Brasileiro ganha prêmio científico; registro recorde de gases de efeito estufa e previsão de bolas de fogo no Halloween
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Brasileiro ganha prêmio científico; registro recorde de gases de efeito estufa e previsão de bolas de fogo no Halloween

A semana teve diversos destaques científicos e noticiosos. No âmbito político, Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito presidente do Brasil, e o Olhar Digital analisou seu plano de governo focado em ciência e tecnologia.

Em outra frente, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos forneceu à SpaceX acesso a dados confidenciais de rastreamento de objetos orbitais. Este acordo, assinado entre a empresa de Elon Musk e a Força Espacial norte-americana, permitiu que uma entidade privada recebesse acesso aprimorado ao Catálogo de Alta Precisão do Comando Espacial dos EUA, que monitora corpos em órbita, levantando discussões sobre segurança nacional e o papel da companhia no tráfego espacial comercial.

No campo da comunicação científica, o engenheiro biomédico Daniel Dahis foi agraciado com o Eric and Wendy Schmidt Awards for Excellence in Science Communication. Ele é o primeiro brasileiro a receber este prêmio, concedido pelas Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos (NASEM), com anúncio realizado na segunda-feira (26).

Esta premiação visa valorizar profissionais que tornam a ciência acessível ao público. Na edição de 2026, 24 indivíduos foram homenageados em oito categorias distintas, abrangendo pesquisadores, jornalistas e criadores de conteúdo. Cada categoria possui um vencedor principal, que recebe US$ 40 mil (aproximadamente R$ 216 mil), além de dois reconhecidos com US$ 20 mil (cerca de R$ 108 mil) cada.

Dahis obteve o prêmio na categoria “Research Scientist: Early Career”, destinada a cientistas em fase inicial de carreira. Seu reconhecimento ressalta o trabalho de divulgação científica que ele executa nas mídias sociais, onde conta com mais de 750 mil seguidores, compartilhando vídeos sobre temas como vacinas, enfermidades, tratamentos e descobertas recentes.

Sobre fenômenos astronômicos, é possível observar bolas de fogo intensamente brilhantes durante o Halloween. Este evento está ligado às Táuridas, uma chuva de meteoros anual que atrai astrônomos pelo espetáculo visual e pela potencial presença de fragmentos maiores.

As Táuridas são segmentadas em duas correntes: as Táuridas do Sul e as Táuridas do Norte. A primeira ocorre entre setembro e novembro no hemisfério sul, caracterizando-se por atividade contínua e baixa frequência de meteoros por hora. Seu ápice está previsto para quinta-feira (5), embora a observação dependa das condições climáticas, da escuridão e da posição aparente dos meteoros. A segunda corrente acontece entre outubro e dezembro, com pico em novembro, apresentando também pouca frequência horária, mas podendo surpreender com bolas de fogo muito luminosas.

A marca distintiva desta chuva são as bolas de fogo, que são meteoros excepcionalmente brilhantes capazes de ultrapassar o brilho de Vênus e manter sua visibilidade por mais tempo que outros rastros luminosos. Por coincidirem com o período do Halloween, em 31 de outubro, esses clarões são conhecidos como bolas de fogo de Halloween.

Adicionalmente, um relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), divulgado na terça-feira (27), indicou que a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera alcançou patamares recordes em 2025. Esse acúmulo de gases intensifica a retenção de calor no planeta, contribuindo para o aquecimento global.

O dióxido de carbono (CO₂) atingiu 426,8 partes por milhão, enquanto o metano e o óxido nitroso também registraram máximas históricas. A OMM projeta que a concentração de CO₂ continuará em ascensão ao longo de 2026.

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Chuva de meteoros Táuridas pode apresentar bolas de fogo durante o Halloween
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É possível que céus apresentem espetaculares 'bolas de fogo' durante o Halloween, um fenômeno ligado à chuva de meteoros conhecida como Táuridas. Este evento atrai o interesse de astrônomos devido tanto ao seu espetáculo visual quanto à potencial presença de fragmentos maiores.

As Táuridas são subdivididas em duas correntes: as Táuridas do Sul e as Táuridas do Norte. A primeira ocorre entre setembro e novembro no hemisfério sul, caracterizando-se por uma atividade prolongada e baixa frequência de meteoros por hora. Seu pico está previsto para quinta-feira (5), embora a observação dependa das condições climáticas, da escuridão e da posição aparente dos meteoros. Já a segunda corrente acontece entre outubro e dezembro, com o auge em novembro, e também gera poucos meteoros por hora, mas pode surpreender com bolas de fogo muito luminosas.

