Binance assegura segurança de investidores brasileiros após ataque hacker que resultou em roubo de US$ 6,3 bilhões
Leia mais
Olhar Digital
olhardigital.com.br

Binance assegura segurança de investidores brasileiros após ataque hacker que resultou em roubo de US$ 6,3 bilhões

A Binance comunicou nesta sexta-feira, dia 30, que os investimentos de seus usuários brasileiros permanecem seguros, apesar de um ataque cibernético ocorrido na quinta-feira, dia 29, que culminou no furto de US$ 6,3 bilhões, equivalentes a aproximadamente R$ 34 bilhões, em criptomoedas.

A corretora esclareceu que os ativos dos clientes brasileiros são mantidos em carteiras frias (cold wallets), o que implica que as chaves de acesso ficam isoladas da conexão com a internet. Além disso, a Binance confirmou estar em conformidade com as diretrizes do Banco Central, que estipulam a segregação dos fundos dos clientes daqueles pertencentes à própria empresa.

Embora a segurança dos ativos esteja garantida, a plataforma suspendeu temporariamente os saques de criptomoedas para realizar verificações internas nos sistemas. A Binance classificou essa interrupção como uma medida de prevenção e estima restabelecer as retiradas em um prazo de até 45 horas. Os depósitos não foram impactados, e os demais serviços da corretora continuam operando normalmente.

Em uma declaração oficial, a empresa enfatizou que a proteção dos bens virtuais de seus clientes é sua prioridade máxima, e se desculpou pelos inconvenientes causados.

Este incidente gerou uma queda no mercado de criptomoedas e afetou também fundos e empresas relacionadas ao setor. Por volta das 14h24 da sexta-feira, as cotações apresentavam essa tendência de baixa.

É importante notar que a separação dos recursos exigida pelo Banco Central não anula a possibilidade de ataques hackers nem assegura a compensação de eventuais perdas. Adicionalmente, as criptomoedas não possuem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

André Matos, CEO da MA7 Capital, apontou que o risco mais imediato para os clientes da Binance é a impossibilidade temporária de acessar seus recursos, e não necessariamente a perda definitiva dos investimentos.

A corretora se comprometeu a cobrir os prejuízos utilizando seu fundo de emergência, recursos próprios e os valores roubados que já foram bloqueados. Contudo, Matos ressaltou que a capacidade da empresa de cobrir integralmente todas as perdas ainda carece de comprovação independente.

Ele alertou ainda que a promessa de cobertura abrange apenas os ativos furtados, e não a desvalorização do preço dos ativos. Isso significa que investidores cujas criptomoedas não foram diretamente alvo do ataque podem sofrer perdas devido à depreciação dos ativos.

Celso Camilo, doutor em Inteligência Artificial pela Universidade Federal de Goiás (UFG), observou que quem utiliza outras plataformas pode não estar exposto ao ataque, mas ainda assim pode sentir os efeitos da queda geral do mercado. Ele recomendou que o primeiro passo seja identificar onde as criptomoedas estão guardadas e qual instituição está responsável pela custódia.

Segundo Matos, aqueles que mantêm os ativos na conta da Binance estão diretamente vulneráveis ao problema. Em contrapartida, quem usa uma carteira pessoal, controlando exclusivamente as chaves, não tem esses ativos diretamente atingidos pelo ataque, embora permaneça sujeito às flutuações de preço.

Para mitigar riscos, o especialista sugere ativar a autenticação de dois fatores, guardar comprovantes dos investimentos e desconfiar de mensagens que prometem liberar saques mediante o fornecimento de senhas ou dados pessoais. Ele também aconselhou contra a concentração total de investimentos em uma única corretora. Para quem planeja manter criptomoedas por longo prazo, é crucial avaliar o uso de uma carteira própria, preferencialmente física, com extremo cuidado na proteção das palavras de recuperação.

O furto é classificado como o maior já registrado na história do setor de criptomoedas. Empresas americanas, TRM Labs e Chainalysis, indicaram que os responsáveis seriam hackers associados à Coreia do Norte. No entanto, a Binance informou que sua investigação ainda não conseguiu identificar os criminosos.

Conforme noticiado pela Reuters, a corretora está colaborando com agências policiais de diversos países, incluindo o Departamento Federal de Investigação (FBI) e o Serviço Secreto dos Estados Unidos (USSS).

Até o momento, cerca de US$ 3 bilhões (R$ 16,2 bilhões) dos criptoativos subtraídos foram localizados. Uma parte desses recursos foi bloqueada com auxílio de outras companhias do setor, mas isso não confirma a recuperação do dinheiro.

Inicialmente, a Binance suspeitava que os invasores tivessem obtido acesso ao computador de um de seus engenheiros. Posteriormente, a empresa divulgou ter detectado outras vulnerabilidades exploradas pelos criminosos. De acordo com a TRM Labs, os hackers comprometeram o sistema responsável pela autorização de transferências de criptomoedas.

A maior parte do roubo ocorreu em um período aproximado de 20 minutos, por volta das 17h, horário de Brasília. Após o desvio, os criminosos movimentaram os valores rapidamente para dificultar o rastreamento e o bloqueio dos fundos.

