Estudo aponta que mortes por calor aumentaram mais de 30% em uma década
Leia mais
RTP Noticias
rtp.pt

Estudo aponta que mortes por calor aumentaram mais de 30% em uma década

Um estudo recente concluiu que o número de óbitos causados pelo calor registrou um aumento superior a 30% ao longo dos últimos dez anos.

Em paralelo a esta descoberta, outros temas foram abordados na esfera política e social. Houve relatos de manifestantes que optaram por não montar acampamentos junto ao Parlamento, mas que marcaram um retorno às atividades de protesto.

No âmbito jurídico, uma carta aberta assinada por advogados contestou certas intervenções policiais, defendendo o direito à desobediência por parte dos agentes da PSP.

Na política, o partido Likud, liderado por Netanyahu, obteve vitórias eleitorais, embora o bloco de apoio a ele não tenha alcançado a maioria necessária.

Outras notícias incluíram a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, com destino aos Estados Unidos, e debates sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2027.

A PSP divulgou vídeos em suas redes sociais com o intuito de documentar agressões sofridas pelos policiais. Além disso, houve comentários sobre a necessidade de diálogo, com alguém afirmando: «Não gostei do que vi» e instando a conversa.

Miguel Pinto Luz comentou que o governo precisa «saber ouvir», mas alertou que «parte da rua está instrumentalizada». Em questões judiciais, detidos no Rossio tiveram que decidir entre pagar multas ou enfrentar julgamento.

Uma comissão de inquérito relacionada aos mandatos de Luís Neves teve sua suspensão durante o debate do OE2027.

Em assuntos imobiliários e de infraestrutura, houve controvérsia sobre o valor de indenização do Elevador da Glória, onde Fidelidade contestou o montante.

Internacionalmente, Trump anunciou uma proibição do uso do termo Inteligência Artificial nos Estados Unidos.

Em relação a questões ambientais e de sobrevivência, Oleshky relatou dias de trégua para uma cidade forçada a consumir relva para se manter.

Os líderes da Finlândia e Noruega estiveram em conversações com Putin e Zelensky.

No contexto econômico europeu, a confiança dos consumidores na França diminuiu em outubro, atingindo o patamar mais baixo desde 2013.

Amadeu Guerra recusou a alegação de ter desafiado o Parlamento para modificar a legislação sobre manifestações.

Foram mencionadas alternativas energéticas como lenha e painéis solares para suprir a necessidade de iluminação.

Embora o verão passado possa ter sido o mais quente já registrado, há projeções de que os próximos anos serão mais amenos, enquanto a Europa se prepara para as mudanças climáticas.

No setor habitacional, a avaliação bancária de imóveis atingiu um recorde de 2.278 euros por metro quadrado em setembro.

Em termos educacionais, alunos realizaram manifestações exigindo melhores condições na Escola Soares dos Reis, e o governo planeja permitir que licenciados lecionem no primeiro ciclo sem possuir mestrado ou estágio.

Portugal foi classificado como o quinto país da União Europeia com a maior taxa de mortalidade rodoviária em 2025.

Houve também anúncios sobre novos limites para a pesca da sardinha, válidos a partir de quarta-feira.

O IPO do Porto enfrentou críticas, com anestesiologistas alegando que a situação «põe em risco a segurança dos doentes».

Em saúde pública, Portugal registrou 19 casos de sarampo neste ano, desde outubro.

A Leiria Capital Portuguesa da Cultura pretende reagir a Kristin e implementar efeitos após 2028.

Oposição à mina manteve o bloqueio aos trabalhos da Savannah em Boticas.

Dados sociais indicam que mais da metade dos pensionistas experimentou uma queda na qualidade de vida, sendo que mais de dois milhões e meio de portugueses possuem atualmente mais de 65 anos, e a solidão dos idosos é apontada como um sério problema de saúde pública.

Por fim, foi destacado que os ultra-ricos contribuem para a poluição de mais da metade da população mundial.

Histórias semelhantes

Estudo aponta que calor causa mais mortes por doenças respiratórias no Brasil do que frio
Leia mais
super.abril.com.br

Estudo aponta que calor causa mais mortes por doenças respiratórias no Brasil do que frio

Um estudo recente indica que o calor é o principal fator associado a mortes por doenças respiratórias no Brasil, superando o impacto do frio, contrariando crenças populares e pesquisas anteriores feitas em outros países.

