Estudo revela mais de 1.300 insetos associados à transmissão da leishmaniose em Teresina
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Estudo revela mais de 1.300 insetos associados à transmissão da leishmaniose em Teresina

Em um estudo conduzido pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), foram detectados mais de 1300 flebotomíneos — insetos associados à transmissão de leishmanioses — em dois bairros de Teresina com diferentes históricos de ocupação humana.

Durante esta pesquisa, foi identificada uma população predominante da espécie Lutzomyia longipalpis, que é o principal vetor da leishmaniose visceral no Brasil. No entanto, os pesquisadores enfatizam que o risco de transmissão da doença não pode ser determinado apenas pela presença desses insetos; os dados devem ser analisados em conjunto com informações sobre o parasita, os hospedeiros animais e os casos registrados entre humanos.

O estudo foi realizado pela mestra Karynne Araújo Costa sob a orientação da professora Maria Regiane Araújo Soares. A coleta de amostras ocorreu entre agosto e dezembro de 2025 nos locais Kasimba Velha e Terra Nossa.

No total, foram capturados 1351 flebotomíneos. Deste total, 1243 exemplares foram encontrados em Kasimba Velha, que é um bairro mais antigo, e 108 em Terra Nossa.

Segundo o orientador científico do estudo, o conhecimento das espécies de flebotomíneos presentes no ambiente urbano e suburbano é de grande importância para a compreensão da dinâmica de transmissão das leishmanioses e para auxiliar os serviços de vigilância.

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