Binance recuperou 90% dos ativos roubados em ataque hacker recorde
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Binance recuperou 90% dos ativos roubados em ataque hacker recorde

A corretora de criptomoedas Binance informou que recuperou noventa por cento dos ativos roubados em um ataque cibernético ocorrido em 29 e 30 de outubro. De acordo com a agência de notícias Reuters, este ataque resultou na perda de ativos digitais entre 6,3 e 6,4 bilhões de dólares. A corretora esclareceu que os fundos para a recuperação foram retirados da sua reserva corporativa própria.

A magnitude do incidente causou preocupação dentro da empresa; fontes familiarizadas com a situação relataram que os funcionários expressam dúvidas sobre o recebimento de bônus anuais no ano corrente, apesar das declarações públicas da Binance sobre a possibilidade de fácil compensação dos prejuízos.

O hack afetou as carteiras quentes da corretora em 10 ou 11 blockchains, incluindo Ethereum, Bitcoin, Tron, Solana e XRP Ledger, e é descrito como o maior roubo de criptomoedas na história.

A indústria de criptomoedas enfrentou uma série de grandes ataques cibernéticos nos últimos anos. Por exemplo, no mês passado, a corretora Bitget sofreu perdas de 388 milhões de dólares após um ataque. Além disso, em fevereiro de 2025, hackers roubaram quase 1,5 bilhão de dólares da corretora de criptomoedas Bybit. No entanto, a escala do recente hack da Binance chocou até mesmo os participantes experientes do setor.

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Em um dos maiores ataques cibernéticos registrados, mais de seis bilhões de dólares foram retirados da corretora de criptomoedas Binance. Agências americanas estão trabalhando em conjunto com parceiros privados para avaliar a invasão e recuperar os fundos roubados, enquanto a Binance prometeu cobrir todas as perdas.

O FBI está ciente do incidente e coordena ações com parceiros para entender a extensão da atividade, avaliar as possíveis consequências e organizar os passos investigativos apropriados, conforme declarado pela agência em comunicado à Bloomberg News na sexta-feira. Um porta-voz informou que investigadores do Serviço Secreto também colaboram 24 horas por dia com o setor privado para restaurar os ativos roubados.

O Departamento de Justiça reconheceu a existência de informações sobre o ataque, mas representantes do departamento se recusaram a comentar sobre o andamento da investigação. Embora os detalhes completos da invasão da Binance ainda não tenham sido divulgados, este incidente ocorre em meio a uma crescente preocupação com os riscos representados por hackers na era da inteligência artificial.

Recentes ataques cibernéticos afetaram a plataforma de previsão Polymarket, as empresas financeiras sul-coreanas Mirae Asset Global Investments Co. e Daishin Securities, bem como a plataforma de negociação de câmbio japonesa GMO Internet Group Inc.

A maior plataforma de negociação de criptomoedas suspendeu os saques e assumiu o compromisso de compensar todas as perdas. Richard Teng, cofundador da Binance, declarou em um vídeo publicado nas redes sociais na sexta-feira que a corretora é capaz de fazer isso graças aos investimentos contínuos de receita em criptomoedas. O cofundador Yi He esclareceu que a receita anual da Binance cobrirá totalmente o valor perdido. Esperava-se que os saques fossem retomados até domingo.

Teng observou: «A maior parte do que ganhamos com operações diárias é mantida em ativos criptográficos. É por isso que podemos absorver imediatamente uma perda desse tamanho com nossos próprios recursos».

Os americanos são proibidos de usar esta corretora; existe uma estrutura separada e menor, a Binance.US.

Esta invasão ocorreu em um período em que a administração Trump e seus reguladores estavam ativamente promovendo a ampla adoção de criptomoedas e tecnologia blockchain. Em setembro, a Comissão de Valores Mobiliários aprovou a chamada isenção de inovação, que permite que ações de empresas públicas sejam negociadas em blockchains. Especialistas acreditam que a invasão da Binance provavelmente intensificará as preocupações entre os executivos de empresas públicas sobre a adoção de tais tecnologias.

