O professor Nilson Alves esclarece as regras de conjugação de verbos derivados, citando como exemplos os verbos «deter» e «intervir».
O primeiro conselho é que o verbo «intervir» não deriva do verbo «ver». Portanto, é incorreto usar a forma «interviu». Se o verbo base for «vir», deve-se manter o prefixo «inter» e conjugar a raiz, por exemplo, «eu venho». Nesse caso, o correto é dizer «eu intervenho», e não «interviu». Um exemplo pode ser a frase «Ele veio», que se transforma em «O governo interveio». A forma «interviu» não existe na cultura padrão da língua; em vez disso, é correto usar «os governos intervieram», excluindo a opção «interviram».
Regras análogas aplicam-se ao verbo «deter». Frequentemente, na fala coloquial, pode-se ouvir a expressão «ele deteu», mas a forma correta deve ser construída a partir do verbo «ter». Por exemplo, se usa «eu tenho», o correto é dizer «eu detenho»; e se usa «eu tive», deve-se usar «eu detive».
