Apple integra IA no Final Cut e Logic Pro, adicionando novas funcionalidades ao Creator Studio
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Apple integra IA no Final Cut e Logic Pro, adicionando novas funcionalidades ao Creator Studio

A Apple divulgou uma atualização para o Apple Creator Studio, introduzindo diversas ferramentas avançadas para edição de vídeos e imagens, além de recursos para produção musical e criação de documentos. Entre as inovações destacam-se a incorporação do MotionVFX ao Final Cut Pro, a capacidade de preencher imagens através de comandos de texto e a inclusão de assistentes de inteligência artificial em vários aplicativos de produtividade.

Essas melhorias estarão disponíveis na App Store a partir de novembro e não acarretarão custos extras para quem já possui assinatura. Para novos assinantes, o valor mensal é de R$ 39,90 ou R$ 399 anualmente. Há uma tarifa reduzida para estudantes universitários e educadores, fixada em R$ 14,90 mensais ou R$ 149 anuais.

O Final Cut Pro destinado ao Mac agora conta com a integração do MotionVFX, oferecendo milhares de elementos prontos para produções audiovisuais, como títulos, transições, modelos e efeitos visuais. Adicionalmente, a Central de Conteúdo foi integrada ao editor, centralizando vídeos, fotos e fundos previamente selecionados pela própria Apple.

Uma funcionalidade que otimiza a edição de imagens durante a montagem de vídeos permite que o usuário abra uma imagem da linha do tempo no Pixelmator Pro, realize os ajustes necessários e salve o resultado diretamente no projeto, eliminando a necessidade de nova importação do arquivo. O Final Cut Pro também recebeu suporte à transcrição em 23 novos idiomas, controles extras para refinar animações e a opção de posicionar clipes fora da narrativa principal.

No Pixelmator Pro, a principal adição é a função Generate Fill. Esta ferramenta possibilita selecionar uma seção de uma imagem e descrever a modificação desejada usando linguagem natural. O sistema se encarrega de ajustar a iluminação, a perspectiva e a textura para garantir que o conteúdo gerado se harmonize perfeitamente com a composição original.

Já o Logic Pro para Mac incorpora um assistente inteligente em fase beta, desenvolvido com base em modelos da Apple e da OpenAI. Este auxílio pode ser utilizado para auxiliar na composição musical, na preparação de trilhas vocais e no direcionamento de distintas fases do processo de produção. O aplicativo também recebeu um navegador de sons reformulado, que agrega loops, instrumentos e efeitos. Graças ao recurso de compreensão musical, o software classifica e analisa automaticamente os sons inseridos na biblioteca. A integração com a Splice expande as possibilidades para os produtores.

O Stem Splitter foi aprimorado, permitindo isolar, substituir ou reequilibrar componentes da bateria sem depender das faixas originais. A atualização ainda inclui um pacote de sons fornecido pelo produtor Sergio George, laureado com 20 prêmios Grammy, contendo elementos de jazz latino e salsa.

Os aplicativos Keynote, Pages e Numbers também receberam assistentes inteligentes em versão beta. No Keynote, a ferramenta auxilia na criação e animação de apresentações; no Pages, oferece suporte na revisão e elaboração de textos; e no Numbers, ajuda na organização de dados, sugerindo gráficos e criando tabelas customizadas.

A compatibilidade com o MCP (Model Context Protocol) permite que agentes externos de inteligência artificial possam ler conteúdos, realizar modificações e automatizar tarefas nesses três programas. Além disso, o Keynote passou a aceitar o formato aberto KEYX, estruturado em JSON, visando maior integração com ferramentas externas.

A Central de Conteúdo será expandida para incluir vídeos destinados a apresentações, documentos e planilhas, enquanto o Freeform receberá, a partir de dezembro, recursos para edição de imagens no Pixelmator Pro e geração de formas editáveis mediante comandos de texto.

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A Apple corre o risco de enfrentar uma dívida ainda maior após ter sido sentenciada a pagar US$ 5,7 bilhões (aproximadamente R$ 30,8 bilhões) em um processo por infração de patentes nos Estados Unidos. A Taction Technology, que moveu a ação, solicitou a um juiz federal que aumente o valor da indenização e adicione juros ao montante determinado por um júri em setembro.