Por sua vez, a Commodity Futures Trading Commission apresentou recentemente uma proposta para regulamentar mercados e transações de ativos digitais. Caso seja aprovada, essa medida regulamentará as negociações de futuros com alavancagem oferecidas a clientes de varejo e criará uma nova categoria para corretoras de criptomoedas que oferecem tais transações, exigindo registro na agência.

Austin Campbell, especialista em criptomoedas e ex-banqueiro, agora professor visitante na NYU Stern School of Business, comparou a situação com a segurança de automóveis, afirmando que «transações precisam de atrasos e pontos de controle». Ele acrescentou: «O carro pode ser mais rápido, mais barato e mais econômico se todos os airbags e cintos de segurança forem removidos».

As empresas de análise de blockchain TRM Labs, Chainalysis e Elliptic apontaram a Coreia do Norte como a organização por trás do roubo da Binance. A Chainalysis classificou este incidente como «o maior da história das criptomoedas e um dos maiores crimes financeiros de todos os tempos». Os fundos apreendidos durante o ataque eram uma mistura das principais criptomoedas, incluindo Bitcoin, Ethereum, bem como stablecoins USDT e USDC lastreadas em dólar.

Após as notícias do ataque à Binance, o Bitcoin caiu abaixo de US$ 77.000 pela primeira vez em mais de um mês, permanecendo a moeda mais negociada em torno desses níveis baixos durante a maior parte da sexta-feira.

Para os defensores das criptomoedas, que desfrutavam de uma recuperação de preços de dois meses, o incidente da Binance escureceu essa alta.

A Binance supera significativamente seus concorrentes do setor, possuindo ativos de cerca de US$ 135,2 bilhões, em comparação com US$ 28,6 bilhões da segunda maior corretora, OKX, de acordo com dados da DefiLlama.

A Binance relatou que o incidente pode estar relacionado a um notebook de um engenheiro de software comprometido, bem como a «pontos adicionais de intrusão». A corretora afirmou não ter encontrado nenhuma evidência de vazamento de chaves privadas.

Em uma postagem no X, a Binance declarou: «Foi um ataque complexo, e estamos fazendo tudo o que é possível em coordenação com as autoridades policiais para resolvê-lo».

Em 2018, a corretora instituiu um fundo de seguro e reserva de emergência para usuários, denominado Secure Asset Fund for Users (SAFU), que serve como garantia para os clientes em «situações extremas». De acordo com o comunicado da corretora, o SAFU geralmente é mantido em cerca de US$ 1 bilhão, mas em 2024 flutuou em sintonia com os movimentos do mercado.

Os dois maiores emissores de stablecoins relataram a adoção de medidas para congelar as moedas afetadas. Paolo Ardoino, CEO da Tether, declarou em uma postagem no X que congelou mais de US$ 1,5 bilhão em stablecoin USDT «relacionado ao possível hack da Binance». Jeremy Allaire, gestor da Circle Internet Group Inc., afirmou que US$ 800 milhões de seu token USDC foram congelados em meio a «relatos de possível exploração relacionada à Binance».

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Ataque hacker na Binance resulta em roubo de US$ 6,3 bilhões, evidenciando mudanças nas ameaças digitais
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Ataque hacker na Binance resulta em roubo de US$ 6,3 bilhões, evidenciando mudanças nas ameaças digitais

A maior corretora de criptomoedas do planeta, a Binance, foi vítima do maior ataque hacker do setor, resultando no roubo de US$ 6,3 bilhões (aproximadamente R$ 34 bilhões) na quinta-feira, dia 29.

Micaella Ribeiro, cofundadora da IAM Brasil e especialista em Segurança da Informação e Gestão de Identidades e Acessos, comentou que este incidente demonstra uma alteração significativa no panorama das ameaças digitais durante uma entrevista concedida ao Olhar Digital.

A plataforma, utilizada para negociação e custódia de criptomoedas como o Bitcoin, sofreu o ataque por volta das 17h, horário de Brasília, e o processo durou cerca de vinte minutos, conforme análise de registros de transações por especialistas.

