Reservas de petróleo prometidas pelo G7 começam a ser disponibilizadas no mercado global
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Reservas de petróleo prometidas pelo G7 começam a ser disponibilizadas no mercado global

As reservas de 100 milhões de barris de petróleo, previamente prometidas pelo G7, estão começando a entrar no mercado. Essa chegada de petróleo e gasóleo é complementada por volumes adicionais anunciados por outras nações europeias, incluindo Portugal, visando aumentar a fluidez e a estabilidade do mercado.

Esta operação possui o endosso da Agência Internacional de Energia (AIE) e faz parte de uma deliberação tomada em março pelos seus 32 membros, entre os quais os países do G7, para liberar um total de 400 milhões de barris de suas reservas estratégicas, combatendo a escassez no mercado.

A carência de suprimentos foi desencadeada no final de fevereiro pelos ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Em retaliação, o Irã impôs o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota pela qual, antes do conflito, passava um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos mundialmente pelos países produtores do Golfo Pérsico.

O grupo dos sete países mais industrializados, atualmente liderado pela França, comunicou no início de outubro a intenção de lançar 100 milhões de barris no mercado. Essa decisão ocorreu sob pressão do Presidente norte-americano, Donald Trump, que havia alertado sobre a possibilidade de proibir as exportações de gasóleo dos Estados Unidos caso a oferta de combustíveis não fosse aumentada.

Em resposta, onze países da União Europeia (UE) se juntaram à iniciativa, declarando que liberariam 42,6 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas, sendo metade deles gasóleo, numa tentativa de ajudar a estabilizar o mercado.

Entre os países que aderiram a esta ação estão a Alemanha, a França e a Itália, que também fazem parte do G7. Os demais membros desse grupo de onze países da UE são Grécia, Dinamarca, Bélgica, Luxemburgo, Portugal, Letónia, Suécia e Países Baixos.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, cujo governo enfrenta sérios desafios devido aos protestos sociais recentes, motivados em parte pelo aumento do custo de vida decorrente da alta dos preços do petróleo, tem buscado apresentar a resolução do G7 como uma iniciativa própria, alinhada às medidas que ele promove para proteger o poder de compra dos cidadãos franceses.

A França informou que disponibilizará 10 milhões de barris de suas reservas estratégicas ao longo de um período de três meses. Além disso, estabeleceu um sistema de monitoramento e controle para assegurar que essa medida se reflita nos preços praticados nos postos de combustível, prevendo uma queda no valor dos combustíveis entre 12 e 18 cêntimos por litro.

A petrolífera francesa TotalEnergies, que tem sido alvo de críticas políticas devido aos altos lucros obtidos com a escalada dos preços do petróleo e do gás, iniciou a aplicação dessa redução de preços na véspera, em 705 de seus postos em França. O preço do gasóleo nestes locais foi definido em 2,15 euros por litro, mantendo a TotalEnergies seu compromisso de assegurar um teto de 2,25 euros em toda a sua rede francesa.

Ressalta-se que os membros da AIE ainda não colocaram no mercado a totalidade dos 400 milhões de barris inicialmente anunciados em março. As regras da organização exigem que os membros mantenham reservas estratégicas equivalentes a, no mínimo, 90 dias de importações líquidas de petróleo, para que possam reagir a interrupções severas no fornecimento.

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