Possibilidade de gravação e identificação de espécies de morcegos usando equipamento ultrassônico
Leia mais
N+1
nplus1.ru

Possibilidade de gravação e identificação de espécies de morcegos usando equipamento ultrassônico

Existem aparelhos especiais capazes de registrar os sinais ultrassônicos emitidos por animais quirópteros, tornando esses sons distinguíveis para o ouvido humano. Graças a tais dispositivos, torna-se possível ouvir morcegos.

Além disso, como a vocalização desses animais frequentemente possui características específicas de cada espécie, é possível realizar a identificação de múltiplas espécies diferentes.

É oferecida a possibilidade de ouvir sinais ecolocalizadores de oito espécies de morcegos encontradas no território russo, desacelerados dez vezes. Os usuários são convidados a tentar reconhecer essas espécies pelos seus sons.

Histórias semelhantes

Cientistas brasileiros investigam o uso de ondas sonoras para inativar vírus da Covid-19 e Influenza A
Leia mais
super.abril.com.br

Cientistas brasileiros investigam o uso de ondas sonoras para inativar vírus da Covid-19 e Influenza A

No contexto do combate à pandemia de covid-19, embora vacinas e medicamentos tenham sido cruciais, a possibilidade de novas emergências estimula a continuidade da pesquisa científica. Uma iniciativa envolvendo pesquisadores da Unesp e da USP está explorando o potencial das ondas sonoras para destruir microrganismos.

Os achados foram divulgados na revista científica Scientific Reports. Enquanto vacinas e fármacos atuam por vias químicas e biológicas, a investigação recente foca em terapias baseadas em propriedades físicas, como o uso de ultrassom para romper a estrutura de vírus respiratórios e controlar a carga viral.

Em experimentos realizados in vitro, os cientistas brasileiros demonstraram que as ondas de ultrassom conseguiram desestabilizar tanto o vírus da covid-19 (SARS-CoV-2) quanto o da influenza A (H1N1). Este processo levou à ruptura do invólucro viral, à fragmentação das partículas e à diminuição da capacidade desses vírus de infectar células.

A aplicação dessas técnicas físicas no tratamento humano apresenta desafios, pois muitos métodos de desinfecção in vitro ou ambiental exigem intensidades elevadas, o que os torna inadequados para tecidos vivos. Por exemplo, a radiação ultravioleta inativa vírus rapidamente, mas também carrega alto risco de dano tecidual, assim como outras formas de radiação não ionizante.

Nos testes preliminares, os pesquisadores notaram que a exposição ao ultrassom foi eficaz sem registrar mudanças significativas na temperatura ou no pH das amostras. Isso abre caminho para uma estratégia de inativação viral puramente física, que aproveita as características mecânicas das partículas, como seu formato, em vez de depender de agentes químicos ou altas doses de radiação.

A equipe multidisciplinar inclui especialistas em física, virologia e caracterização de materiais. Entre os membros estão o professor Odemir M. Bruno, do Instituto de Física da USP em São Carlos; o professor Carlos José Leopoldo Constantino e a pós-doutoranda Gilia Cristine Marques Ruiz, ambos da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Unesp, no campus de Presidente Prudente.

A investigação teve início durante a pandemia de covid-19, quando o grupo de Bruno estava desenvolvendo sensores para detecção viral. Foi nesse período que surgiu um modelo teórico indicando que partículas virais poderiam entrar em ressonância com certas ondas acústicas, o que impulsionou a pesquisa a partir de 2021.

O conceito central é a ressonância. Quando uma onda sonora encontra um objeto capaz de vibrar em uma frequência correspondente, a energia transferida pode se acumular e amplificar a oscilação, podendo culminar no colapso do objeto. Bruno ilustra isso comparando com o ato de quebrar uma taça de cristal com um violino, enfatizando que a abordagem com ultrassom utiliza uma estratégia suave e harmônica.

O formato esférico do vírus é crucial, pois permite que a vibração se distribua uniformemente por toda a estrutura, otimizando o efeito de ressonância. Ao se aproximar da frequência natural de vibração da partícula, o ultrassom transfere energia de forma mais eficiente, gerando deformações repetidas no invólucro viral. Se a vibração for intensa o suficiente, as tensões mecânicas superam a resistência estrutural, levando a deformações, rupturas e fragmentação da partícula.

Essa alteração morfológica resulta na inativação do vírus, fazendo com que ele perca a capacidade de se replicar e infectar. A equipe empregou ultrassom de alta frequência, na faixa de 3 a 20 megahertz (MHz), utilizando equipamentos de diagnóstico por imagem. Em um teste específico, 7,5 MHz foi aplicado por cinco minutos para analisar as alterações estruturais.

Para descartar aquecimento ou alterações químicas, os pesquisadores monitoraram temperatura e pH, constatando que ambos permaneceram estáveis sob as condições de ressonância. Este dado é vital, pois distingue o mecanismo estudado da cavitação, um efeito do ultrassom em frequências mais baixas (quilohertz) que gera calor e ondas de choque, sendo útil apenas em assepsia, mas não em terapia.

Bruno compara o ultrassom utilizado com o de exames pré-natais, descrevendo-o como inofensivo. Contudo, ele ressalta que a aplicação terapêutica ainda requer mais estudos e compreensão do fenômeno antes de avançar para testes em seres vivos.

Técnicas como microscopia eletrônica de varredura e microscopia de força atômica revelaram mudanças na superfície do SARS-CoV-2: partículas esféricas passaram a ter contornos irregulares, menor diâmetro e rupturas do invólucro. Houve também uma redução no diâmetro médio; enquanto amostras não tratadas de SARS-CoV-2 tinham cerca de 107 nanômetros, após o ultrassom surgiram componentes menores.

