Governo restaura regras e permite pesca na foz do Rio Doce após dez anos
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Governo restaura regras e permite pesca na foz do Rio Doce após dez anos

Após um período de dez anos, o governo federal emitiu uma portaria que reestabelece as diretrizes e autoriza as atividades de pesca na zona marinha adjacente à foz do Rio Doce, abrangendo a área entre Aracruz e Linhares, no estado do Espírito Santo.

Especialistas consultados pelo g1 indicaram que essa liberação foi fundamentada em um parecer técnico emitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Este parecer confirmou a segurança do consumo dos produtos pesqueiros da região, com base em dados de monitoramento coletados pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Com a publicação da Portaria Interministerial MPA/MMA nº 75, as normas que anteriormente regulamentavam a pesca antes da proibição foram retomadas. É importante notar que esta medida não introduz novas regras, mas sim restabelece aquelas que já existiam, cobrindo aspectos como tipos de pesca, equipamentos permitidos, espécies passíveis de captura e os períodos de defeso, momento em que a pesca é suspensa para proteger a reprodução animal.

A extensão geográfica coberta pela referida portaria se estende de Barra do Riacho, em Aracruz, até Degredo/Ipiranguinha, em Linhares, englobando uma faixa marítima com profundidade de até 20 metros.

Adicionalmente, a norma estabelece a necessidade de acompanhamento contínuo da atividade pesqueira e determina que quaisquer deliberações sobre a abertura, paralisação ou fechamento da pesca devem considerar informações científicas, relatórios e dados atualizados.

O g1 tentou obter esclarecimentos sobre a decisão e os estudos que a sustentaram junto aos ministérios da Pesca e Aquicultura, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e da Saúde, mas não obteve resposta até a última atualização da matéria. O Ministério Público Federal (MPF) também foi notificado e aguarda seu posicionamento.

Análise da qualidade da água pelo Ministério da Saúde

Respondendo questionamentos sobre a qualidade hídrica, o Ministério da Saúde comunicou ao g1 que, em colaboração com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), ele coordena o Programa Especial de Saúde do Rio Doce (PES Rio Doce). Este programa visa a recuperação da saúde das comunidades afetadas pelo rompimento da barragem de Fundão.

Foi informado em nota oficial que o monitoramento da água é conduzido pela AgSUS, enquanto a Funasa e laboratórios contratados realizam as análises. Os resultados obtidos são enviados às vigilâncias municipais e estaduais, que são responsáveis, juntamente com outras entidades competentes, por implementar as ações necessárias. Os estudos destinados a avaliar os efeitos na saúde serão desenvolvidos pela Rede de Pesquisas em Saúde do Rio Doce, sob coordenação da Fiocruz.

Em uma avaliação realizada em julho, todas as fontes de água nos municípios de Colatina e Baixo Guandu apresentaram níveis dentro dos parâmetros de potabilidade. Os índices registrados foram de 90% em Linhares, 87% em Sooretama, 73% em Aracruz, 67% em São Mateus e 50% em Marilândia. As fontes de abastecimento monitoradas incluíram água encanada, poços artesianos e cisternas familiares.

Proibição da pesca em 2016

Em fevereiro de 2016, a Justiça Federal do Espírito Santo concedeu uma liminar que impôs a proibição indefinida de qualquer tipo de pesca na foz do Rio Doce, exceto aquela destinada à pesquisa científica. Naquela ocasião, a determinação foi resultado de um pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF), que havia apontado a ausência de estudos conclusivos acerca da contaminação de peixes, moluscos e crustáceos residentes na área, após a chegada dos rejeitos provenientes da barragem de Fundão, que rompeu em novembro de 2015. A preocupação central envolvia tanto os potenciais riscos à saúde daqueles que consumissem os produtos pesqueiros quanto os impactos ambientais sobre o ecossistema marinho.

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Tomaz solicitou expansão de construções em ilhas de Angra dos Reis no dia da revogação de proteção ambiental por Castro
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Tomaz solicitou expansão de construções em ilhas de Angra dos Reis no dia da revogação de proteção ambiental por Castro

Willer Tomaz protocolou pedidos para aumentar a área de construção em duas ilhas localizadas em Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense, no mesmo dia em que o então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, revogou planos de manejo de áreas de proteção ambiental através de um decreto publicado em 20 de março.

