Estudo mostra que um quarto dos americanos simula sintomas para obter antibióticos
Leia mais
N+1
nplus1.ru

Estudo mostra que um quarto dos americanos simula sintomas para obter antibióticos

De acordo com uma pesquisa realizada entre 959 adultos nos Estados Unidos, um quarto dos pacientes distorceu ou imitou sinais de doença com o objetivo de obter uma receita de antibióticos. Os sintomas mais frequentemente simulados foram os característicos do resfriado.

Fatores subjetivos tornaram-se os principais motores desse comportamento. Entre as razões estavam a avaliação dos pacientes sobre a gravidade de seu estado, a crença na alta eficácia dos antibióticos, o desejo de retomar suas obrigações e a busca por tomar decisões autônomas sobre o tratamento.

Os resultados deste estudo científico foram oficialmente publicados na publicação JAMA Network Open.

Histórias semelhantes

Antibióticos fluoroquinolônicos aumentam o acúmulo de metilmercúrio em solos de campos de arroz na China
Leia mais
nplus1.ru

Antibióticos fluoroquinolônicos aumentam o acúmulo de metilmercúrio em solos de campos de arroz na China

Foi estabelecido que os antibióticos fluoroquinolônicos contribuem para uma formação mais rápida de metilmercúrio nos solos utilizados para o cultivo de arroz na China. O uso desses medicamentos levou ao aumento da concentração de metilmercúrio para um nível de 19,7 por cento, sendo este indicador variável dependendo da região específica.

Os pesquisadores sugerem que o mecanismo desse fenômeno está relacionado ao fato de que os antibióticos suprimem a atividade de certos grupos bacterianos que competem por nutrientes disponíveis. Como resultado, as bactérias redutoras de sulfato resistentes mantêm sua atividade e começam a produzir mais metilmercúrio.

Os resultados desta investigação científica foram publicados oficialmente na revista Nature Communications.

Especialista 'The Angry Doc' discute riscos para a saúde na era da IA e das redes sociais no Health Wealth Summit
Leia mais
www.aajtak.in

Especialista 'The Angry Doc' discute riscos para a saúde na era da IA e das redes sociais no Health Wealth Summit

O Dr. Anshuman Kaushal, conhecido como 'The Angry Doc' nas redes sociais, especialista em gastroenterologia robótica, cirurgia bariátrica e obesidade, participou do Health Wealth Summit. Sua crítica não é direcionada aos pacientes, mas sim àqueles que exploram os medos das pessoas para obter lucro sob o pretexto de tratamento.

Durante a sessão 'Doctor vs Internet Education' no primeiro dia do summit, o Dr. Kaushal discutiu abertamente o problema da desinformação médica disseminada na era digital e o lado sombrio das redes sociais. Ele compartilhou sua experiência pessoal que o levou ao apelido de 'The Angry Doc'.

Ele relatou um caso em que uma paciente com câncer de mama progressivo, a quem ele recomendou exames três meses antes, procurou tratamento alternativo em vez disso, o que levou ao agravamento de seu estado. Este incidente o abalou profundamente. As pessoas que observaram sua reação começaram a chamá-lo de 'The Angry Doc'.

As memórias de seu estágio em um hospital público também o levaram à conclusão de que frequentemente aconselhava os pacientes a consumir alimentos baratos e nutritivos, como feijão (chana), satu e ovos, em vez de produtos caros, para garantir proteína suficiente com custos mínimos. Ele enfatizou que sua raiva é dirigida àqueles que vendem medo e constroem seus negócios sobre ele.

'A consulta inicial agora ocorre no Instagram e no Google'

O Dr. Kaushal acredita que os médicos hoje não podem ignorar as redes sociais, pois os pacientes pesquisam todas as informações na internet antes de visitar um especialista. Citando um estudo, ele observou que cerca de 72% das pessoas usam o Google ou o Instagram para procurar informações de saúde. Se uma pessoa descobre um nódulo no peito, ela imediatamente começa a pesquisar online, e os algoritmos começam a mostrar vídeos relevantes. Se essas informações contiverem alegações falsas e semearem pânico, isso pode desviar as decisões médicas do paciente para o caminho errado.

Ele afirmou enfaticamente que, nas condições atuais, o mais necessário é 'informação baseada em evidências sem agenda oculta'. Os médicos devem fornecer educação correta, sem serem motivados por interesses comerciais ou pelo desejo de vender seus próprios produtos.

