Uberlândia e região terão chuvas acima da média na última semana de outubro
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Uberlândia e região terão chuvas acima da média na última semana de outubro

A última semana de outubro promete maior instabilidade climática na região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. As previsões indicam que haverá chuvas superiores à média histórica, além de temperaturas que podem ficar próximas ou até 1°C abaixo dos valores habituais para esta época do ano, abrangendo o período de segunda-feira, dia 26, até domingo, dia 1º.

Segundo o boletim meteorológico elaborado pelo geógrafo William Borges, utilizando projeções do modelo europeu ECMWF, a maior concentração de nuvens e a ocorrência de precipitação podem levar a uma diminuição das temperaturas máximas ao longo da semana.

Projeções indicam chuva superior à média

As estimativas apontam para uma precipitação que varia entre 10 e 40 milímetros acima da média climatológica semanal em grande parte do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Borges esclarece que esses números representam apenas a diferença em relação à média histórica, e não o volume total de chuva esperado para a semana. Ele acrescenta que isso significa que a área pode registrar volumes de chuva maiores do que o usual para o período.

As chuvas podem se manifestar de maneira irregular, apresentando pancadas de intensidade moderada a forte em locais específicos. Há também a possibilidade de ocorrência de trovoadas, descargas elétricas e rajadas de vento.

A umidade do ar deverá aumentar

Devido à maior frequência de chuvas e à presença de nuvens, espera-se que a umidade do ar seja mantida em níveis adequados em boa parte da região, o que tende a reduzir os longos períodos de estiagem. Contudo, é possível que a umidade relativa caia momentaneamente durante os intervalos de sol, especialmente no período da tarde.

A combinação entre a umidade atmosférica disponível, o aquecimento diurno e as condições de instabilidade favorecerá a formação de nuvens carregadas em diversos momentos da semana.

Verifique as mínimas e máximas para algumas cidades

O texto finaliza mencionando a disponibilidade de previsão do tempo para o Triângulo e Alto Paranaíba.

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O poderoso ciclone tropical Arnab atingiu a costa de Andhra Pradesh. De acordo com os dados do Departamento Meteorológico Indiano (IMD), na manhã de 28 de outubro de 2026, o centro da tempestade estava na Baía Central Ocidental de Bengala, perto da costa de Andhra Pradesh. Seu centro estava localizado a 30 quilômetros a leste de Narsapur, a 45 quilômetros a sudoeste de Yanam e a 70 quilômetros a sudoeste de Kakinada.

Em seguida, o ciclone se moverá em direção noroeste, cruzando a costa entre Bapatla e Visakhapatnam. A velocidade do vento será de 115 a 125 quilômetros por hora, com rajadas de até 140 quilômetros por hora. Após tocar terra, Arnab começará a enfraquecer.

De acordo com o mapa do IMD, a tempestade seguirá de noroeste para norte. Primeiro, passará pelas áreas costeiras e interiores de Andhra Pradesh, depois se dirigirá a Telangana e Chhattisgarh. Depois disso, cruzará algumas partes de Madhya Pradesh e seguirá em direção a Uttar Pradesh, enfraquecendo gradualmente no caminho. A tempestade se transformará de um poderoso ciclone tropical em um ciclone tropical forte, depois em um ciclone tropical, uma depressão profunda e, finalmente, em uma depressão ou área de baixa pressão.

Na trajetória da tempestade, é visível que os restos do ciclone podem alcançar Uttar Pradesh. Ele pode enfraquecer em áreas próximas a Lucknow, Kanpur, Prayagraj e Gorakhpur. Por volta de 30 de outubro, pode se transformar em uma área de baixa pressão designada com velocidade de 27–30 km/h e se dissipar na parte leste ou central de UP.

Além disso, de acordo com dados do IMD de 27 de outubro de 2026, o muito forte ciclone 'Arnab' movia-se para oeste-noroeste a uma velocidade de 18 km/h. Às 09:00 UTC desse mesmo dia, ele estava na mesma região, perto da latitude 16.2°N e longitude 83.3°E, a cerca de 140 km a sudeste de Kakinada. Prevê-se que nas próximas horas ele continue a se mover quase para oeste-noroeste, e depois para noroeste, cruzando as costas de Andhra Pradesh e Yanam entre Bapatla e Visakhapatnam como um ciclone muito forte com velocidade de vento sustentado de 125–135 km/h com rajadas de até 150 km/h até as 06:00 UTC de 28 de outubro de 2026. O sistema está sob monitoramento constante do radar meteorológico Doppler em Visakhapatnam e Machilipatnam.

Devido a isso, um aviso de fortes chuvas e ventos fortes foi emitido no leste de Uttar Pradesh. Espera-se impacto em áreas como Gorakhpur, Dewaria, Basti e Kushinagar. Geralmente, após tocar terra, os ciclones enfraquecem devido ao atrito com o ar terrestre seco.

A direção noroeste de Arnab é determinada pelos ventos sazonais e sistemas de pressão. Muitos ciclones que se formam na Baía de Bengala seguem rotas semelhantes, movendo-se através da Índia Central para o norte. Isso resulta em chuvas em algumas partes de Andhra Pradesh, Telangana, Chhattisgarh, Madhya Pradesh e Uttar Pradesh.