No caso do H1N1, o efeito foi ainda mais drástico, não sendo detectado sinal de partículas na faixa de tamanho analisada. Neste ponto, a colaboração da Unesp em Presidente Prudente foi fundamental para caracterizar partículas nanométricas, que são difíceis de observar com microscopia óptica convencional.

Gilia explicou que a equipe utilizou a técnica de Espalhamento Dinâmico de Luz (DLS). Este método mede o tamanho médio de partículas dispersas em um líquido analisando as flutuações da luz espalhada por elas. O DLS permitiu medir os tamanhos das amostras de vírus antes e depois da exposição ao ultrassom, confirmando a fragmentação do SARS-CoV-2 e a ausência de H1N1.

A adaptação do DLS para amostras virais reais exigiu otimização do equipamento, ajuste de algoritmos e atenção a fatores como solvente e descongelamento.

Além da destruição física, os cientistas avaliaram os impactos biológicos. Amostras de SARS-CoV-2 tratadas e não tratadas foram usadas para infectar células Vero E6. Após 24 horas, a análise da replicação viral demonstrou uma redução da infecção após a exposição ao ultrassom, sendo o efeito mais forte próximo a 7,5 MHz.

O estudo também incluiu as variantes Gamma e Delta. Embora o ultrassom tenha diminuído a infectividade dessas variantes, elas demonstraram maior resistência, e a eficácia variou conforme a frequência e o equipamento usado.

Bruno aponta que a frequência ideal de ressonância pode depender das características físicas do vírus (tamanho, geometria e propriedades mecânicas), e não diretamente de sua sequência genética. Ele afirma que, em princípio, vírus esféricos poderiam responder a faixas específicas de frequência, abrindo uma via menos dependente de mutações moleculares.

Entretanto, as diferenças observadas nas variantes Gamma e Delta sugerem que características físicas como rigidez, espessura do invólucro e propriedades viscoelásticas podem alterar os modos de vibração e, consequentemente, a eficiência da ressonância.

Ant Group lança Ming-3.0-tts: pequenos modelos de síntese de fala com controle de voz
Leia mais
pandaily.com

Ant Group lança Ming-3.0-tts: pequenos modelos de síntese de fala com controle de voz

A equipe da inclusionAI da Ant Group lançou o Ming-3.0-tts em acesso aberto — uma família de modelos para geração de fala cujo objetivo é fornecer controle detalhado sobre a voz em modelos compactos o suficiente para implantação local. O código, o guia de tarefas e as tabelas de avaliação estão disponíveis no GitHub, enquanto os pesos estão hospedados no Hugging Face e ModelScope, sendo todos os materiais distribuídos sob a licença MIT.

O lançamento inclui dois modelos. O Ming-3.0-tts-0.5b é um modelo denso com aproximadamente meio bilhão de parâmetros. O Ming-3.0-tts-tiny é um modelo do tipo mixture-of-experts, construído na arquitetura Ling V3 da Ant, que possui um total de 7,9 bilhões de parâmetros, dos quais 1,3 bilhão estão ativos por token. Ambos os modelos utilizam uma estrutura generativa unificada: um modelo de linguagem, controlado por tokens de controle específicos da tarefa e texto, influencia o patch-head DiT e o tokenizador de áudio.

As capacidades desses modelos são vastas. Os usuários podem clonar vozes de referência, criar novas vozes com base em descrições textuais ou escolher entre mais de 100 vozes chinesas embutidas e cinco em inglês. A entrega da fala pode ser ajustada usando instruções em linguagem natural, e parâmetros como emoção, velocidade, altura tonal e volume podem ser configurados diretamente. Catorze tags embutidas permitem inserir risadas, suspiros e outros sons vocais tanto em chinês quanto em inglês. Os modelos suportam chinês, inglês, alemão, espanhol, francês, coreano e japonês, bem como dialetos de Sichuan e Cantonês.

O modelo tiny suporta adicionalmente diálogos de múltiplos falantes, gerados por roteiro e amostras de voz, o que é voltado para a criação de áudio no estilo de podcasts longos. A equipe observa que essas funcionalidades operam como modos de tarefas separados, e não como combinações arbitrárias.

De acordo com o repositório, o Ming-3.0-tts alcançou o primeiro lugar entre os modelos de pesos abertos no ranking Artificial Analysis Controlled Voice e o primeiro lugar geral no Indicador de Estabilidade de Pronúncia, atingindo 93,2% de segmentos destacados pronunciados corretamente até outubro de 2026. No entanto, a equipe alerta que esses rankings mudam à medida que novos modelos são adicionados. Em benchmarks abertos, o modelo demonstra resultados avançados entre os modelos de código aberto listados em todas as seis métricas de paralinguagem do NVBench com uma única tag, na taxa de erros no conjunto de dados básico cantonês para o modelo 0.5b, e também na taxa de erros de palavras em alemão e espanhol para o modelo tiny.

O arquivo README também aponta honestamente as fraquezas. A semelhança de voz nos idiomas recém-adicionados geralmente não entra no top três, o controle de altura tonal é o atributo menos preciso, a taxa de erros do modelo tiny coreano fica significativamente atrás do modelo menor, e a qualidade de áudio para podcasts ainda é inferior ao lançamento anterior Ming-omni-tts. O roadmap indica como próximos passos a saída acelerada vLLM-Omni e um relatório técnico. O projeto pede aos usuários que não clonen vozes de pessoas reais sem consentimento e rotulem a fala sintetizada onde ela possa ser confundida com gravação real.

Popular