A principal marca desta chuva são as bolas de fogo, que são meteoros excepcionalmente brilhantes capazes de superar o brilho de Vênus e manter-se visíveis por mais tempo que outros rastros luminosos. Por coincidirem com o período próximo ao Halloween, em 31 de outubro, esses clarões são também denominados bolas de fogo de Halloween.

Quando pequenos pedaços de rocha espaciais, chamados meteoroides, adentram a atmosfera terrestre em altíssima velocidade, até mesmo fragmentos ínfimos aquecem o ar e geram um clarão intenso, que os astrônomos classificam como meteoro (popularmente conhecidos como 'estrelas cadentes').

Estes eventos são puramente luminosos, sem serem corpos físicos. Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon) e colunista do Olhar Digital, esclarece que 'meteoro não é sólido, não é líquido nem gasoso, é apenas luz'.

Conforme a Sociedade Americana de Meteoros (AMS), um meteoro é classificado como 'bola de fogo' quando seu brilho é igual ou superior ao de Vênus (magnitude -4). Se o brilho for ainda mais intenso, acompanhado de explosão e possível som audível, ele é denominado 'bólido'.

A origem deste fenômeno remonta ao cometa 2P/Encke, que é o segundo cometa periódico descoberto na história da astronomia, após o notório 1P/Halley. Ao percorrer o Sistema Solar, o Encke deposita poeira e fragmentos rochosos ao longo de sua trajetória. Quando a Terra cruza essa área, parte desse material entra na atmosfera, resultando nos meteoros.

Esses rastros luminosos surgem devido ao aquecimento do gás circundante por partículas espaciais que entram em alta velocidade na atmosfera terrestre. Fragmentos maiores têm o potencial de criar clarões particularmente intensos. O termo Táuridas deriva da constelação de Touro, indicando a direção aparente de onde os meteoros parecem emanar, um ponto conhecido como radiante.

A corrente de detritos ligada ao Encke também atravessa a região da Terra em junho, durante o dia, recebendo o nome de Beta Táuridas. Embora a observação direta dos meteoros nesse período diurno seja inviável, o estudo dessa corrente auxilia os pesquisadores a entender melhor a dispersão dos fragmentos e os riscos potenciais associados a objetos maiores.

Um estudo publicado na revista científica Acta Astronautica examinou a possibilidade de a corrente de detritos das Táuridas conter agrupamentos de objetos consideravelmente grandes. Os cientistas analisaram a hipótese de existirem enxames ressonantes, que são concentrações de fragmentos formadas sob a influência gravitacional de Júpiter. Tal distribuição poderia elevar a quantidade de objetos que a Terra encontra em certas partes de sua órbita.

Os modelos avaliados sugerem que o planeta poderá passar por zonas potencialmente mais densas dessa corrente nos anos de 2032 e 2036. Caso tais aglomerados realmente existam, a probabilidade de encontrar objetos maiores poderia aumentar nesses intervalos. Contudo, isso não implica uma previsão de colisão ou de qualquer tipo de catástrofe; a hipótese ainda requer investigação para que o risco possa ser calculado com maior exatidão.

A maior parte dos objetos que causam meteoros é pequena demais para resistir à desintegração atmosférica. No entanto, corpos maiores podem explodir antes de tocar o solo, liberando grande quantidade de energia. Exemplos históricos incluem o evento de Chelyabinsk, na Rússia, em 2013, onde uma explosão atmosférica causou ferimentos e danos, principalmente por estilhaços de vidro, e o evento de Tunguska em 1908, que devastou uma vasta área florestal na Sibéria.

Para validar a teoria dos enxames, a equipe integrou observações recentes com modelos teóricos sobre a distribuição dos fragmentos. Entre as provas indiretas consideradas pelos pesquisadores estão as bolas de fogo excepcionalmente brilhantes e os registros de impactos na Lua. O monitoramento futuro será crucial para elucidar a composição desses agrupamentos e determinar se há objetos que necessitem de atenção especial.

Mesmo que a existência de concentrações de fragmentos seja confirmada, a chance de um impacto direto permanece baixa. Ferramentas de defesa planetária, como o telescópio espacial infravermelho NEO Surveyor da NASA, auxiliarão na localização e caracterização de asteroides e outros corpos próximos à Terra. A detecção precoce é vital, pois possibilita o cálculo de trajetórias e a avaliação de eventuais medidas protetoras, se necessário.

O estudo também alerta contra as informações exageradas que circulam na internet sobre supostas ameaças cósmicas. Mark Boslough, pesquisador da Universidade do Novo México e especialista em defesa planetária que liderou o trabalho, enfatiza a necessidade de avaliar os riscos com base em dados científicos. Ele salienta que a existência de uma hipótese de pesquisa não significa que um evento perigoso seja inevitável, nem fundamenta previsões de desastres globais.