Empresas especializadas em rastreamento de criptomoedas, como a TRM Labs e a Chainalysis, apontaram que os responsáveis pelo furto seriam hackers associados à Coreia do Norte. Embora a Binance ainda não tivesse identificado os criminosos no momento da publicação, a empresa iniciou a recuperação dos ativos afetados para os usuários.

A Binance declarou publicamente que cobriria as perdas utilizando fundos próprios, reservando mais de US$ 6,34 bilhões para cobrir o ocorrido. Desses valores, US$ 5 bilhões já estão em ativos de tokens impactados, e a compra do restante está sendo realizada por meio de canais de mercado e OTC, embora este processo possa levar mais tempo devido à liquidez de alguns tokens.

Atualmente, US$ 3 bilhões foram bloqueados com o auxílio de parceiros do setor, e a corretora continua trabalhando com agências de aplicação da lei, incluindo o FBI e o Serviço Secreto dos EUA, para recuperar esses fundos.

A empresa suspendeu temporariamente os saques, assegurando que o dinheiro dos clientes está seguro e prometendo cobrir quaisquer prejuízos. Até o momento, cerca de US$ 3 bilhões em criptomoedas roubadas foram localizados, parte deles bloqueada por outras companhias do segmento.

Inicialmente, a Binance suspeitava que o ataque teria ocorrido através da invasão do computador de um de seus engenheiros. Posteriormente, a companhia divulgou que identificou vulnerabilidades de segurança que poderiam ter sido exploradas pelos cibercriminosos. Segundo a TRM Labs, os hackers conseguiram comprometer o sistema responsável pela autorização de transferências de criptomoedas.

Parte do montante subtraído estava em stablecoins, que funcionam como um reflexo de moedas fiduciárias reais, como o dólar americano. Diversas entidades bloquearam recursos: a Tether congelou um pouco mais de US$ 1,5 bilhão; a Circle bloqueou mais de US$ 800 milhões; e a Ripple reteve cerca de US$ 200 milhões.

Adicionalmente, a Reuters reportou que a World Liberty Financial, uma empresa de criptomoedas vinculada ao presidente dos EUA, Donald Trump, e sua família, também colaborou no bloqueio desses recursos, o que impede a movimentação das criptomoedas furtadas.

Fundada em 2017 em Xangai, China, a Binance possui 335 milhões de usuários registrados globalmente, de acordo com seu relatório anual de 2025. Este relatório indicava que a empresa gerenciava aproximadamente US$ 162,8 bilhões em ativos digitais.

Micaella Ribeiro ressalta que um ataque a uma corretora não implica necessariamente que a tecnologia blockchain foi comprometida, mas enfatiza os riscos inerentes ao uso de criptomoedas. Ela diferencia a segurança da tecnologia blockchain da segurança das plataformas usadas para comprar, vender e armazenar esses ativos.

Segundo a especialista, este ataque sublinha uma tendência alarmante: criminosos estão focando em comprometer identidades, dispositivos e sistemas que já detêm permissões válidas para realizar operações cruciais. Isso aumenta a preocupação com identidades não humanas, como APIs, aplicações e contas de serviço, que frequentemente têm altos privilégios sem o mesmo nível de governança dado aos usuários convencionais.

Para Ribeiro, a lição primordial é que uma operação tecnicamente autorizada nem sempre é uma operação legítima. Por isso, ela defende que as organizações precisam mudar sua estratégia de segurança, indo além da proteção do acesso inicial, exigindo verificação contínua de quem acessa, quais privilégios possui e se as ações são coerentes com suas responsabilidades.

Em relação aos investidores, a especialista aconselha que o mais importante é acompanhar os comunicados oficiais da corretora, monitorar eventuais restrições de movimentação e aumentar a vigilância contra fraudes que possam surgir aproveitando a repercussão do incidente.

Hackers roubam US$ 6,3 bilhões da Binance no maior ataque da história
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Hackers roubam US$ 6,3 bilhões da Binance no maior ataque da história

Hackers realizaram um roubo no valor de US$ 6,3 bilhões (equivalente a aproximadamente 33,71 bilhões de reais brasileiros) da Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo. Analistas consideram este incidente o maior da história do setor.

