Clientes da Binance retiraram US$ 3,6 bilhões após o maior roubo da história ligado à Coreia do Norte
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Clientes da Binance retiraram US$ 3,6 bilhões após o maior roubo da história ligado à Coreia do Norte

Após o maior roubo em sua história na Binance, a maior exchange de criptomoedas do mundo, ligado à Coreia do Norte, observou-se um aumento significativo na retirada de fundos. Os clientes retiraram US$ 3,6 bilhões da plataforma.

De acordo com relatos da mídia, os clientes retiraram US$ 3,6 bilhões em ativos da Binance depois que a exchange retomou as operações no domingo, seguindo o roubo de US$ 6,3 bilhões ocorrido na quinta-feira. Após o incidente, a empresa suspendeu todas as operações.

A Binance informou no domingo, três dias após o congelamento dos ativos, que iniciaria a restauração gradual das retiradas às 06:00 UTC de 1º de novembro de 2026. A empresa esclareceu que, até as 12:36 UTC, as retiradas foram retomadas para todas as 15 redes e ativos na fase inicial. Embora tenha havido um pico inicial, os volumes de retirada se estabilizaram, como esperado, enquanto os volumes de depósito permaneceram significativos.

Segundo a Binance, os clientes depositaram US$ 1,01 bilhão e retiraram cerca de US$ 4,649 bilhões em ativos. A exchange acrescentou que a maior parte dessas transações ocorreu nas primeiras horas após a retomada do comércio. Essa retirada de US$ 3,64 bilhões representa 2,1% dos ativos totais sob custódia da empresa, totalizando US$ 171 bilhões, conforme declarado no domingo.

A empresa enfatizou que sua equipe continua a verificar cuidadosamente as redes e ativos restantes. A Binance garantiu aos usuários a importância de um acesso seguro e confiável aos seus fundos e prometeu compartilhar detalhes da próxima fase assim que possível, acrescentando que as condições de mercado estão estáveis.

De acordo com um relatório do The New York Times, a Binance declarou que cobrirá todas as perdas resultantes do hack e que colaborou com outras empresas de criptomoedas para congelar cerca de US$ 3 bilhões em ativos roubados. O mesmo artigo aponta que analistas de segurança cibernética e do FBI atribuíram a responsabilidade pelo roubo à Coreia do Norte, que há muitos anos visa empresas de criptomoedas, explorando vulnerabilidades em sua infraestrutura para roubar ativos.

O NYT também relatou que, de acordo com a firma de análise de criptomoedas Chainalysis, os hackers podem ter usado tecnologia de inteligência artificial para acelerar o ataque, pois os invasores processaram 'milhares de transações em um curto período'. Changpeng Zhao, cofundador da Binance, declarou: 'Confiança é conquistada não pelo que você diz nos bons tempos. É conquistada pelo que você faz nos tempos difíceis'. Além disso, segundo o NYT, ele alertou os clientes para desconfiarem de golpistas online que oferecem compensação falsa.

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Após a retomada parcial dos saques, clientes da Binance movimentaram aproximadamente US$ 4,6 bilhões (equivalente a cerca de R$ 25 bilhões) em criptoativos no domingo, dia 1. Desse montante, os usuários retiraram US$ 3,64 bilhões (R$ 19,8 bilhões) a mais do que depositaram, totalizando um depósito de US$ 1 bilhão (R$ 5,44 bilhões).

A própria Binance comunicou, através de uma publicação no X/Twitter, que o valor líquido retirado correspondeu a 2,1% dos ativos que estavam custodiados na plataforma.

A corretora havia sido vítima do maior ataque hacker registrado no setor de criptomoedas na quinta-feira anterior, dia 29. Neste incidente, criminosos conseguiram subtrair US$ 6,3 bilhões (R$ 34,2 bilhões) em criptomoedas.