Nas zonas costeiras onde ocorreu o toque de terra, os ventos fortes e as ondas persistirão. Nas áreas interiores, fortes chuvas podem levar ao aumento do nível dos rios. Em Uttar Pradesh, de 28 a 30 de outubro, são esperadas chuvas com trovoadas. Os agricultores devem tomar medidas para proteger as colheitas, e as administrações devem estar atentas nas áreas baixas. Esta previsão é baseada em dados do IMD e imagens de satélite, e a situação pode mudar, portanto, recomenda-se acompanhar as atualizações oficiais. A jornada de Arnab começará na costa de Andhra Pradesh e terminará nas planícies do Norte da Índia, onde assumirá a forma de chuva.

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Na segunda-feira (dia 26), Maceió registrou uma das temperaturas mais altas em 65 anos. De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os termômetros atingiram a marca de 36,8°C. Este valor está entre os mais altos registrados na capital do estado de Alagoas desde 1961, quando começou a série histórica de observações, e é a temperatura mais alta registrada em 2026 até o momento.

Apesar da alta temperatura, não é possível confirmar categoricamente que se trata de um recorde histórico, pois os dados de muitos anos da série histórica do Inmet contêm imprecisões.

Calor no interior

Segundo o professor Mateus Lyra, do Instituto de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de Alagoas (ICAT/Ufal), o forte calor foi causado pela aproximação de uma frente fria que nos últimos dias avançou em direção à Bahia. O professor explicou que a aproximação desta frente contribuiu para o deslocamento de ar quente para a região de Maceió, o que levou ao aumento da temperatura.

Além disso, esse fenômeno alterou a direção e a intensidade dos ventos na costa de Alagoas. Os ventos geralmente predominantes na região sopram do sudeste, mas começaram a soprar do nordeste. O especialista observou: «Esta zona frontal puxa o ar próximo à nossa região, permitindo o surgimento de todas essas condições — tanto o avanço do ar quente, que intensifica a temperatura, quanto o canalização desse ar, que intensifica o vento».

O especialista também lembrou que uma situação semelhante ocorreu em 23 de janeiro de 2024, quando Maceió registrou cerca de 35,9°C.

O forte calor foi notado em outras cidades de Alagoas. Segundo a gerente de Meteorologia do Serviço Geológico e Ambiental do Estado (Semarh/AL), Bárbara Alves Batista, Santana do Ipanema atingiu 42°C na segunda-feira, e Pau de Açúcar registrou 43°C.

Influência do El Niño mantém chuvas e temperaturas amenas no Vale do Paraíba; previsão para novembro
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Influência do El Niño mantém chuvas e temperaturas amenas no Vale do Paraíba; previsão para novembro

Moradores do Vale do Paraíba e arredores devem aguardar mais tempo pelo calor característico da primavera. O excesso de nuvens e a alta frequência de chuvas têm mantido as temperaturas moderadas na área, e a projeção para novembro aponta para um cenário similar, com momentos de aquecimento, mas sem longas sequências de dias quentes.

A meteorologista Josélia Pegorim, da Climatempo, atribui esse padrão climático às alterações na circulação dos ventos causadas pelo El Niño, um evento climático que afeta as condições meteorológicas no Brasil. Ela havia antecipado que o mês de outubro traria excesso de nebulosidade e precipitação, o que impediria um aumento significativo das temperaturas.

Por que está chovendo tanto e fazendo menos calor?

Conforme explicado por Josélia, o aumento das nuvens e das chuvas no Vale do Paraíba começou a se intensificar em setembro, após a passagem de várias frentes frias pela costa de São Paulo. Mesmo após a passagem desses sistemas, a circulação de ar marítimo continua a levar umidade para o leste paulista, o que facilita a formação de grandes quantidades de nuvens.

A especialista detalhou que, ao passar uma frente fria, entra uma circulação de ar marítimo que injeta muita umidade no leste do estado de São Paulo, gerando muitas nuvens mesmo após cessar a chuva forte. Em outubro, além das frentes frias, outros sistemas meteorológicos contribuíram para a instabilidade regional. A constante presença de nuvens e chuva reduz a incidência solar e dificulta o aumento das temperaturas.

Josélia ressaltou que, embora um outubro típico possa ser quente, o excesso de nuvens e chuva, resultado do El Niño, tem evitado que as temperaturas subam muito.

Como fica o tempo em novembro?

A previsão indica que novembro também apresentará episódios recorrentes de chuva e nebulosidade no Vale do Paraíba, o que tende a inibir a elevação das temperaturas. Apesar de o mês usualmente ser mais quente que outubro, a expectativa é que os períodos de calor sejam breves. Josélia alertou que haverá alguns picos de calor, mas não se deve contar com dias prolongados de sol e calor.

Embora a região possa registrar dias com temperaturas mais altas, a probabilidade é que esses momentos não durem muito. Ela mencionou que seria difícil ter uma semana inteira com calor em torno de 30 graus em novembro. A última semana de outubro também deve trazer mudanças climáticas, pois uma nova frente fria deve atingir São Paulo no dia 1º de novembro. Após a passagem deste sistema, a tendência é de mais dias nublados e temperaturas amenas, embora no início de novembro as temperaturas possam subir novamente, mantendo o período de calor curto.

El Niño deve continuar influenciando o clima

Segundo Josélia Pegorim, a influência do El Niño sobre o clima brasileiro deverá persistir durante a primavera e o verão, podendo se estender até parte do outono do ano seguinte. A meteorologista informou que estados como São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul estão experimentando dias de grande instabilidade.

Ela enfatizou que o excesso de nebulosidade e chuva visto em outubro configura um cenário atípico para o período, mas que está alinhado com o que foi previsto para este outubro. Assim, a expectativa para novembro é de um mês marcado pela alternância entre chuvas, nebulosidade e dias mais quentes, sem uma predominância duradoura de sol e calor.

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