A Giga+, anteriormente conhecida como Alloha Fibra, confirmou ter mantido conversas com a Sky nos últimos meses acerca de uma potencial fusão e aquisição. Esta informação foi divulgada em um comunicado ao mercado após a B3 solicitar esclarecimentos, motivada por uma notícia veiculada pelo site Broadcast, pertencente ao Grupo Estado.
Contudo, a empresa enfatizou que não houve nenhuma deliberação por parte da administração da companhia, nem a formalização de qualquer acordo, compromisso ou documento contratual vinculativo, conforme reportado pelo site Teletime.
Uma união das operações de banda larga da Giga+ com a Zaaz, que é a operadora de fibra da Waiken ILW, controladora da Sky, teria o potencial de estabelecer a quarta maior provedora de internet fixa no Brasil, contando com aproximadamente 1,91 milhão de usuários.
Em seu comunicado, a Giga+ declarou que manteve diálogos com a Sky e com outros atores do setor nos últimos meses. A operadora também mencionou que realiza avaliações periódicas de oportunidades de negócios e alternativas estratégicas visando a expansão e a gestão de capital.
Tal transação poderia ser vantajosa para a Giga+, visto que ela registrou uma queda de 16,5% em sua base de acessos durante os doze meses finalizados em agosto. Em contraste, a operação de banda larga da Sky e Zaaz apresentou um crescimento expressivo de 47,7% no mesmo período.
Adicionalmente à atuação em rede de fibra óptica, a Sky está buscando penetrar no segmento de rede móvel. Em agosto, a empresa lançou oficialmente os planos comerciais da Sky Móvel, que opera como uma operadora virtual (MVNO) utilizando a infraestrutura da Surf Telecom. Há também planos para introduzir o Sky Link, um competidor da Starlink no mercado de internet via satélite.
Uma eventual operação incluiria a Giga+ e os ativos de banda larga do grupo Waiken ILW, que detém a Sky e a Zaaz. De acordo com dados da consultoria Teleco, a Giga+ possuía cerca de 1,29 milhão de acessos em agosto, enquanto Sky e Zaaz somavam aproximadamente 627 mil clientes. Somadas, essas operações atingiriam cerca de 1,91 milhão de assinantes.
Este volume posicionaria o grupo consolidado atrás apenas das grandes empresas Claro, Vivo e Nio — esta última, que absorveu a clientela de fibra da Oi —, mas à frente da Brisanet, que contava com cerca de 1,58 milhão de acessos no mesmo momento.
O alcance geográfico também seria ampliado. As duas operações atuariam em 1.110 cidades combinadas, sendo líderes em 173 municípios. Atualmente, existe uma sobreposição de redes entre as companhias em apenas 123 cidades.
Atualmente, a Brisanet ocupa a quarta posição, ligeiramente à frente da Brasil TecPar, que possui cerca de 1,38 milhão de acessos. Esta última também tem como objetivo aumentar sua participação no mercado através da aquisição da operação da Ligga Telecom, um negócio que já obteve aprovação da Anatel e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), mas que ainda aguarda parecer do Ministério das Comunicações.