As solicitações de Tomaz visavam dobrar a taxa de ocupação da Ilha Comprida, onde está localizada uma mansão reivindicada pelo jogador de futebol Richarlison, e outro projeto envolvia um empreendimento de resort na Ilha José André. Essa coincidência temporal colocou os pedidos no foco de debates sobre como o decreto impactou as normas de preservação ambiental da região.

A determinação governamental afetou diversas zonas, incluindo a Área de Proteção Ambiental (APA) de Tamoios, estabelecida há aproximadamente quatro décadas para proteger manguezais, florestas, costões rochosos e ilhas da baía da Ilha Grande.

O decreto foi divulgado três dias antes da renúncia de Castro ao cargo estadual. Aproximadamente vinte dias após, durante a administração do desembargador Ricardo Couto, essa medida foi anulada em resposta a protestos de ativistas ambientais.

Pedido de aumento de ocupação na Ilha Comprida

No dia da publicação do decreto, a companhia associada a Willer Tomaz submeteu ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) uma requisição para elevar a taxa de ocupação da Ilha Comprida, em Angra dos Reis, de 15% para 30%. Este pedido fazia referência direta ao decreto emitido por Cláudio Castro.

A solicitação detalhava a edificação de uma residência superior a 700 metros quadrados em um lote de 43 mil metros quadrados, além da inclusão de um cais e uma academia. O então presidente do Inea, Renato Bussiere, deu andamento ao processo em um despacho assinado após a meia-noite.

A ilha em questão abriga a mansão que Richarlison alega ter adquirido em outubro de 2020, tendo investido cerca de R$ 10 milhões na compra e reforma do imóvel, situado próximo a uma cachoeira que deságua no mar.

Recentemente, o atleta divulgou um vídeo nas redes sociais acusando Willer Tomaz de usurpar seus direitos sobre a propriedade por meio de manobras jurídicas. Richarlison alegou ter indenizado os moradores anteriores e obtido uma sentença judicial que confirmou sua posse. Posteriormente, ele buscou a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) para regularizar a situação, mas o trâmite parou por dez meses. Neste período, uma empresa com sócios falecidos foi reativada, e o patrimônio foi transferido para uma empresa vinculada ao advogado.

Richarlison também apontou que o conflito surgiu após o senador Flávio Bolsonaro visitar a ilha e tentar adquirir a mansão. O jogador afirmou ter recusado a oferta e acusa o senador e Tomaz, que são amigos, de terem conspirado para tirar seus direitos sobre o bem.

Outro pedido previa resort em ilha protegida

A Ilha Comprida não foi a única propriedade na região alvo de pedidos de ampliação de construção por Willer Tomaz. Na Ilha José André, também em Angra dos Reis, o empresário apresentou um plano para um complexo hoteleiro que incluiria quartos, piscinas, beach club, spa, academia, restaurante, espaço para eventos, hangar e heliponto.

Este empreendimento seria instalado em uma área coberta pela APA de Tamoios. O pleito para aumentar a taxa de ocupação da ilha ocorreu no mesmo contexto da publicação do decreto estadual que invalidava os planos de manejo das áreas de proteção ambiental.

Especialistas consultados pelo RJ2 na época alertaram que tal medida poderia pavimentar o caminho para a diminuição das salvaguardas ambientais em diversos pontos do litoral fluminense. No entanto, ambos os requerimentos apresentados por Willer Tomaz ao Inea não foram aprovados, e a expansão da taxa de ocupação das ilhas não foi autorizada.

Castro e ex-presidente do Inea são investigados

Cláudio Castro e Renato Bussiere estão sob investigação da Polícia Federal em um inquérito que apura suspeitas de um esquema de captura de cargos públicos para satisfazer interesses privados, envolvendo possíveis práticas de tráfico de influência e favorecimento de aliados e empresários próximos. É importante notar que a investigação, por si só, não implica a comprovação de crimes pelos envolvidos.

Adicionalmente, a proposta denominada PEC das Praias poderia influenciar áreas como as de Angra dos Reis. Apresentada em 2022, esta proposta visava alterar as regras de transferência de terrenos da União, incluindo aqueles administrados pela Marinha, para ocupantes privados mediante pagamento. Embora o texto não tenha progredido, o senador Flávio Bolsonaro, mencionado por Richarlison em seu relato sobre a disputa na Ilha Comprida, é o proponente da PEC.