Histórias semelhantes

Binance sofre roubo de US$ 6,3 bilhões em ataque hacker, possivelmente o maior do mundo
Leia mais
tecnoblog.net

Binance sofre roubo de US$ 6,3 bilhões em ataque hacker, possivelmente o maior do mundo

A Binance, considerada a maior plataforma global para negociação de criptomoedas, foi vítima de uma invasão hacker que culminou na subtração de US$ 6,3 bilhões (equivalente a R$ 33,9 bilhões na conversão direta) em ativos mantidos nas carteiras de seus usuários. Este incidente é apontado como o maior ataque cibernético já documentado envolvendo criptoativos, embora as investigações devam confirmar essa alegação.

Caso seja confirmado como o maior ataque, o ocorrido na Binance ultrapassaria o prejuízo de US$ 1,5 bilhão sofrido pela Bybit em fevereiro de 2025, ataque que foi ligado ao grupo hacker norte-coreano conhecido como TraderTraitor.

Em resposta ao incidente, a Binance anunciou que assumirá total responsabilidade pelo prejuízo causado pelo ataque, conforme divulgado em sua publicação na plataforma X. No entanto, a companhia precisou suspender temporariamente os processos de saque e depósito (embora estes últimos já tenham sido reativados) enquanto realizava a análise de seus sistemas e investigava a situação.

O ataque cibernético teve início em 29 de outubro de 2026, sendo que a maior parte das transferências fraudulentas ocorreu dentro de um período de vinte minutos, apesar de outras movimentações terem sido registradas nas horas subsequentes.

A análise preliminar conduzida pela Binance sugere que os invasores obtiveram acesso ao notebook de um engenheiro DevOps. Utilizando este computador, os hackers teriam conseguido penetrar nos sistemas internos da Binance, aproveitando os privilégios de acesso do engenheiro. Isso permitiu que eles executassem transações de transferência de criptomoedas utilizando as próprias autorizações do sistema da empresa, sem a necessidade de violar ou capturar chaves criptográficas.

A Binance também comunicou ter identificado outros potenciais pontos de vulnerabilidade em seus sistemas, indicando que o notebook do engenheiro pode ter sido apenas um dos vetores utilizados no ataque.

Segundo a investigação inicial realizada pela empresa de segurança digital TRM Labs, o grupo hacker TraderTraitor surge novamente como o provável responsável por esta ação.

O montante total do prejuízo não foi superior devido ao fato de que uma parcela significativa dos criptoativos furtados consistia em stablecoins, que são moedas digitais atreladas ao valor de moedas fiduciárias e emitidas por corporações capazes de bloquear esses ativos em carteiras digitais.

Neste caso específico, a Tether, emissora da stablecoin USDT, bloqueou ativos totalizando US$ 1,77 bilhão. Paralelamente, a Circle, responsável pela USDC, congelou um valor equivalente a US$ 825 milhões. Além disso, outras entidades, como a Ripple, também participaram dos bloqueios.

Contudo, criptomoedas como Bitcoin e Ether não possuem os mesmos mecanismos de bloqueio, o que levou os invasores a tentar converter parte das stablecoins roubadas em criptoativos desprotegidos. As ações ágeis tomadas pela Tether, Circle e outras empresas ajudaram a conter essas operações.

Apesar disso, um volume considerável de criptomoedas foi capturado pelos invasores. O CEO Richard Teng e o cofundador Changpeng Zhao asseguraram que a Binance cobrirá integralmente os US$ 6,3 bilhões perdidos, utilizando fundos próprios e um fundo de garantia denominado SAFU (Secure Asset Fund for Users).

Os clientes impactados devem aguardar novas instruções fornecidas pela própria Binance.

Binance estima danos do hack em US$ 6,3 bilhões e congela 3 bilhões em criptoativos
Leia mais
yourstory.com

Binance estima danos do hack em US$ 6,3 bilhões e congela 3 bilhões em criptoativos

A corretora de criptomoedas Binance estimou os danos totais causados por um grande incidente de segurança em aproximadamente US$ 6,3 bilhões. No âmbito da coordenação com parceiros de blockchain, cerca de 3 bilhões em ativos digitais foram congelados.

Em uma atualização publicada em 30 de outubro de 2026, a maior corretora de criptomoedas do mundo em volume de negociação informou que a investigação preliminar aponta para uma possível origem do incidente em um notebook comprometido de um engenheiro DevOps. Estima-se que o invasor tenha usado esse acesso para entrar em um contêiner de serviço e enviar transações não autorizadas de saque.

A Binance declarou que não encontrou evidências de comprometimento das chaves privadas das carteiras. A empresa acrescentou que um relatório técnico detalhado após o incidente será publicado após a conclusão da investigação e verificação dos resultados.

Por precaução, a corretora suspendeu temporariamente todas as operações de depósito e saque enquanto as verificações de segurança estão em andamento. Além disso, a autorização para o endereço afetado foi revogada, e a empresa acionou autoridades policiais e firmas de análise de blockchain para rastrear e recuperar os fundos.

A Binance garantiu aos clientes a segurança de seus ativos, afirmando que cobrirá todas as perdas resultantes do incidente através do seu Fundo de Ativos Seguros para Usuários (SAFU) e de seus próprios fundos. Também está planejada a publicação de um Comprovante de Reservas atualizado após a resolução dos problemas.

Este incidente gerou uma reação mais ampla no setor: parceiros de blockchain e emissores de ativos digitais congelaram fundos relacionados ao hack. A Binance informou que, no momento, cerca de US$ 3 bilhões foram congelados, e os esforços de recuperação continuam.

A corretora está trabalhando com as autoridades policiais para identificar os responsáveis. A dimensão total do hack e o valor final das perdas permanecem sob investigação.

Popular