Este incidente causou uma queda no mercado, levou as empresas do setor a congelar parte dos fundos e levantou questões sobre a segurança das plataformas de negociação de ativos digitais.

De acordo com a empresa de análise de blockchain americana TRM Labs, os invasores obtiveram acesso às carteiras da Binance em 10 redes diferentes e transferiram a maior parte dos fundos em cerca de 20 minutos. A empresa ligou este ataque a grupos da Coreia do Norte, observando semelhanças técnicas com roubos anteriores atribuídos a Pyongyang, incluindo o hack da Bybit em 2025, investigado pelo FBI.

A Chainalysis informou que ainda não conseguiu confirmar a causa da invasão. Até as 21h30, horário brasileiro, a empresa identificou pelo menos US$ 5,912 bilhões (aproximadamente 31,63 bilhões de reais brasileiros) em ativos roubados.

Mark Karpeles, ex-chefe da corretora Mt. Gox, declarou à Reuters que os ativos da Binance parecem estar distribuídos entre diferentes sistemas. Ele sugeriu que o hacker pode ter obtido permissão válida para mover fundos em certos sistemas da plataforma e, possivelmente, até acesso à chave privada.

A Binance colaborou com parceiros para bloquear os recursos afetados e conseguiu localizar cerca de US$ 3 bilhões (R$ 16,05 bilhões). O cofundador da corretora, Yi He, confirmou que a empresa cobrirá todas as perdas resultantes do ataque.

Outras empresas também participaram dos esforços para impedir a movimentação de fundos. A investigação inicial da Binance mostrou que o hack pode ter começado com a comprometimento do computador de um dos engenheiros. Esse acesso permitiu ao invasor penetrar em um dos sistemas da corretora e realizar saques não autorizados.

A empresa declarou que os depósitos dos usuários não foram afetados e esperava retomar os saques dentro de 48 horas após o ataque. A Binance também possui um fundo de proteção ao cliente composto integralmente por Bitcoin.

Para Kenneth Goh, diretor de gestão de capital privado da UOB Kay Hian, o ataque a uma das maiores corretoras mundiais deve levar os investidores a prestar mais atenção ao armazenamento de seus ativos e à responsabilidade das plataformas em caso de falhas de segurança.

O mercado reagiu ao incidente com uma queda nas negociações. O Bitcoin caiu mais de 3%, atingindo uma mínima de seis semanas de US$ 76.368. O Ethereum também perdeu mais de 3%, caindo para US$ 2.178. As ações da Coinbase caíram 4,8%, e as ações da Strategy caíram quase 6% no pregão estendido nos Estados Unidos.

Amanda He, diretora de investimentos da ChainUp Investment, informou à Reuters que a queda inicial pode ter sido causada pela venda de criptomoedas pelo próprio invasor. Em sua opinião, esse passo contribuiu para a disseminação de preocupações entre os investidores durante a sessão asiática. Ela relatou que sua empresa vendeu posições mantidas na Binance e transferiu os fundos recebidos para stablecoins.

Para Tim Sun, pesquisador sênior da HashKey Group, a pausa nos depósitos e saques na Binance pode afetar negativamente o fluxo de capital entre plataformas e influenciar os formadores de mercado responsáveis por fornecer cotações de compra e venda para facilitar transações.

Questões de liquidez também aparecem nas avaliações de Damon Xu, fundador da 1Token. Comentando à Reuters, ele previu uma redução nas estratégias relacionadas a operações simultâneas em diferentes corretoras e ao uso de alavancagem, que permite negociar com fundos emprestados. Xu acredita que as plataformas descentralizadas podem se beneficiar do possível fluxo de capital e atividade comercial.

Jeff Ko, analista principal da ViaBTC, avaliou à Reuters que o Bitcoin pode enfrentar menor pressão de vendas, pois suas transações são rastreadas na blockchain, dificultando a movimentação de fundos roubados sem deixar rastros. O Ethereum, por outro lado, pode sofrer maior pressão devido à existência de ferramentas que facilitam o ocultamento da origem das transações.

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