Tanto o FBI quanto analistas apontaram os responsáveis pelo ataque como sendo hackers norte-coreanos. Em resposta às perdas, a Binance anunciou que mobilizou US$ 6 bilhões (R$ 32,64 bilhões) para realizar a compensação. Este recurso foi obtido a partir do caixa da corretora, de um fundo de seguro específico e de uma reserva destinada a cobrir eventos de segurança.

O ataque ocorreu por volta das 17h, seguindo o horário de Brasília, e durou cerca de vinte minutos, conforme evidenciado por registros de transações analisados por especialistas. Inicialmente, a Binance levantou a suspeita de que o invasor teria acessado o computador de um de seus engenheiros. Posteriormente, a empresa confirmou a descoberta de vulnerabilidades de segurança que foram exploradas pelos cibercriminosos.

Segundo a TRM Labs, os hackers conseguiram comprometer o sistema responsável pela autorização de transferências de criptomoedas. Uma parcela dos fundos furtados estava em stablecoins, que são projetadas para manter um valor estável, funcionando como um reflexo de moedas tradicionais globais, como o dólar americano.

Fundada em 2017 em Xangai, China, a Binance possui atualmente 335 milhões de usuários registrados globalmente, de acordo com seu relatório anual mais recente, divulgado em 2025. Esse mesmo relatório indica que a empresa gerenciava aproximadamente US$ 162,8 bilhões (R$ 879 bilhões) em ativos digitais.

Micaella Ribeiro, cofundadora da IAM Brasil e especialista em Segurança da Informação e Gestão de Identidades e Acessos, comentou sobre o evento em entrevista ao Olhar Digital, afirmando que o caso demonstra uma mudança significativa no panorama das ameaças digitais. Ela ressaltou que um ataque a uma corretora de criptomoedas não implica necessariamente que a tecnologia blockchain tenha sido violada.

Contudo, Ribeiro enfatizou que o manuseio de criptomoedas carrega riscos distintos. Ela pontuou que há uma diferença entre a segurança da tecnologia blockchain e a segurança das plataformas usadas para negociar, armazenar ou comprar esses ativos. Para a especialista, este ataque sublinha uma tendência alarmante: criminosos estão focando em comprometer sistemas, dispositivos e identidades que já detêm permissões válidas para executar operações cruciais.

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A Binance, a maior exchange de criptomoedas do mundo, anunciou que utilizou fundos próprios da empresa para adquirir tokens substitutos, cobrindo assim US$ 6 bilhões do total de US$ 6,3 bilhões roubados em um ataque hacker. Este hack, segundo autoridades americanas, foi realizado por um grupo norte-coreano patrocinado pelo estado conhecido como TraderTraitor.

No sábado, a Binance publicou uma mensagem no X declarando: «Já cobrimos US$ 6 bilhões do valor afetado pelo hack», após ter informado anteriormente sobre a cobertura de 90% dos fundos roubados. De acordo com informações da Binance, o valor restante, inferior a 10%, inclui ativos de baixa liquidez que podem exigir mais tempo para serem encontrados nos volumes necessários.

O FBI dos EUA confirmou no sábado que o grupo estatal norte-coreano TraderTraitor é responsável pelo ataque. A Coreia do Norte nega há anos o uso de unidades cibernéticas estatais para obter renda, fraude financeira e espionagem. As representações da RPDC em Genebra e a embaixada na China não responderam aos pedidos de comentários.

O FBI também informou em seu comunicado que as autoridades observaram membros deste grupo convertendo os ativos roubados em criptomoeda Ethereum e esperam mais lavagem desses ativos usando tecnologias associadas.

Anteriormente, analistas apontavam a Coreia do Norte como culpada e especulavam que este poderia ser o maior assalto financeiro da história. A Binance está cooperando com parceiros do setor para congelar parte dos ativos afetados, sendo detectados cerca de US$ 3 bilhões na sexta-feira.

