Maranhão registra mais de 218 mil inscritos no Enem 2026; quase 80% obtiveram isenção da taxa
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Maranhão registra mais de 218 mil inscritos no Enem 2026; quase 80% obtiveram isenção da taxa

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 conta com 218.617 candidatos inscritos no estado do Maranhão, conforme dados fornecidos pelo Ministério da Educação (MEC). Desses participantes, 173.093 pessoas (o que corresponde a 79,18%) foram beneficiadas com a inscrição gratuita, enquanto 45.524 (20,82%) precisaram efetuar o pagamento da taxa.

Em nível nacional, o exame reunirá mais de 5 milhões de participantes. A distribuição geral mostra que 3,4 milhões de inscritos terão acesso à inscrição gratuita, e 1,6 milhão pagará a taxa.

O Nordeste figura entre as regiões com maior volume de participantes, superando 1,7 milhão de inscritos. Nessa área, aproximadamente 1,3 milhão teve direito à gratuidade, e 413 mil arcaram com o custo da inscrição. Outras regiões notáveis incluem o Sudeste, com mais de 1,7 milhão de candidatos, seguido pelo Norte (577,4 mil), Sul (561,4 mil) e Centro-Oeste (393,1 mil).

Datas e horários das provas

As avaliações do Enem 2026 ocorrerão em dois domingos, especificamente nos dias 8 e 15 de novembro. Em ambos os dias, os acessos aos locais de aplicação estarão abertos às 12h e encerrar-se-ão rigorosamente às 13h, seguindo o fuso horário de Brasília. O início das provas está programado para as 13h30.

O cronograma detalhado prevê que no primeiro dia, 8 de novembro, serão aplicadas as provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias; e Redação, com término previsto para as 19h. Já no segundo dia, 15 de novembro, serão realizadas as provas de Matemática e suas Tecnologias; e Ciências da Natureza e suas Tecnologias, finalizando às 18h30.

O que levar no dia da prova?

Para garantir a participação no Enem, os candidatos devem portar um documento oficial de identificação que contenha foto. É obrigatório o uso de uma caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente. Além disso, é permitido aos participantes levar água e alimentos para consumir durante a realização das provas.

As informações referentes ao local de aplicação podem ser verificadas no Cartão de Confirmação de Inscrição, que é disponibilizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) na Página do Participante. Este mesmo documento contém detalhes sobre a inscrição e os horários do exame.

Ferramentas gratuitas auxiliam na preparação

Estudantes que estão se preparando para o Enem têm acesso a diversas plataformas digitais oferecidas gratuitamente pelo Ministério da Educação. Entre estas, destaca-se o aplicativo MEC Enem, que fornece simulados, exercícios, videoaulas e orientações específicas para a redação.

Adicionalmente, existem outras ferramentas disponíveis, como o MEC Idiomas, que oferece cursos gratuitos de inglês e espanhol, e o MEC Livros, que funciona como uma biblioteca digital com diversas obras.

Sobre o Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio constitui um dos principais meios de acesso ao ensino superior no Brasil. As notas obtidas podem ser utilizadas para concorrer a vagas em universidades públicas através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para pleitear bolsas de estudo pelo Programa Universidade para Todos (Prouni) ou para solicitar financiamento via Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

É possível também aproveitar o resultado do exame em processos seletivos de instituições privadas de ensino superior e em universidades portuguesas que mantêm acordo com o Inep.

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As autoridades de saúde francesas informaram sobre a detecção do vírus Shamond pela primeira vez em um ser humano, mas o doente faleceu.

Ao mesmo tempo, as autoridades francesas enfatizaram que, neste estágio, não há ameaça para a população em geral.

O vírus Shamond é um ortobunyavírus transmitido por insetos e afeta principalmente gado bovino, especialmente touros, sendo transmitido por mosquitos picadores.

Anteriormente, a Ordem dos Médicos Veterinários confirmou a presença do vírus Shamond (SHAV) em Portugal na semana passada.

O SHAV pertence ao gênero Orthobunyavirus e sorogrupo Simbu. É transmitido predominantemente por picadas de pequenos insetos do gênero Culicoides (vetores), e o gado bovino é particularmente suscetível à infecção por este vírus. Os sintomas nos animais podem incluir febre, diarreia, emaciação e redução da produção de leite, de acordo com o comunicado.

