Fotógrafo de Cape Town documenta a cultura do povo Huni Kuin na Amazônia Brasileira
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Fotógrafo de Cape Town documenta a cultura do povo Huni Kuin na Amazônia Brasileira

Uma exposição de fotografias criada pelo fotógrafo de Cape Town, Gary Van Wyk, oferece uma imersão profunda na vida, cultura e tradições espirituais do povo Huni Kuin, que vive na Amazônia brasileira. Este povo está intimamente ligado à sua identidade com o ambiente florestal.

A exposição, intitulada «Novo Futuro: The Huni Kuin of the Amazon», marca a primeira vez que as obras de Van Wyk são exibidas. Suas fotos foram tiradas graças ao estabelecimento de relações de confiança e experiências compartilhadas durante uma visita à aldeia Huni Kuin no estado do Acre, na Amazônia brasileira.

O objetivo principal do projeto é ir além dos retratos formais, registrando momentos pessoais e as conexões entre as pessoas, seus conhecimentos ancestrais e a natureza.

Van Wyk estabeleceu contato com o povo Huni Kuin através de um conhecido em comum, que o convidou para um encontro com os líderes espirituais da comunidade. Após isso, ele foi convidado a visitar a aldeia, onde permaneceu por cerca de doze dias. Essa experiência se tornou a base para a exposição, destinada a transmitir as histórias da comunidade por meio de fotografias formadas durante o convívio.

Van Wyk declarou que este trabalho foi concebido como um presente para as pessoas que ele fotografou. Ele enfatizou que deseja que as imagens transmitam a energia e a beleza dos Huni Kuin para fora de sua aldeia, ajudando os espectadores a conhecer essas pessoas e seu papel na proteção da natureza da Amazônia.

Ao ser questionado sobre a inspiração para documentar o povo Huni Kuin para «Novo Futuro», Van Wyk explicou que conheceu-os através de um amigo em comum, que o convidou para um encontro com os líderes espirituais. Em seguida, a convite dos líderes, ele visitou a aldeia e permaneceu na Amazônia por quase doze dias. Foi essa experiência que definiu a exposição.

Respondendo à pergunta sobre como a exposição pode estabelecer uma conexão significativa entre o público e o povo Huni Kuin, Van Wyk reiterou que é «um presente para o povo Huni Kuin, um presente especial de cada pessoa na aldeia». Ele acrescentou que é importante que suas obras transmitam a energia e a beleza dos Huni Kuin, levando-os às pessoas para que possam reconhecer e ver essas pessoas que protegem a natureza desde as profundezas (da Amazônia).

Para o povo Huni Kuin, a floresta é mais do que apenas um local de moradia; ela é central para sua visão de mundo, cultura e vida espiritual, o que é refletido em todas as fotografias de Van Wyk. A exposição explora como a comunidade honra seus ancestrais e mantém a conexão com o mundo ao seu redor.

Na abertura do evento, o líder espiritual Huni Kuin Ninawa Pai da Mata executou música tradicional e cânticos sagrados, proporcionando aos visitantes a oportunidade de sentir elementos das tradições culturais vivas da comunidade. As fotografias capturaram momentos de alegria, emoção e vida cotidiana, oferecendo um olhar íntimo sobre as pessoas por trás dessas imagens.

A abordagem de Van Wyk foca na conexão humana autêntica, apresentando retratos que buscam transmitir a individualidade e os momentos descontraídos, em vez de apenas registrar a aparência.

Esta exposição faz parte de um caminho criativo mais amplo de Van Wyk, dedicado a explorar as interconexões entre pessoas, lugar e identidade. Entre seus projetos anteriores estão a documentação de iniciativas de conservação da natureza da organização ORCKA na Namíbia, bem como do povo Nama de Richtersfeld no filme documental premiado «Out of Mined». Seu trabalho mais recente com os Huni Kuin continua esse interesse pelas comunidades, seu meio ambiente e as histórias que eles compartilham.

Através da fotografia, Van Wyk busca levar essas histórias a um público mais amplo, mantendo ao mesmo tempo o respeito pelas pessoas que lhe confiam suas histórias.

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De acordo com os dados do serviço meteorológico Climatempo Meteorologia, este fenômeno é um nevoeiro causado pelo resfriamento noturno e alta umidade. O fotógrafo observou que a transição das estrelas para o amanhecer, juntamente com o movimento do mar de nuvens, permite perceber a natureza de uma forma que os olhos humanos normalmente não conseguem ver.

Santos, que reside em Novo Hamburgo, na metrópole de Porto Alegre, percorreu cerca de 130 quilômetros até o local da filmagem, onde acampou com sua noiva para tirar as fotos. Ele acredita que a estação atual é favorável para observar esse fenômeno.

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Além da ilha Fogo, Carvalho incluiu em suas telas materiais vulcânicos coletados nas ilhas Santiago e São Vicente, ligando assim a geologia do arquipélago ao processo criativo, segundo um comunicado enviado à Lusa. Vivendo em Londres, Reino Unido, Amadeu Carvalho acredita que para ver uma ilha, é preciso estar fora dela, sublinhando que a arte o ajudou a «curar muitas feridas e traumas».

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