Willer Tomaz nega irregularidades

Na semana anterior, Willer Tomaz refutou as alegações feitas por Richarlison. O advogado argumentou que o jogador adquiriu o imóvel de uma pessoa que não possuía a titularidade formal, mas apenas ocupava o local. Segundo Tomaz, a empresa que detinha a propriedade desde 1986 não recebeu qualquer valor do atacante. Ele afirmou ter comprado o bem diretamente dessa empresa, possuindo escritura pública, registro em cartório e documentação em seu nome junto à Secretaria do Patrimônio da União.

Tomaz declarou: «Dono de verdade, Richarlison, tem escritura, tem registro em cartório, tem o nome na SPU. Isso você não mostrou por quê? Porque você não tem».

Declarações dos envolvidos

O ex-governador Cláudio Castro esclareceu que não havia discutido previamente o teor do decreto com Willer Tomaz ou com qualquer indivíduo ligado às empresas, nem recebeu do advogado pedidos relacionados à alteração da norma. Para Castro, o decreto possuía natureza técnica e geral, não sendo criado para atender a um imóvel, empresa ou demanda específica. Ele ressaltou que a medida apenas ajustou formalmente o procedimento de aprovação e revisão dos planos de manejo de certas áreas de proteção ambiental à metodologia já utilizada pelo Inea.

O ex-governador acrescentou que quaisquer solicitações posteriores de particulares ou corporações devem ser avaliadas tecnicamente pelo Inea, seguindo os protocolos do órgão. Por sua vez, Renato Bussiere explicou que o movimento de processos é um procedimento padrão da administração pública, visando garantir que as demandas sejam analisadas pelas unidades competentes, e que o encaminhamento não significou concordância com o pedido apresentado. Bussiere também afirmou que não houve deliberação que autorizasse modificações de zoneamento, flexibilização de índices de ocupação ou execução de obras nas áreas citadas, e que despachos fora do horário comercial eram habituais.

Willer Tomaz informou que não fará declarações adicionais. A reportagem não obteve retorno da assessoria de Flávio Bolsonaro.

Filhote de capivara morre após ser atacado por cães no interior de São Paulo
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Filhote de capivara morre após ser atacado por cães no interior de São Paulo

Um filhote de capivara (Hydrochoerus hydrochaeris) foi resgatado pela Polícia Militar Ambiental (PMAmb) depois de ser encontrado por residentes na cidade de Registro, localizada no interior de São Paulo. Conforme informações da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), o animal havia sido vítima de um ataque perpetrado por um grupo de cães. Embora tenha sido levado para reabilitação, o filhote não resistiu e faleceu.

O resgate aconteceu na manhã de domingo, dia 25, na Rua Yuki Sakura, no bairro Jardim das Palmeiras. A corporação foi acionada após moradores entrarem em contato com as autoridades. Ao chegarem ao local, os policiais conseguiram conter o filhote usando equipamentos adequados para reduzir o estresse e prevenir lesões.

Após ser resgatado, o filhote foi transportado para o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) de Registro, situado na Estrada do Bairro Jurumirim. A Semil informou que o filhote, cuja idade era estimada em três semanas, foi encaminhado ao Cetras após ser encontrado por um cidadão devido ao ataque canino.

No momento da admissão, o animal apresentava sinais de prostração acentuada, desconforto abdominal e dificuldades respiratórias. A Semil declarou em nota que a equipe iniciou imediatamente medidas de suporte intensivo, incluindo a administração de medicamentos e monitoramento constante. Contudo, apesar dos cuidados prestados, o estado clínico piorou, resultando na morte do filhote.

Adicionalmente, o exame necroscópico revelou edema pulmonar grave, o que é consistente com insuficiência respiratória aguda. Levando em conta o histórico do caso e os achados clínicos e patológicos, a avaliação sugere que o óbito pode ter sido causado pelo forte estresse fisiológico ligado ao ataque e à subsequente tentativa de fuga, culminando em comprometimento respiratório progressivo.

Bakhtiyor Mustafoyev: A Interconexão é um Fator Importante para Fortalecer a Cooperação entre a Ásia Central e a Europa
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Bakhtiyor Mustafoyev: A Interconexão é um Fator Importante para Fortalecer a Cooperação entre a Ásia Central e a Europa

Uma mesa redonda sobre o tema «Processos de regionalização: experiência da Ásia Central e da Europa, cooperação transcontinental e perspectivas de interconexão» foi realizada na cidade de Tashkent.

Durante o evento, Bakhtiyor Mustafoyev enfatizou que a interconexão é um elemento chave para fortalecer a parceria entre a Ásia Central e a Europa.

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