Para quem deseja observar as Táuridas, o ideal é selecionar um local distante das fontes de luz urbana, com céu aberto e pouca nebulosidade. Apesar de não ser uma das chuvas mais intensas do ano, seus meteoros podem impressionar pelo brilho. As melhores janelas de observação geralmente ocorrem entre 1h e 3h da madrugada, momento em que o radiante das Táuridas do Sul está mais elevado no céu. Aplicativos como Stellarium, Star Walk e SkySafari auxiliam na identificação de constelações e no direcionamento da observação. Não é preciso usar telescópios ou binóculos; basta contemplar uma área ampla do céu para acompanhar os rastros luminosos, exigindo apenas paciência, adaptação aos níveis de escuridão e a sorte de ver uma bola de fogo durante a noite.

Chuva de meteoros Oriônidas, formada por restos do cometa Halley, será visível no Brasil nesta semana
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Chuva de meteoros Oriônidas, formada por restos do cometa Halley, será visível no Brasil nesta semana

Entusiastas da astronomia têm um motivo excelente para observar o céu nesta semana, pois a chuva de meteoros Oriônidas está em seu período de pico. Este evento ocorre anualmente no intervalo entre 2 de outubro e 7 de novembro, com o dia de máxima variação entre 21 e 23 de outubro a cada ano. Próximo ao ápice, é possível registrar a passagem de 10 a 20 meteoros por hora.

O fenômeno acontece quando a Terra cruza a trajetória de detritos deixada pelo cometa Halley, que percorre o Sistema Solar interno a cada 76 anos. Ao penetrar na atmosfera terrestre, essas partículas entram em combustão, gerando os rastros luminosos conhecidos como meteoros. O nome Oriônidas deriva da Constelação de Órion, ponto celeste de onde esses rastros parecem emanar, próximo à estrela Betelgeuse.

Apesar de o radiante estar situado no hemisfério norte celeste, a chuva é facilmente observável no Brasil. Os fragmentos alcançam a atmosfera a velocidades notáveis de 67 quilômetros por segundo, o que equivale a 241 mil km/h. Mesmo com tamanha rapidez, eles deixam rastros brilhantes que podem durar alguns segundos, proporcionando um espetáculo visual digno de atenção.

Em certas ocasiões, os meteoros intensificam-se, transformando-se em esferas de fogo visíveis a olho nu, superando em brilho qualquer estrela. Além das Oriônidas, o cometa Halley também é responsável pela chuva Eta Aquáridas, que ocorre anualmente em maio.

Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON) e colunista do Olhar Digital, afirma que a data oficial de máxima da chuva de meteoros Oriônidas é 21 de outubro. Ele ressalta que, embora seja uma data fixa, na prática, ela pode apresentar pequenas variações de um ano para outro devido a diversos fatores.

Zurita explica que algumas chuvas de meteoros acontecem quando a Terra atravessa uma trilha de detritos muito estreita, o que permite uma determinação mais precisa do pico. Chuvas mais antigas e estabelecidas, como as Oriônidas, possuem trilhas mais dispersas e menos uniformes, o que impede que a data máxima caia sempre no mesmo dia.

Segundo o astrônomo, existem fundamentalmente dois elementos que influenciam esse padrão. O primeiro é que a máxima só pode ser mensurada calculando o número de meteoros vistos por hora, geralmente através de detecção de rádio, método que ignora as condições climáticas regionais. Como a trilha não é homogênea, a maior taxa de meteoros pode ocorrer em dias diferentes. O segundo fator é a ocorrência de anos bissextos; quando há um dia extra em fevereiro, as chuvas subsequentes tendem a ocorrer um dia antes. No caso das Oriônidas, isso pode fazer com que a data máxima varie entre os dias 20 e 23, dependendo do estudo.

Outro agente pode causar a mudança nas datas de pico ao longo dos anos: as interações gravitacionais com outros planetas, especialmente os gigantes gasosos, podem modificar a geometria da trilha de detritos. Contudo, Zurita aponta que este não é o caso das Oriônidas deste ano, sugerindo que a divergência entre fontes se deve provavelmente a diferentes estudos.

Adicionalmente, devido ao ano terrestre ter 365 dias e um quarto, há uma compensação de aproximadamente seis horas entre um ano e outro. Por isso, na astronomia, não se utilizam datas como referência para cálculos de chuva de meteoros; utiliza-se o parâmetro da longitude solar, que define a posição da Terra em sua órbita, independentemente da data.

