílias. Entre elas, está a de Carla Cordeiro da Rosa, que iniciou seu trabalho na horta há poucos meses, após ser convidada por José.

Carla explica que veio conhecer o local, pois não é moradora da região, vinda de Dois Vizinhos. Ela gostou muito e logo surgiu a chance de trabalhar, já que José estava sozinho e a convidou ela e seu marido para ajudar. No dia a dia, Carla equilibra o atendimento com o auxílio no cultivo. Ela cuida mais da recepção, colhendo o necessário, e quando consegue, auxilia na horta, capinando e adubando. José realiza a colheita pela manhã, e ela prepara os maços de cebolinha e tempero verde posteriormente.

Alimento fresco e preço acessível

O impacto da horta se estende por toda a comunidade. O espaço garante acesso a vegetais frescos, gera renda para as famílias participantes e destina parte da produção excedente a pessoas em situação de vulnerabilidade, reforçando o espírito solidário do projeto. Antônio resume essa filosofia dizendo: «A gente vive para o outro, então servir é uma alegria».

As vendas seguem uma tabela de preços acessível: cada pé de verdura custa R$4, enquanto três pés são vendidos por R$10. Esse preço popular assegura que os moradores do bairro possam adquirir alimentos frescos cultivados perto de suas casas. Entre os vegetais mais requisitados estão aqueles de ciclo rápido, como a alface, que leva cerca de 30 dias para ser colhida. Antônio comenta que a alface é a mais vendida, pois as pessoas apreciam muito, e que não são utilizados agrotóxicos, tornando o produto mais natural.

Durante o inverno, o cultivo se ajusta às temperaturas mais baixas, focando em verduras mais resistentes e procuradas, como chicória, almeirão, brócolis e couve-flor. Já no verão, predominam folhas como alface americana, crespa, mimosa, frisée e romana. Todo o processo produtivo é realizado manualmente, desde a preparação do solo até a colheita.

Cleonice Moraes, cliente frequente que trabalha nas proximidades da horta, compartilha sua experiência. Ela disse que conheceu a horta há algum tempo, mas começou a comprar regularmente recentemente. Ela valoriza o local porque os produtos são frescos e naturais, e sabe sua origem. A proximidade do seu trabalho facilita, pois ela passa para buscar verduras para a semana durante o horário de almoço.

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O espaço não se restringe apenas à agricultura. Nos canteiros, nas mudas cultivadas e nas entregas de alimentos, existem narrativas de esforço coletivo e dedicação. Cada interação entre os participantes e os moradores reflete um projeto que une natureza e comunidade.

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