Em fêmeas grávidas, a infecção também pode estar associada a abortos e malformações fetais.

De acordo com o comunicado, ovelhas e cabras também podem ser infectadas, geralmente sem sinais clínicos evidentes.

No entanto, a Ordem de Médicos observa que 'não há provas de que o vírus Shamond seja zoonótico, e o risco de transmissão para humanos é desconhecido'.

Visão Geral da Arquitetura e Desenvolvimento Urbano do Brasil: Habitação, Educação e Ambiente Urbano
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Visão Geral da Arquitetura e Desenvolvimento Urbano do Brasil: Habitação, Educação e Ambiente Urbano

Uma visão temática do Brasil neste mês explora a intersecção entre arquitetura e desenvolvimento urbano com questões como habitação, educação, espaços públicos e mobilidade em todo o país.

A seleção inclui informações sobre uma aldeia indígena em Marica, reconhecida pela UN-Habitat por sua abordagem à moradia adequada; artigos editoriais analisando campi universitários e cidades planejadas como estruturas para a vida coletiva; e projetos que variam desde a expansão de um aeroporto com estrutura de madeira até um edifício comercial em São Paulo que interage com o espaço público, e uma residência moldada pela paisagem.

Também são abordados um projeto proposto para a nova sede do Itaú Cultural na Avenida Paulista, o reconhecimento internacional de dois projetos paisagísticos brasileiros e um diagnóstico nacional que aponta lacunas persistentes na infraestrutura para pedestres e segurança viária.

Reconhecimento da Aldeia Indígena no Brasil pela UN-Habitat por Abordagem à Moradia Adequada

O Prêmio Pergaminho de Honra da UN-Habitat 2026 foi concedido à Aldeia do Espraiado – Tekoa Ara Hovi, em Marica, estado de Rio de Janeiro, no âmbito de uma seleção internacional de iniciativas voltadas para garantir moradia digna e desenvolvimento urbano sustentável.

Este povoado tornou-se a primeira aldeia indígena no Brasil criada pelo município. Ele provê uma casa permanente à comunidade Guarani Mbyá, cujas 13 famílias se mudaram para lá no início de 2025. Anteriormente, viviam em um parque estadual sem legalização de terras ou acesso a serviços básicos, mas agora a comunidade possui casas tradicionais, escola bilíngue, posto médico, centro cultural, cozinha comunitária e abastecimento de água.

A iniciativa, desenvolvida com participação da comunidade, combina investimentos municipais com métodos construtivos tradicionais, ligando a provisão de moradia à segurança da terra, à continuidade cultural e ao acesso a serviços vitais.

Dos Espaços Educacionais à Cidade Planejada

Um artigo editorial que examina como 10 universidades brasileiras estão reimaginando o espaço de aprendizado investiga como a arquitetura universitária no Brasil transcende a sala de aula, moldando as relações entre ensino, vida coletiva e cidade.

Tomando como exemplo o Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, projetada por Vilanova Artigas e Carlos Casaldi em 1961, a análise abrange dez projetos que veem o campus como um espaço de interação e integração urbana.

Exemplos incluem o campus Unisinos em Porto Alegre, desenvolvido pelo escritório AT Arquitetura, que ocupa um quarteirão inteiro, e os pavilhões educacionais da Unileão em Juazeiro do Norte, do escritório Lins Arquitetos Associados, onde novas construções conectam estruturas existentes através de jardins e áreas de lazer.

O estudo também aborda como as cidades planejadas da América Latina, como Brasília, Fordlandia e Ciudad Guayana, incorporam ambições de transformação social e estabelecimento de novos modos de vida.

O artigo compara dois exemplos contrastantes brasileiros: Fordlandia, a tentativa de Henry Ford no final dos anos 1920 de recriar o ambiente urbano industrial americano na Amazônia, e Brasília, a nova capital concebida como parte de um projeto de modernização nacional.

Enquanto os modelos construtivos importados e as rotinas impostas de Fordlandia enfrentaram dificuldades de adaptação às condições ambientais locais e à vida dos trabalhadores, o plano monumental de Brasília, de Lúcio Costa, e sua arquitetura civil, projetada por Oscar Niemeyer, ganharam forma física à visão do futuro do Brasil.

Projetos Notáveis

Em Ribeirão Preto, o escritório Bacco Arquitetos Associados reimagina o Aeroporto Estadual Doutor Leite Lopes através de uma expansão que une construção industrial, engenharia com uso de madeira e estratégias ecológicas passivas.

