Dubai divulgou os detalhes de sua Estratégia de Segurança Alimentar para 2030. De acordo com o plano, a produção agrícola local será expandida, a importação de alimentos será diversificada, o desperdício de alimentos será reduzido e o acesso dos residentes a alimentos seguros, saudáveis e baratos será melhorado.
Esta estratégia foi anunciada pelo Departamento de Meio Ambiente e Mudança Climática de Dubai (DECCA) e aprovada pelo Sheikh Hamdan bin Mohammed bin Rashid Al Maktoum, Príncipe Herdeiro de Dubai, Vice-Primeiro-Ministro e Ministro da Defesa dos Emirados Árabes Unidos, bem como Presidente do Conselho Executivo de Dubai.
O plano visa resolver problemas cotidianos dos residentes, incluindo a estabilidade do fornecimento em períodos de emergência e instabilidade dos mercados globais, bem como a acessibilidade e o custo dos alimentos básicos.
Além disso, esta iniciativa apoia a Estratégia Nacional de Segurança Alimentar dos EAU até 2051, buscando fortalecer a posição do país nos rankings internacionais de segurança alimentar.
Ahmed Mohammed bin Tani, diretor executivo do DECCA, observou que a implementação da estratégia se baseará no uso de tecnologias avançadas, no fortalecimento das cadeias de suprimentos e no estabelecimento de parcerias no setor de alimentos.
Ele enfatizou que a Estratégia de Segurança Alimentar de Dubai para 2030 é baseada em uma visão clara: tornar Dubai um líder mundial em segurança alimentar sustentável, o que será impulsionado por tecnologias avançadas e cadeias de suprimentos sustentáveis.
Segundo Ahmed Mohammed bin Tani, o plano se concentra no aumento da produção local, na redução de perdas e na garantia de acesso a alimentos saudáveis a preços acessíveis. Para alcançar esses objetivos, foram definidas cinco iniciativas estratégicas destinadas a apoiar os setores agrícola e alimentar e a desenvolver mercados locais em colaboração com as partes interessadas do ecossistema, criando assim uma base sustentável de segurança alimentar para Dubai.
O Departamento de Segurança Alimentar do DECCA supervisionará a implementação desta estratégia em conjunto com órgãos governamentais locais e federais, bem como parceiros privados.
A primeira iniciativa dedica-se ao apoio à agricultura local sustentável, ao aumento da eficiência no uso de recursos e ao fortalecimento da competitividade do setor. Os projetos planejados incluem a expansão da pesca, o desenvolvimento da pecuária e a criação de cooperativas para pequenos agricultores, visando apoiar a produção interna e incentivar métodos agrícolas mais ecológicos.
A segunda iniciativa visa fortalecer as cadeias de suprimentos de alimentos para que possam responder de forma mais eficaz às mudanças na demanda, às condições de mercado e às emergências. Os projetos chave incluem a diversificação dos destinos de importação de alimentos e o estabelecimento de parcerias com importadores de matérias-primas estratégicas. A expansão das opções de compra ajudará Dubai a gerenciar possíveis interrupções e reduzir a dependência das flutuações de mercados individuais.
A terceira iniciativa foca no incentivo ao consumo de alimentos mais saudáveis e sustentáveis. Ela prevê um programa abrangente para redução do desperdício de alimentos e pesquisa de modelos de consumo de produtos. Além disso, esta iniciativa busca aumentar a conscientização sobre o consumo responsável e a alimentação sustentável, ligando a escolha de produtos pelos domicílios aos esforços coletivos para reduzir perdas e desperdícios.
A quarta iniciativa visa fortalecer a gestão, regulamentação e o apoio econômico de sistemas alimentares integrados, bem como atrair investimentos sustentáveis para este setor. Entre os projetos estão planos para aprimorar a Plataforma de Segurança Alimentar e criar uma Plataforma de Informações para Investidores dedicada à indústria Agrotech, garantindo acesso à informação para investidores interessados em tecnologias agrícolas.
A quinta iniciativa visa formar um ecossistema alimentar capaz de se adaptar às flutuações do mercado e satisfazer as necessidades em mudança dos consumidores por meio de infraestrutura avançada e parcerias. Dentro desta iniciativa, está planeada a cooperação internacional em pesquisa e desenvolvimento, refletindo o foco da estratégia em inovação e trabalho conjunto.
Estes cinco pilares — acessibilidade, preço acessível, qualidade e segurança, sustentabilidade e resiliência, e apoio à indústria — visam fortalecer a interconexão entre produção, distribuição, consumo e investimento no setor de alimentos. A estratégia é adotada em meio a desafios que afetam o abastecimento de alimentos, como mudanças climáticas, turbulências regionais e globais, mudanças nos padrões de consumo e volatilidade nos mercados internacionais.

