Arara abre cadeado e foge com outra em Juína (MT); uma ave é resgatada após seis dias
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Arara abre cadeado e foge com outra em Juína (MT); uma ave é resgatada após seis dias

Uma arara conseguiu abrir o cadeado do seu recinto e fugiu acompanhada de outra ave na cidade de Juína, localizada a 735 km de Cuiabá. Neste sábado (24), uma das aves foi resgatada e retornou ao lar, enquanto a outra permanece desaparecida.

As duas aves, nomeadas Lara e Larinha, são cuidadas há aproximadamente oito anos pela médica-veterinária Gabriela Souza e seu marido, Fernando Bergamin. De acordo com Gabriela, a fuga ocorreu poucas horas após ela ter realizado a rotina de alimentar as aves, trocar a água e verificar o fechamento do espaço.

Imagens capturadas por uma câmera de segurança registraram o instante em que uma das araras manipulou o cadeado até conseguir destrancá-lo. Após o objeto se soltar, ambas as aves esperaram um curto período antes de alçarem voo.

Gabriela foi notificada por uma moradora que avistou uma arara em uma árvore na área do Módulo 4. Devido à altura em que a ave se encontrava, a veterinária solicitou apoio ao Corpo de Bombeiros. Com persistência e diálogo, ela conseguiu seguir os voos da arara entre árvores progressivamente mais baixas, até finalmente atraí-la com sua ração usual para uma gaiola de transporte.

A equipe conseguiu colocar a ave em uma gaiola de transporte, e segundo Gabriela, ela apresentava sinais de saúde, embora estivesse visivelmente mais magra e exausta após os dias fora de casa. Ela relatou que a ave chegou com grande fome, sendo alimentada com a ração habitual e bebendo água de forma desesperada.

Buscas continuam para localizar a segunda arara

As diligências prosseguem com o objetivo de encontrar a segunda ave. Gabriela especula que ela pode estar na zona central de Juína, particularmente nos bairros Módulo 1 e Módulo 4, locais onde moradores relataram ter visto araras voando em baixa altitude e pousando em árvores.

A veterinária esclarece que as aves não possuem as asas amputadas, mas não estão habituadas a realizar voos longos. Por essa razão, ela presume que a arara perdida esteja se movendo por curtas distâncias e pousando em árvores próximas. A maior apreensão reside na possibilidade de ela ter dificuldades para encontrar água e alimento por conta própria, visto que as aves viveram sob os cuidados da família por oito anos e tinham uma rotina estabelecida de alimentação e acesso à água.

A família solicita aos moradores que, caso avistem uma arara sozinha, entrem em contato com a tutora ou acionem o Corpo de Bombeiros, fornecendo a localização precisa. Gabriela acrescenta que as aves são curiosas e demonstram atenção quando alguém interage com elas, mas não estão acostumadas a pousar no braço de estranhos.

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Um macuco (Tinamus solitarius), espécie endêmica da Mata Atlântica, foi resgatado e posteriormente devolvido ao seu habitat natural após ser encontrado desorientado em uma via movimentada na cidade de Mongaguá, localizada no litoral de São Paulo.

O animal permaneceu sob observação por um período de 24 horas antes de ser liberado. O encontro ocorreu na terça-feira, dia 20, quando um comerciante local o localizou em frente ao seu estabelecimento, na Avenida São Paulo. Devido à alta circulação de veículos na região e por não ser um comportamento usual para essa espécie, o cidadão recolheu a ave e a transportou para a Unidade de Vigilância de Zoonoses.

As equipes de Fiscalização Ambiental do município conduziram o macuco ao Parque Ecológico de Mongaguá para uma avaliação clínica. O biólogo Daniel Bortone e o veterinário Marco Belmonte verificaram que a ave não possuía lesões e estava em condições adequadas para retornar à natureza. Após as 24 horas de monitoramento, o animal foi solto na quarta-feira, dia 21.

Orientações para a comunidade

A Prefeitura de Mongaguá emitiu um comunicado orientando os moradores a não tentarem capturar animais silvestres que estejam feridos, encurralados ou em risco dentro da área urbana. Em vez disso, a recomendação é que acionem imediatamente as equipes especializadas do município.

Características do macuco

Este pássaro possui características notáveis: pode alcançar 48 centímetros de comprimento e pesar até 1,5 quilo. Sua coloração é descrita como dorso pardo-acinzentado e ventre cinza-claro. Seu ambiente natural é composto por áreas preservadas da Mata Atlântica, preferencialmente em florestas próximas a riachos. Quanto à alimentação, ele se alimenta de sementes, frutas, insetos e vermes.

No ciclo reprodutivo, a fêmea deposita entre três a cinco ovos de cor verde-turquesa. O macho assume a responsabilidade pela incubação, que dura de 19 a 21 dias, além de cuidar dos filhotes.

Estima-se que a população madura desta espécie seja inferior a 10 mil indivíduos, conforme dados do ICMBio, e ela é reconhecida por observadores de aves como um avistamento raro. A espécie é classificada como vulnerável e enfrenta ameaças como o desmatamento e a caça ilegal.

De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ligado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o macuco é categorizado como quase ameaçado de extinção, o que indica que, embora ainda não esteja nesta categoria, está próximo de cumprir os critérios para tal classificação.

Relevância ecológica

Como o macuco habita predominantemente o interior de florestas, sua aparição em zonas urbanas e comerciais é incomum. Sua presença serve como um indicador das condições de conservação da mata, visto que depende de ecossistemas florestais preservados. Além disso, a prefeitura ressalta que a espécie contribui significativamente para a regeneração florestal ao participar da dispersão de sementes de árvores nativas.

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