A intervenção de 10.840 metros quadrados inclui o terminal existente com uma nova estrutura feita predominantemente de vigas de madeira laminada colada (MLC), introduzindo um material raramente usado na infraestrutura aeroportuária brasileira. Os elementos pré-fabricados permitiram a montagem rápida da estrutura, minimizando a interrupção das operações do terminal, e a estrutura de madeira aberta reduz a necessidade de materiais de acabamento adicionais.

O projeto também abrange o plano urbano dos arredores do aeroporto, prevendo futuras construções hoteleiras e comerciais mantendo a pista de pouso e decolagem existente. Além disso, ventilação cruzada, iluminação natural, espelhos d'água e vegetação são utilizados para combater o clima quente.

Em São Paulo, na intersecção da Avenida Brigadeiro Faria Lima e Rua Jerônimo da Veiga, o edifício Jerônimo Faria Lima, com 20.500 metros quadrados e projetado pelo escritório Perkins&Will São Paulo, demonstra como uma empresa comercial pode interagir com o espaço público circundante.

Ao contrário da torre de escritórios tradicional, este projeto inclui uma área rebaixada com café, áreas de descanso e trabalho colaborativo no primeiro nível subterrâneo, levando o tráfego de pedestres para dentro do edifício. Uma passarela conecta esta área ao hall principal, garantindo uma transição gradual entre as esferas pública e privada. Dois volumes sobrepostos do edifício são separados por um andar ajardinado, que interrompe o perfil vertical da torre, enquanto a vegetação se estende por terraços e áreas de acesso.

Em Jacareí, Vale do Paraíba, estado de São Paulo, a residência Casa Rouxinol, do escritório Sergio Sampaio Archi + Tectônica, responde à inclinação de 50 metros, às vistas do reservatório do Rio Jaguari e a mais de 300 árvores catalogadas.

A edificação residencial de 440 metros quadrados é organizada em três níveis sobrepostos, permitindo que os cômodos se abram para a paisagem circundante e minimizem o impacto na encosta e na vegetação existente. A forma cúbica do edifício segue o vão estrutural de 3,80 metros, organizado em uma grade modular de 9x9, utilizando vigas e pilares de madeira laminada colada, apoiados em pilares de aço. O projeto também integra sistemas de geração de energia fotovoltaica, aquecimento solar de água e biodigestores subterrâneos.

Em Foco

O escritório Estúdio Módulo foi escolhido para projetar a nova sede do Itaú Cultural na Avenida Paulista, um dos principais corredores culturais e sociais de São Paulo. A proposta, desenvolvida pelos parceiros Marcus Vinicius Damon, Guilherme Bravin e Érica Tomasoni, une galerias de exposição, teatro, auditório, oficinas e instalações educacionais em uma sequência de espaços interconectados, jardins e terraços.

A praça pública organiza o acesso ao edifício, e os terraços emolduram as vistas da avenida. A fachada combina persianas brancas com superfícies internas coloridas, filtrando a luz natural e criando uma vista mutável conforme os visitantes se movem pela rua. O projeto é inspirado na Arte Concreta brasileira, ao mesmo tempo que explora a relação entre instituições culturais e vida pública.

O escritório de paisagismo brasileiro Licuri recebeu dois prêmios no CITY'SCAPE Award 2026 em Milão por projetos que consideram a paisagem como infraestrutura ecológica e como espaço público. O Parque Viva Energia, localizado dentro do Vivapark Porto Belo, em Santa Catarina, recebeu o primeiro prêmio conjunto.

O parque foi projetado em torno de dois lagos artificiais que ajudam a reter água e controlar inundações, combinando vegetação preservada, espécies nativas da Mata Atlântica, trilhas para pedestres, jardins e áreas de lazer. Seu design paisagístico também inclui zonas de descanso especializadas que estimulam a interação com os elementos naturais.

O Clube Náutico de Araraquara, em São Paulo, recebeu menção honrosa e o Prêmio Especial FSB Forum Italy Sport&Play. Sua área de 664 hectares inclui diversos jardins, vegetação preservada do Cerrado e mais de 400 espécies de árvores e arbustos.