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ao analisarem mais de um milhão de registros de óbitos em 646 municípios brasileiros entre 2010 e 2020, concluíram que cerca de 66 mil mortes por problemas respiratórios estavam ligadas a temperaturas fora da faixa de menor risco para a população brasileira, estabelecida em 22,4 °C.

Desses casos, 4,27% foram atribuídos ao calor, enquanto 1,81% foram relacionados ao frio. Embora o calor não seja considerado a causa direta, temperaturas elevadas prejudicam o sistema respiratório de diversas formas. A desidratação causada pelo calor resseca as vias aéreas, engrossa a secreção pulmonar, o que dificulta sua eliminação e intensifica a irritação, favorecendo infecções e crises de condições como asma e DPOC.

O pneumologista Humberto Bogossian, do Einstein Hospital Israelita, explica que a necessidade de respirar mais rápido para tentar dissipar o calor sobrecarrega o sistema respiratório. Ele acrescenta que outros elementos comuns em períodos quentes, como baixa umidade, poluição, queimadas e aumento de ozônio, somam-se ao risco. Bogossian também aponta que a perda de áreas verdes e o acúmulo de superfícies impermeáveis nas cidades criam ilhas de calor que pioram o quadro.

Guilherme Coelho, primeiro autor da pesquisa e médico de família, destaca que essa predominância do calor diverge de décadas de estudos realizados na Europa e nos Estados Unidos, onde o frio é tradicionalmente o fator climático mais ligado à mortalidade respiratória. Coelho observa que o Brasil mudou esse cenário, pois, em cerca de três quartos dos dias anuais, o país ultrapassa o ponto de conforto de 22,4°C, fazendo com que o acúmulo de mortes seja maior devido à maior exposição ao calor.

Em termos de risco, os dias de calor intenso elevaram a probabilidade de morte em 43%, comparado aos 29% de aumento observados em dias de frio extremo. Coelho alerta que o Brasil ainda apresenta pouca preparação para lidar com temperaturas muito altas, tanto em termos de infraestrutura quanto de adaptação social.

Na prática clínica, essa alteração já é notada: agravamentos respiratórios que antes eram concentrados no outono e inverno agora se distribuem ao longo de todo o ano. O pneumologista relata um aumento de exacerbações respiratórias na primavera e no verão, afetando principalmente DPOC e asma, enquanto os invernos tornaram-se mais curtos e amenos, e os períodos de calor mais intensos.

O estudo também revelou disparidades regionais significativas. Enquanto o Norte registrou a maior proporção de mortes respiratórias ligadas ao calor (aproximadamente 12,5%), no Sul o frio continua sendo o fator climático dominante em óbitos. Segundo Guilherme Coelho, isso demonstra que uma única estratégia de prevenção não serve para todo o território nacional. Ele aponta que o ponto de menor risco no Norte é de cerca de 32°C, e no Sul é de aproximadamente 23°C, indicando que políticas públicas uniformes são ineficazes, sendo necessários planos específicos para o calor no Norte e Nordeste, e medidas focadas no frio no Sul.

A pesquisa levanta o conceito de «paradoxo do frio», exemplificado em estados amazônicos, onde temperaturas próximas a 24°C, consideradas agradáveis em grande parte do país, podem aumentar o risco de morte respiratória localmente. Coelho explica que o cerne do problema não é apenas a leitura do termômetro, mas sim o desvio da temperatura à qual a população está acostumada, sendo que casas projetadas para dissipar calor e pouca adaptação fisiológica ao frio contribuem para este fenômeno.

Os idosos constituem o grupo mais vulnerável, responsáveis por cerca de 75% das mortes respiratórias associadas a extremos de temperatura. Isso ocorre porque o envelhecimento diminui a capacidade de regulação térmica, predispondo à desidratação e frequentemente coexistindo com doenças crônicas respiratórias e cardiovasculares.

Para mitigar os riscos durante ondas de calor, recomenda-se manter-se bem hidratado, evitar a exposição solar nos horários de pico, vestir roupas leves, umidificar os ambientes, manter tratamentos respiratórios em dia e garantir a vacinação contra influenza, Covid-19, pneumococo e vírus sincicial respiratório (VSR).

Popular