Paciente e médico são uma parceria, não um 'comandante-subordinado'

O Dr. Kaushal é veementemente contra proibir os pacientes de ler sobre suas doenças na internet; ele apoia o acesso à informação. Na sua opinião, o problema não é a falta de dados, mas a falta de confiabilidade e de uma pessoa responsável. Ele pede aos pacientes que compartilhem abertamente o que leram e quais medos têm. Isso melhora o diálogo entre médico e paciente, permitindo definir o tratamento levando em conta limitações financeiras ou situação familiar.

A geração moderna Gen-Z exige total transparência, base de evidências e responsabilidade. A era mudou: não é mais tempo em que o médico simplesmente dá ordens e o paciente obedece em silêncio, mas sim uma era de 'parceria'.

ChatGPT ou IA pode curar sua saúde?

Ao discutir inteligência artificial (IA), ele observou que ela inevitavelmente se tornará parte dos cuidados de saúde, mas isso depende de como for usada. A IA pode ajudar a sistematizar o histórico médico do paciente, resumir relatórios e apresentar informações de forma clara ao médico, economizando tempo de consulta. No entanto, é absolutamente incorreto perguntar à IA qual é o seu diagnóstico ou qual medicamento tomar. Por exemplo, se você inserir uma dor de cabeça comum em um chatbot de IA, ele pode listar uma série de doenças terríveis e graves, quando a verdadeira causa pode ser muito insignificante.

'O poder de decisão pertence exclusivamente aos médicos'. O contexto clínico, a responsabilidade e a confiança só podem ser fornecidos por um ser humano (o médico).

Os médicos não devem ter uma 'agenda oculta' nas redes sociais

O Dr. Kaushal, que mesmo escreve roteiros para seus vídeos, explica que sua avó era artista teatral e poeta, por isso herdou a compreensão do poder das palavras e da maestria da narrativa. Seus vídeos combinam emoção, sátira e informação médica, mas ele nunca recorre a declarações enganosas apenas para chamar a atenção. Ele está convencido de que a saúde física e mental são inseparáveis. O paciente procura o médico não apenas com uma doença, mas também com o fardo da responsabilidade por sua família e ansiedade, algo que o médico deve entender.

Ele apelou à sociedade para desenvolver o pensamento científico em vez de confiar cegamente em cada afirmação viral sobre saúde e verificar obrigatoriamente a veracidade dessas alegações.

Análise do aumento de casos de câncer em adultos jovens e seus fatores associados
Leia mais
olhardigital.com.br

Análise do aumento de casos de câncer em adultos jovens e seus fatores associados

O crescimento acelerado no número de diagnósticos de câncer em indivíduos com menos de 50 anos representa um sério alerta de saúde em nível mundial. Em diversas nações, adultos em sua fase mais ativa estão enfrentando o diagnóstico precoce de tumores em múltiplos órgãos.

Dados internacionais e informações fornecidas pelo Painel Oncologia BR do DataSUS evidenciam essa tendência global no Brasil, onde houve um aumento de 284% nos registros da doença entre jovens de 18 a 50 anos na última década. De acordo com projeções do Instituto Nacional de Câncer (INCA), espera-se que o país registre 781 mil novos casos anuais, com destaque para o aumento de tumores intestinais, de mama, de próstata e de estômago em faixas etárias mais novas.

Este cenário global tem impulsionado profissionais de saúde e pesquisadores a investigar hábitos contemporâneos, exposições ambientais e mutações genéticas. A meta prioritária das entidades médicas é compreender as mudanças na biologia e no meio ambiente das gerações recentes para poder antecipar estratégias de prevenção.

O incremento dos casos em escala mundial está fortemente ligado às grandes transformações no modo de vida das últimas décadas. A fácil acessibilidade a alimentos ultraprocessados, o sedentarismo e a prevalência da obesidade fomentam processos inflamatórios constantes no corpo, criando um ambiente favorável ao surgimento de alterações celulares prejudiciais.

Maria Del Pilar Estevez Diz, médica da Oncologia D’Or e coordenadora da Oncologia Clínica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), apontou que as mudanças urbanas no Brasil, iniciadas na década de 1950, alteraram a exposição da população a agentes ambientais perigosos. Ela alertou que este contato com poluentes e substâncias químicas ocorre desde o nascimento.

A médica explicou em entrevista ao Olhar Digital que, sob a ótica ambiental, há a exposição a disruptores endócrinos, que modificam os hormônios naturais e podem estar presentes em plásticos, produtos de limpeza, itens de higiene pessoal e alimentos. Ela também mencionou que os microplásticos induzem um processo inflamatório crônico no organismo.