A empresa declarou repetidamente sua disposição em assumir as consequências financeiras relacionadas aos fundos roubados. Os fundos gastos na recompra dos tokens foram retirados de uma parte de seu Fundo de Ativos Protegidos para Usuários (SAFU) no valor de US$ 1 bilhão, que é uma reserva de Bitcoin para proteger clientes em caso de violações de segurança, bem como do Fundo de Seguro de Futuros e do próprio tesouro corporativo da empresa.

O cofundador Yi He afirmou no sábado que 50% dos fundos SAFU seriam utilizados, e a empresa se comprometeu a repor o fundo para cerca de US$ 1 bilhão. Após o hack, as criptomoedas caíram na sexta-feira, enquanto a Binance tentava acalmar os clientes sobre a segurança de seus fundos.

O cofundador Richard Teng descreveu anteriormente o hack como um «ataque complexo» que incluiu um notebook comprometido e software malicioso projetado para apagar rastros de suas atividades, dificultando a investigação. Após o incidente, a exchange suspendeu a retirada de fundos pelos clientes, mas anunciou no sábado que planejava retomar os saques no domingo. Às 02:50 GMT de domingo, a retirada de fundos ainda não havia sido reaberta.

A Binance declarou ter alocado internamente cerca de US$ 6,34 bilhões em fundos corporativos para cobrir as perdas. Além disso, a empresa realizou um novo snapshot dos ativos em sua plataforma em 31 de outubro, às 00:00 GMT, como parte do processo de confirmação de reservas. Os usuários que possuem os 10 tokens listados — BTC, ETH, USDT, BNB, SOL, USDC, XRP, USD1, RLUSD e ZEC — poderão verificar que seus ativos estão garantidos em pelo menos uma proporção de 1:1 assim que a confirmação completa estiver disponível.

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A corretora de criptomoedas Binance alocou mais de US$ 6,34 bilhões de seus próprios fundos para compensar integralmente possíveis perdas dos usuários decorrentes do incidente de transferências de ativos digitais. Representantes da bolsa, de acordo com um comunicado do Podrobno.uz, já iniciaram o processo de devolução dos ativos afetados e estão colaborando ativamente com as autoridades policiais e parceiros.

De acordo com informações da própria Binance, US$ 5 bilhões do volume total reservado já estão disponíveis nos mesmos tokens que foram afetados pelo incidente. A parte restante dos ativos será adquirida pela bolsa no mercado aberto e através de transações Over-The-Counter (OTC) para eliminar qualquer possível déficit em cada um dos tokens afetados.

A empresa alertou que, devido às restrições de liquidez de algumas criptomoedas e aos prazos das operações OTC, o processo de compensação pode levar algum tempo. A Binance se compromete a informar o público sobre o andamento dos trabalhos à medida que informações verificadas forem recebidas.

É importante notar que o valor de US$ 6,34 bilhões não inclui os ativos que foram congelados no âmbito da investigação atual. Anteriormente, foi relatado que, com o apoio de parceiros da indústria de criptomoedas, a Binance conseguiu congelar aproximadamente US$ 3 bilhões, e a empresa continua interagindo com reguladores e participantes do mercado para recuperar esses fundos.

A Binance enfatizou sua disposição em cobrir quaisquer déficits confirmados com seus próprios recursos. No futuro, a segurança dos fundos dos clientes será comprovada publicamente por meio do mecanismo Proof of Reserves — comprovação de reservas da bolsa.

Antes do incidente, a Binance havia relatado uma investigação de um possível ataque hacker que ocorreu após grandes transferências de ativos digitais de carteiras associadas à bolsa. De acordo com a avaliação preliminar, o volume total dessas transações foi de US$ 5,8 bilhões; no entanto, tratava-se de ativos movidos, e não de um valor confirmado de roubo.

O fundador da bolsa, Changpeng Zhao, sugeriu que a situação se assemelha a um ataque hacker, mas garantiu aos usuários a segurança de seus fundos. Ele também expressou gratidão às empresas Tether e Circle pelo apoio prestado no congelamento dos stablecoins relacionados a este ocorrido.

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