Empresas chinesas utilizaram dados do GPT-6 Astra da OpenAI para treinar seus modelos de IA
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Empresas chinesas utilizaram dados do GPT-6 Astra da OpenAI para treinar seus modelos de IA

Laboratórios chineses, especificamente a DeepSeek e a Moonshot AI, utilizaram respostas do GPT-6 Astra, um modelo avançado desenvolvido pela OpenAI, para treinar suas versões mais recentes de inteligência artificial, conforme noticiado pelo The Information.

Essa metodologia, conhecida como destilação, serve para replicar as funcionalidades de modelos de IA empregando menos poder computacional. Contudo, o uso de sistemas proprietários por concorrentes tem gerado críticas por parte de companhias americanas, especialmente no contexto da rivalidade tecnológica entre Estados Unidos e China.

Fontes com conhecimento direto sobre o assunto informaram ao The Information que a Moonshot AI utilizou respostas do Astra durante o desenvolvimento do Kimi K3.1 Pro, lançado na semana anterior. Da mesma forma, o V4.1-Flash 1017, uma atualização do modelo V4.1-Flash da DeepSeek, também foi beneficiado por essa técnica.

A destilação envolve o emprego das respostas de um modelo para instruir outro. Tanto a OpenAI quanto a Anthropic aplicam este método ao criar versões menores, mais ágeis e econômicas de seus próprios sistemas. A polêmica surge quando entidades externas buscam replicar as capacidades de modelos proprietários sem obter permissão.

Para realizar isso, esses laboratórios podem tentar extrair as etapas do raciocínio interno dos sistemas, informações que os desenvolvedores não divulgam intencionalmente. De acordo com fontes consultadas pela publicação, a coleta de dados valiosos para o treinamento pode demandar mais de dez vezes o volume de requisições habitualmente utilizado, exigindo ainda o uso de múltiplas contas para contornar mecanismos de detecção.

A destilação não é o único fator responsável pelo progresso dos modelos chineses. Restrições impostas pelos EUA à exportação de chips sofisticados e limitações de recursos também impulsionaram empresas como a DeepSeek a procurar maneiras de desenvolver e operar sistemas com menor capacidade computacional.

Até recentemente, os modelos Claude, da Anthropic, eram o principal foco desse tipo de atividade por parte dos laboratórios chineses, segundo o The Information. A publicação aponta que a mudança de foco para o Astra deve-se, em parte, ao fortalecimento das defesas implementadas pela Anthropic nos últimos meses.

No começo de outubro, a Anthropic comunicou que novas providências reduziram entre 90% e 99% os dados coletados em tentativas de destilação. Essas proteções dificultam a extração do raciocínio interno do Claude por meio de redes intermediárias, cujo uso infringe as diretrizes da companhia. Além disso, tentativas repetidas podem acarretar restrições de acesso mais severas e banimentos.

A Anthropic detalhou em documentos referentes à sua futura Oferta Pública Inicial (IPO) que clientes que violaram seus termos representaram aproximadamente 5% a 7% da receita nos primeiros nove meses de 2026. Um operador de redes intermediárias na China calculou que clientes desse serviço específico contribuíram com cerca de US$ 10 milhões mensais para a receita da empresa.

No final de setembro, a OpenAI declarou ter detectado e encerrado uma campanha coordenada de destilação que havia começado em julho, e que estava ligada a indivíduos associados à Moonshot AI. A empresa alegou que os envolvidos tentaram acessar o raciocínio protegido de seus modelos através de interações que tornavam esse conteúdo disponível.

Um porta-voz da OpenAI assegurou ao The Information que a companhia trata o problema com extrema seriedade e está continuamente aprimorando suas defesas. A empresa não forneceu uma estimativa sobre o impacto dessa destilação em sua receita.

A Moonshot não emitiu declaração sobre a reportagem, e a DeepSeek não respondeu ao pedido de posicionamento. Ambas as corporações não responderam publicamente às acusações mencionadas na publicação.

O The Information também relatou que Liang Wenfeng, o presidente executivo da DeepSeek, inicialmente se opunha a recorrer à destilação no desenvolvimento da versão V4. No entanto, segundo duas fontes conhecedoras do processo, ele acabou cedendo à pressão competitiva após o avanço dos modelos GLM, da concorrente chinesa Z.ai, que também teriam sido criados utilizando essa técnica.