A melhor abordagem recomendada pelo especialista é monitorar a chuva de meteoros ao longo de vários dias, sem fixar-se em uma única data. Zurita esclarece que, entre terça (20) e sexta-feira (23), pode não haver grande diferença na taxa horária de meteoros, tornando valioso observar as Oriônidas em qualquer um desses dias, independentemente de qual seja o dia máximo.

A chuva Oriônidas é visível tanto no Hemisfério Norte quanto no Hemisfério Sul. Conforme o guia de observação astronômica InTheSky.org, para um observador em São Paulo, o pico de atividade inicia por volta das 22h50 de quarta-feira (21), mantendo-se visível até as 5h da manhã de quinta (22), pouco antes do amanhecer.

O momento ideal para a observação é durante a madrugada, quando o radiante está mais elevado no céu. Na área de São Paulo, ele atinge cerca de 50° acima do horizonte leste. Neste horário, a previsão indica a possibilidade de ver até 11 meteoros por hora no pico. Em locais com baixa iluminação e céu limpo, o número pode variar entre 15 e 20 por hora. Em grandes centros urbanos, a poluição luminosa reduz essa contagem para cerca de 5 a 10 meteoros por hora, embora o fenômeno permaneça perceptível.

Para localizar os meteoros, deve-se olhar para leste, na direção do nascer do Sol e da constelação de Órion. Por volta das 3h, o radiante estará a 30° de altitude, subindo até 50° perto das 5h. Os meteoros mais longos e brilhantes surgem entre 45° e 90° de distância desse ponto. Não são necessários equipamentos sofisticados; basta encontrar um local escuro, longe das luzes da cidade, e permitir que os olhos se adaptem à escuridão por cerca de 20 minutos. Aplicativos como Stellarium, Star Walk ou SkyView auxiliam na localização de Órion.

Rover da NASA supera recorde em Marte; Starship da SpaceX retorna aos EUA; Lua se afasta da Terra
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Rover da NASA supera recorde em Marte; Starship da SpaceX retorna aos EUA; Lua se afasta da Terra

Esta semana, os destaques em Ciência e Espaço no Olhar Digital incluíram o rover da NASA que estabeleceu um novo recorde de distância em Marte, o foguete Starship retornando à base terrestre após navegar no oceano, e o afastamento da Lua da Terra.

O rover Perseverance, pertencente à NASA, registrou um novo marco de distância percorrida em Marte, ultrapassando 45,2 km desde sua chegada ao planeta em fevereiro de 2021. Este feito foi alcançado no dia 11, na área da cratera Jezero, e foi comunicado pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) na segunda-feira, dia 12, que é o órgão responsável pela gestão do veículo.

Com este desempenho, o robô superou a quilometragem total registrada pelo Opportunity, outro rover da NASA que explorou Marte entre 2004 e 2018. Contudo, o progresso do Perseverance não ocorreu conforme o planejado inicialmente, pois a equipe teve que alterar a rota para investigar rochas claras, que podem ser algumas das mais antigas estudadas no planeta, o que resultou em um atraso de cerca de dois meses na concretização do recorde.

Por sua vez, a SpaceX transportou a nave Ship 40 de volta para o Texas, nos Estados Unidos. Esta foi a primeira nave Starship a sobreviver a um pouso no oceano após uma jornada espacial. O veículo chegou à base da companhia quase três meses após seu lançamento e passará por uma análise detalhada por engenheiros.

Essa inspeção visa avaliar os componentes que foram submetidos às condições severas da reentrada atmosférica. Os dados coletados poderão auxiliar a empresa no desenvolvimento de uma Starship apta a retornar à base e realizar novos voos.

A Ship 40 foi lançada em 24 de julho, acoplada ao propulsor Super Heavy Booster 20, durante o 13º voo de teste da Starship. A missão culminou em um pouso controlado no Oceano Índico. Em testes anteriores, outras naves haviam explodido após cair na água, mas a Ship 40 permaneceu praticamente íntegra e flutuante, levando a SpaceX a decidir resgatá-la apesar das complexidades de uma operação em mar aberto.

Duas questões relacionadas à Lua foram destacadas nesta semana. Uma delas diz respeito a um estudo que sugere que ela está em processo de «encolhimento», um fenômeno que está intensificando os «lunamotos» (terremotos lunares) e afetando a superfície do satélite natural. De acordo com a pesquisa, esse processo ocorre lentamente: ao longo dos últimos 400 a 800 milhões de anos, o raio lunar diminuiu aproximadamente 45 metros.

Adicionalmente, a Lua atingiu seu apogeu nesta sexta-feira, dia 16. Isso significa que ela alcançou o ponto mais distante da Terra em sua trajetória orbital atual. Observa-se que essa distância tende a crescer progressivamente, e uma das possíveis consequências desse aumento é o desaparecimento dos eclipses solares totais.

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