O Diagnóstico de Acessibilidade Pedestre e Mobilidade no Brasil 2026, publicado pelo Instituto Caminhabilidade, coleta dados sobre infraestrutura para pedestres, segurança viária, planejamento urbano e desigualdade social para apoiar políticas públicas.

O relatório, elaborado em parceria com a Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, mostra que quase quatro em cada dez viagens diárias são feitas exclusivamente a pé. No entanto, 14,8% da população reside em ruas sem calçadas, e 64,6% reside em vias onde os calçamentos apresentam obstáculos. O diagnóstico contribui para o desenvolvimento do Plano Nacional de Mobilidade Urbana (PlanMob Brasil), defendendo a acessibilidade a pedestres como componente estratégico da política de mobilidade urbana.

Integração da proteção solar como componente estratégico na concepção de fachadas de edifícios
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Integração da proteção solar como componente estratégico na concepção de fachadas de edifícios

Com o aumento da frequência de ondas de calor globalmente, arquitetos estão sendo forçados a repensar o desenho e a concepção das envoltórias dos edifícios. O foco mudou de apenas minimizar a perda de calor nos meses frios para controlar a quantidade de calor que penetra nas construções durante períodos de forte incidência solar. Ao encarar a sombra solar como uma escolha de projeto, e não apenas como um detalhe estético ou de conforto interno, integram-se estratégias passivas de eficiência energética, beneficiando o conforto térmico e visual e diminuindo a necessidade de sistemas de refrigeração.

Tradicionalmente, as decisões sobre o desempenho térmico das edificações priorizavam a retenção de calor no inverno. Contudo, a crescente ocorrência de temperaturas extremas direciona a atenção para a prevenção do superaquecimento, sem sacrificar a luminosidade natural, as vistas ou a ligação com o ambiente externo. Edificações com extensas áreas envidraçadas, por exemplo, necessitam de métodos para gerenciar a radiação solar e evitar ganhos térmicos excessivos. Um escritório com fachada envidraçada voltada para o oeste pode atingir seu pico de demanda de resfriamento entre 15h e 19h, quando a luz solar direta atinge o vidro. Uma estratégia integrada de sombreamento solar consegue amenizar esse ganho de calor antes que o sistema de climatização precise intervir.

O sombreamento solar como decisão de projeto

Incorporar o sombreamento solar desde as fases iniciais de um projeto implica ir além de tratá-lo como um acessório a ser adicionado após a definição da fachada. Ao harmonizar a orientação solar, a proporção de superfícies vitrificadas, os tipos de vidro e de fachada, a seleção de tecidos e a instalação dos sistemas, cada decisão afeta o desempenho energético do prédio, modificando a maneira como ele recebe, filtra, reflete ou transmite a radiação solar.

Essa visão também transforma a questão central do projeto. Em vez de perguntar como remover o calor após ele entrar no edifício, a indagação primordial passa a ser como impedir sua entrada desde o princípio. Sistemas de sombreamento externos bloqueiam a radiação solar antes que ela chegue ao vidro, diminuindo a carga térmica que, de outra forma, o sistema de climatização teria que compensar. Uma simulação energética feita pela Bandalux, usando o software ESBO, demonstrou isso em uma sala de 9 metros quadrados com orientação sul em Madri. Utilizando 3,6 metros quadrados de área envidraçada, vidro Tipo C, tecido técnico Screen 351 Ebony e um sistema de sombreamento externo, a simulação registrou uma redução de até 70% no consumo de energia ligado à climatização.

Para além da temperatura: projetar para o conforto

Entretanto, o sombreamento solar transcende a mera questão do desempenho térmico. Seu efeito abrange o conforto visual, o controle de ofuscamento, a utilização da luz natural, a conexão visual com o exterior e a qualidade geral dos espaços internos. Planejar uma estratégia de prevenção solar exige encontrar um ponto de equilíbrio, reconhecendo que, além das soluções externas, os mecanismos internos também trazem vantagens. Análises da Bandalux indicam que um tecido interno branco pode reduzir o gasto de energia do ar-condicionado em até 30%, enquanto a estrutura de células de cortinas celulares melhora o isolamento térmico tanto no verão quanto no inverno.