Este pedido tem o potencial de elevar a obrigação financeira da fabricante do iPhone em centenas de milhões de dólares. O litígio está relacionado a uma tecnologia de feedback tátil empregada em iPhones e Apple Watches, que possibilita aos aparelhos gerar vibrações detectáveis pelo toque.

Em um documento protocolado na sexta-feira (16), a Taction argumentou que a condenação inicial abrange somente as vendas da Apple ocorridas entre 2021 e o final de março corrente. Por essa razão, a empresa requereu que o tribunal também analise as vendas efetuadas nos seis meses subsequentes.

Adicionalmente, a companhia pleiteou o pagamento de juros retroativos à decisão judicial, calculados com base na taxa legal de 7% do Estado da Califórnia (EUA). De acordo com a Taction, este acréscimo poderia somar pelo menos centenas de milhões de dólares ao valor da condenação original. A empresa defendeu no documento que o volume da indenização fixada pelo júri não deve ser um impedimento para a concessão dos juros, buscando também juros posteriores à sentença.

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A empresa tornou-se apenas a segunda a alcançar tal patamar, sendo a primeira a Nvidia. No dia, as ações da Apple tiveram uma alta de 0,5% e atingiram um novo recorde de fechamento. Embora o valor de mercado da Apple já tenha superado essa meta em seis momentos durante as negociações, ela não conseguiu mantê-la até o fim do período. O resultado desta semana se destaca por consolidar a marca no fechamento do mercado.

A Nvidia havia atingido esse nível há um ano, impulsionada pela crescente demanda por seus componentes destinados à inteligência artificial. É importante ressaltar que a capitalização de mercado é determinada pela multiplicação do preço das ações pelo volume de papéis em circulação, o que faz com que este indicador acompanhe as flutuações da bolsa e possa ser alterado a cada sessão.

Este recorde da Apple acontece em um contexto de expectativas relativas a novos dispositivos e à mudança na liderança. John Ternus assumiu o posto de CEO da Apple em 1º de setembro, sucedendo Tim Cook, que passou a exercer a presidência executiva do conselho de administração após 15 anos à frente da companhia.

Ternus anteriormente ocupava o cargo de vice-presidente sênior de engenharia de hardware da Apple e contribuiu para o desenvolvimento de produtos como AirPods, Macs e iPhones antes de assumir a função de liderança. Segundo o WSJ, o valor de mercado da Apple cresceu 13 vezes durante o período em que Cook estava à frente, um tempo que englobou a expansão da divisão de serviços, o lançamento do Apple Watch e dos AirPods, além de programas de recompra de ações e distribuição de dividendos.

A valorização das ações também ocorre em meio a pressões nos custos. De acordo com o jornal americano, o aumento nos preços de chips de memória e armazenamento impactou os modelos de iPhone, Mac e iPad. Em resposta, a Apple implementou reajustes de preços, inclusive em versões mais antigas do iPhone, que tipicamente possuem valores mais acessíveis.

Wamsi Mohan, analista do Bank of America, especula que os consumidores permanecerão dispostos a pagar mais pelos aparelhos, o que ajudaria a sustentar o lucro total apesar da pressão sobre as margens. Mohan também aponta o iPhone Duo dobrável e a nova Siri como potenciais fatores que podem incentivar a substituição de dispositivos. A assistente virtual reformulada, desenvolvida com colaboração do Google, foi lançada com o iOS 27 em setembro, após diversos adiamentos.

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A Apple registrou um fechamento de pregão na quarta-feira (14) com um valor de mercado estimado em US$ 5,005 trilhões, o que equivale a aproximadamente R$ 25,2 trilhões. Este feito a coloca como a segunda corporação na história a encerrar o dia com capitalização superior a US$ 5 trilhões.

Este marco reforça o legado de Tim Cook e estabelece um desafio significativo para seu sucessor, John Ternus: sustentar o crescimento da empresa e fortalecer sua presença na competição por inteligência artificial (IA).