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Em relação ao suporte ao AutoCAD, o Asus Vivobook 15 consegue atender a certos requisitos: seu chip AMD Ryzen 7 5825U, com velocidade de até 2 GHz, juntamente com os 16 GB de RAM DDR4, é adequado para projetos bidimensionais e tarefas que não dependem fortemente da placa gráfica integrada. Contudo, ele não se comporta de maneira ideal em fluxos de trabalho de modelagem e renderização tridimensional mais complexos.

A tela do aparelho é um painel LED de 15,6 polegadas, oferecendo resolução Full HD (1.920 x 1.080 pixels), taxa de atualização de 60 Hz, brilho de 250 nits e revestimento antirreflexo, garantindo boa qualidade na visualização de imagens. Além disso, suas dobradiças permitem que o laptop seja aberto em até 180 graus, facilitando a exibição de conteúdo para mais pessoas.

O armazenamento interno é fornecido por um SSD M.2 de 512 GB, embora este componente possa ser trocado por uma versão de maior capacidade. Um diferencial notável do Asus Vivobook S15 é o tratamento antibacteriano aplicado em áreas de alto contato, como o teclado ABNT2 com teclado numérico, o botão de ligar/desligar, a área de apoio das mãos e o touchpad. Segundo a própria fabricante, esse tratamento ajuda a inibir até 99% dos germes em um período de 24 horas.

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O rover Perseverance, operado pela NASA, identificou na superfície de Marte partículas de poeira com dimensões de aproximadamente 100 nanômetros, o que as torna cerca de 500 vezes mais finas que um fio de cabelo humano. Este achado levanta preocupações sobre os riscos que este material representa tanto para a saúde de futuros astronautas quanto para a preservação de habitats e trajes espaciais durante missões tripuladas ao planeta.

A detecção foi realizada utilizando o instrumento PIXL, que analisou partículas acumuladas nos equipamentos do rover e em amostras de materiais transportados. Além das partículas ultrafinas de 100 nanômetros, o equipamento também detectou partículas com diâmetro inferior a 2,5 micrômetros.

Tais partículas minúsculas possuem a capacidade de penetrar profundamente nos pulmões e atingir a corrente sanguínea, podendo, teoricamente, causar danos a órgãos vitais. Contudo, segundo Scott VanBommel, cientista planetário da Universidade de Washington em St. Louis e autor principal do estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, o nível de risco está diretamente ligado à quantidade e ao tempo de exposição.

A composição química da poeira marciana também é um ponto de atenção, visto que ela contém sílica, compostos de ferro e compostos de cloro, como o perclorato, substâncias que podem ser nocivas em concentrações elevadas.

Para investigar como a poeira se fixa em potenciais materiais para trajes espaciais, o Perseverance carrega amostras de dois tipos de material: a fibra sintética Vectran e um revestimento protetor Teflon, ambos medindo cerca de 20 milímetros de lado. Os resultados desses testes indicaram comportamentos diferentes; VanBommel enfatizou que os ensaios não evidenciaram danos causados pela poeira a esses materiais, sugerindo que as variações observadas podem decorrer das características físico-eletrostáticas de cada um, afetando a aderência das partículas.

Adicionalmente, a poeira tem potencial para deteriorar materiais de habitats e trajes espaciais ao longo do tempo. Os dados coletados pelo rover são cruciais para guiar a escolha de materiais adequados e para desenvolver procedimentos de limpeza eficientes, capazes de remover partículas com menos de um micrômetro.

A NASA já possui conhecimento sobre os efeitos da poeira em missões espaciais, remontando aos pousos lunares das missões Apollo, ocorridos entre 1969 e 1972. Na Lua, o material causou desgaste nas camadas externas dos trajes, danificou vedantes e riscou visores, podendo também contribuir para sintomas semelhantes à febre do feno em alguns astronautas. A poeira lunar é formada primariamente por impactos superficiais e mantém-se angular e afiada devido à ausência de atmosfera ou vento para desgastá-la. Em contraste, em Marte, as maiores preocupações residem na composição química e no tamanho reduzido das partículas.

Com a NASA planejando enviar astronautas ao Planeta Vermelho já na década de 2030, VanBommel declarou que as descobertas servirão de base para orientar o planejamento de sistemas de suporte à vida, a seleção de materiais para trajes e habitats, e a criação de protocolos para gerenciar riscos toxicológicos. O pesquisador concluiu que tais achados auxiliarão no desenho de futuros sistemas de suporte humano para missões marcianas, abrangendo a escolha de materiais e o estabelecimento de métodos de limpeza eficazes para partículas submicrométricas.

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