Adicionalmente, a má nutrição, juntamente com as perturbações no ciclo do sono causadas por telas e luz artificial, configura-se como um dos principais impulsionadores desse avanço. O consumo exagerado de ultraprocessados ricos em gorduras e açúcares, combinado à ausência de atividade física, estabelece um quadro metabólico propício à formação de tumores.

Maria Pilar reforçou a clara ligação entre obesidade e sobrepeso em diversos tipos de câncer, citando mama, colorretal, pâncreas, rim e endométrio. Ela ressaltou que isso desencadeia inflamação crônica, favorecendo o câncer, além de provocar alterações hormonais.

No entanto, cientistas notam que o câncer também surge em jovens que mantêm hábitos saudáveis e peso adequado. Essa descoberta direciona os pesquisadores a examinar outros elementos, como a exposição contínua a químicos, poluentes e microplásticos acumulados no meio ambiente desde meados do século passado.

Um dos caminhos biológicos mais promissores estudados internacionalmente é a saúde da microbiota intestinal, conhecida popularmente como flora intestinal. Este vasto conjunto de bactérias no trato digestivo cumpre um papel vital na modulação das defesas naturais do corpo.

Exames laboratoriais demonstram que adultos jovens com tumores digestivos possuem menor variedade de bactérias benéficas no intestino comparados a pacientes mais velhos. Fatores como o uso excessivo de antibióticos desde a infância, o estresse diário e dietas pobres em fibras comprometem o equilíbrio deste ecossistema protetor.

Pesquisadores globais buscam entender se os tumores em jovens são mais agressivos ou se atuam de maneira distinta daqueles diagnosticados em idosos. Maria Pilar destacou que a manifestação da doença fora da faixa etária usual tende a ter características biológicas mais complexas. Ela afirmou que, em geral, tumores que ocorrem fora da idade esperada exibem um comportamento mais agressivo, seja quando são típicos de idades avançadas e surgem em jovens, ou quando são típicos de crianças e aparecem em adultos.

Embora a resposta à quimioterapia seja similar em vários tipos de câncer, independentemente da idade no diagnóstico, no câncer de mama, subtipos mais rápidos e agressivos surgem com maior frequência em mulheres jovens.

Alterações no padrão reprodutivo, como a maternidade após os 35 anos, a redução do período de amamentação e a menarca cada vez mais precoce, prolongam a exposição ao estrogênio. A especialista acrescentou que o consumo de álcool e predisposições genéticas, como mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, aumentam ainda mais esses riscos.

Atualmente, cinco categorias de câncer lideram a incidência entre os mais jovens. Apesar da complexidade do tema, a manutenção diária de práticas preventivas permanece sendo a principal defesa acessível à população. Abster-se do consumo de álcool e eliminar completamente o tabagismo são passos cruciais para diminuir drasticamente o risco de mutações celulares.

Adotar uma dieta baseada em alimentos naturais — rica em vegetais, frutas, leguminosas e grãos integrais — fortalece o intestino e combate inflamações. A prática constante de exercícios físicos e a manutenção de uma boa higiene do sono também são essenciais para controlar o peso e manter o equilíbrio hormonal.

Contudo, a oncologista enfatizou que as ações individuais necessitam de apoio de medidas governamentais para mitigar os poluentes ambientais. Ela declarou que, embora hábitos saudáveis reduzam o risco, fatores ambientais como poluição química, agrotóxicos, microplásticos e poluição atmosférica são frequentemente incontroláveis, tornando fundamental o estabelecimento de políticas públicas para minimizar tais riscos.

Outra tática vital de prevenção primária é a vacinação contra o HPV, oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O papilomavírus humano é responsável por mais de 90% dos casos de câncer de colo do útero (terceira maior causa de morte e tumor feminino no país), além de estar ligado a tumores de boca, garganta, pênis, vulva, vagina e canal anal.

A vacina é recomendada para meninos e meninas entre 9 e 14 anos, e para adultos até 45 anos em situações específicas, como pacientes oncológicos, transplantados e pessoas vivendo com HIV. A imunização contra a Hepatite B, também via SUS, impede a infecção que pode progredir para cirrose e hepatocarcinoma, o câncer de fígado. Em países que implementaram a vacinação em massa contra o HPV antes do início da vida sexual, a taxa de registro de câncer de colo do útero caiu em 90%.

Manter vigilância sobre o próprio corpo, realizar exames de rotina e não negligenciar sintomas persistentes constitui o método mais seguro para preservar a saúde. O acesso a informações de qualidade e a investigação médica sem demora continuam sendo as ferramentas mais eficazes contra esta tendência global.

Popular