Um tecido com menor fator de abertura restringe a radiação solar e o ofuscamento, promovendo maior privacidade e conforto térmico. Por outro lado, um fator de abertura maior permite a entrada de mais luz natural, mantendo uma ligação visual mais direta com a paisagem circundante. Essa escolha não pode ser separada da orientação do edifício, do clima, do propósito do espaço e das características específicas de cada fachada. A cor e a refletância também influenciam esse desempenho. Em sistemas externos, tecidos escuros absorvem mais radiação solar antes que ela atinja os vidros, enquanto tecidos claros usados internamente refletem melhor a radiação incidente. Além disso, uma alta refletância ajuda a diminuir a energia absorvida e o subsequente acúmulo de calor no próprio sistema de sombreamento.

Entre todas essas variáveis, a localização do sistema de sombreamento em relação ao vidro define grande parte de sua eficácia. Um sistema externo age como uma primeira defesa contra o sol, interceptando a radiação antes que ela passe pelo vidro. Já um sistema interno entra em ação depois que parte dessa energia já penetrou no edifício, o que o torna menos eficiente na redução do ganho de calor, embora possa oferecer outros benefícios relacionados ao conforto e ao isolamento.

A proteção solar como estratégia de envoltória

A eficácia de um sistema de sombreamento depende de fatores que vão além do material em si. A tecnologia utilizada, o controle de movimento e a minimização das frestas de luz laterais impactam diretamente seu rendimento. Soluções baseadas em sistemas ZIP, tensão constante do tecido e maior resistência ao vento permitem trabalhar com superfícies maiores e adequar-se às condições particulares de cada fachada.

Neste contexto, soluções externas com guias ZIP, como as linhas Z-Box, Z-Box Secret e Z-Box Solar, podem reduzir a transmissão térmica e o consumo de energia relacionado à climatização em até 70%, interceptando a radiação solar antes de atingir o vidro. Tais sistemas podem ser vistos como partes integrantes da envoltória do edifício, melhorando o desempenho energético, elevando o conforto, diminuindo a demanda por resfriamento e auxiliando na construção de edificações mais preparadas para climas cada vez mais severos.

A automação amplia as possibilidades dessa tática. Através de sensores e sistemas de controle, persianas e cortinas podem ajustar sua posição conforme variáveis como radiação solar, temperatura externa, vento ou horários de uso. Assim, o sombreamento solar deixa de depender unicamente da ação manual e passa a se adaptar às condições variáveis ao longo do dia. Sensores solares podem ativar os sistemas conforme os níveis de radiação sobem; sensores de temperatura podem reagir a situações de superaquecimento; sensores de vento podem recolher automaticamente os sistemas externos quando certos limites são excedidos; e programações horárias podem considerar a orientação, a hora ou a estação do ano.

A integração com outros sistemas prediais leva essa abordagem ainda mais adiante. Em escritórios, hotéis, hospitais ou escolas, cortinas motorizadas podem ser sincronizadas com os sistemas de climatização, iluminação e gestão predial. Uma fachada voltada para o oeste, por exemplo, pode acionar seu sombreamento automaticamente durante os picos de exposição solar, enquanto a iluminação artificial se ajusta à disponibilidade de luz natural. A Bandalux disponibiliza o Lynx, um aplicativo que administra e automatiza suas soluções de sombreamento solar motorizado. Ao criar cenários personalizados baseados nas necessidades de cada projeto, a ferramenta apoia a otimização do desempenho de residências, escritórios e outras construções, diminuindo a intervenção humana e promovendo um uso mais eficiente da energia.

Diante de condições climáticas desafiadoras, o sombreamento solar suscita uma questão mais ampla que vai além da escolha de um produto ou sistema específico: em que momento se deve iniciar o projeto do desempenho térmico de um edifício? A resposta reside justamente nas decisões mais precoces relativas à envoltória da edificação.

Orientação, vitrificação, proporção entre janelas e paredes, tecidos, refletância, abertura, posicionamento e automação compõem uma sequência de escolhas que definem como um edifício recebe e gerencia a energia solar. Integrar esses elementos desde o começo possibilita tratar o conforto térmico e visual de maneira coordenada, em vez de tentar corrigir o superaquecimento após a arquitetura estar finalizada. Projetar para o calor significa reconhecer a radiação solar como um fator de projeto e transformar a envoltória do edifício em uma interface mediadora entre a construção e seu entorno. A automação pode fazer com que essa interface responda dinamicamente; estratégias passivas podem reduzir a energia necessária para climatizar os espaços internos; e a arquitetura pode retomar um papel ativo na regulação ambiental.

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