As ações do fabricante do iPhone atingiram um nível recorde, fazendo com que a capitalização de mercado superasse ligeiramente o patamar histórico. Embora a empresa já tivesse cruzado a marca de US$ 5 trilhões em seis ocasiões anteriores durante o pregão, nunca havia finalizado uma sessão acima desse valor. A Nvidia foi a primeira companhia a alcançar tal patamar.

A transição de liderança ocorreu após 15 anos de administração de Cook na Apple. Durante seu período, que terminou em 31 de agosto, o valor de mercado da companhia multiplicou-se por 13, e as vendas anuais de iPhones quase quadruplicaram.

Desafios estratégicos e resposta da empresa

A estratégia atual da empresa enfrenta novos obstáculos. A alta demanda por componentes destinados aos centros de dados de IA gerou escassez e elevou os custos de chips de memória e armazenamento utilizados nos dispositivos iPhone, Mac e iPad.

Em resposta, a Apple implementou aumentos de preço em seus produtos, incluindo modelos mais antigos de iPhone que usualmente teriam valores reduzidos após o lançamento de novas gerações. Teoricamente, esses ajustes podem incentivar os consumidores a postergarem a substituição de seus aparelhos, impactando negativamente as vendas.

No entanto, até o momento, a recepção do mercado tem sido favorável: desde a primeira leva de reajustes de preços, as ações da empresa subiram 25%. O analista Wamsi Mohan, do Bank of America, acredita que os consumidores permanecerão dispostos a pagar mais pelos aparelhos, o que permitiria à companhia manter ou até aumentar o lucro total, apesar das margens menores.

Mohan também mencionou ao The Wall Street Journal o potencial do futuro iPhone dobrável, denominado iPhone Duo, e as inovações de IA da Siri como fatores que podem impulsionar a troca de dispositivos.

A Inteligência Artificial como ponto vulnerável

A IA é vista como um dos aspectos mais frágeis da estratégia da Apple. A empresa falhou em criar um modelo de ponta próprio capaz de competir com os principais sistemas do mercado, o que fez com que a Siri ficasse atrás de assistentes concorrentes. O lançamento do ChatGPT intensificou as expectativas dos consumidores sobre as capacidades dos chatbots em smartphones.

A companhia busca reverter este quadro com uma nova versão da Siri, desenvolvida com apoio do Google e programada para ser lançada no outono do Hemisfério Norte. Apesar de o assistente ainda apresentar limitações comparado aos rivais, sua integração nativa ao iPhone oferece uma vantagem: a Apple detém o controle do aparelho utilizado por milhões de pessoas e possui acesso a dados pessoais que, mediante autorização, poderiam possibilitar funcionalidades mais contextuais.

Contudo, a evolução dos agentes de IA ocorre em ritmo acelerado. Sistemas que conseguem executar tarefas em nome dos usuários aumentam a pressão sobre a Apple para que desenvolva recursos competitivos e preserve sua relevância no setor.

A concorrência transcende apenas o software. A OpenAI planeja introduzir uma linha de dispositivos com IA e recrutou centenas de ex-funcionários da Apple para impulsionar sua estratégia de hardware. Em julho, a Apple processou a OpenAI, alegando roubo de segredos comerciais. A OpenAI contestou, afirmando desconhecer provas que apoiem a denúncia.

Em uma nova ação judicial nesta quarta-feira, a OpenAI acusou a Apple de contratar um de seus colaboradores, que supostamente levou consigo arquivos confidenciais. A fabricante do iPhone refutou, declarando não ter encontrado evidências para sustentar essa alegação.

Essa disputa demonstra que o domínio dos dispositivos pode ser tão crucial quanto o desenvolvimento dos modelos de IA. Caso a OpenAI consiga estabelecer uma nova maneira de interação entre pessoas e tecnologia, ela poderá desafiar a posição que a Apple consolidou com o iPhone.

Para Ternus, o progresso em IA será determinante para definir a próxima etapa da empresa. O novo CEO precisará converter a IA em uma fonte de inovação e crescimento, sem negligenciar a rigorosa disciplina financeira que caracterizou a gestão de Cook.

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