Antiga Favela do Moinho, no Centro de São Paulo, será transformada em parque com licitação prevista para segunda-feira
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Antiga Favela do Moinho, no Centro de São Paulo, será transformada em parque com licitação prevista para segunda-feira

A área anteriormente ocupada pela Favela do Moinho, localizada no Centro de São Paulo, passará por uma transformação para se tornar um novo parque. O processo de licitação para a realização das obras será iniciado na próxima segunda-feira, dia 26, com um contrato estimado em R$ 41 milhões e um prazo total de 24 meses.

O planejamento do parque contempla diversas estruturas, incluindo quadras esportivas, uma pista de skate, locais dedicados à cultura e educação, além de trilhas destinadas a caminhadas e ciclistas. Atualmente, o terreno encontra-se desocupado, tendo sido habitado por aproximadamente mil famílias.

A comunidade enfrentou diversos desafios durante o processo de remoção, que incluiu confrontos com incêndios, intervenções policiais e manifestações. A saída da última família ocorreu em setembro, após a demolição das estruturas que caracterizavam a favela.

Histórico de incêndios e operações policiais

A ocupação do local teve início após o encerramento das atividades do antigo Moinho Central, que processava farinha de trigo, durante a década de 1980. Os residentes viveram nesse período em condições precárias e com riscos constantes, sendo registrados pelo menos quatro grandes incêndios, sendo o mais significativo ocorrido em 2011.

Em 2024, foi realizada uma operação policial na Favela do Moinho que resultou na prisão de Leonardo Monteiro Moja, conhecido como Léo do Moinho. As investigações apontavam-no como líder do tráfico na comunidade e membro do PCC. De acordo com a polícia e o Ministério Público, as substâncias ilícitas que circulavam ali eram usadas para abastecer a Cracolândia.

Em julho deste ano, o governo federal, que detinha a propriedade da área, realizou a doação do terreno ao governo do estado, o que impulsionou a aceleração da retirada das famílias. Houve resistência às desocupações, que foram acompanhadas por protestos.

Os ex-moradores receberam encaminhamento para moradias com valor de até R$ 250 mil. Desse montante, o governo federal cobriu R$ 180 mil, e o restante foi custeado pelo governo do estado. A maior parte das famílias preferiu permanecer na região central, sendo adquiridos apartamentos já existentes no mercado ou unidades novas de diferentes empreendimentos.

Parque terá quadras, pista de skate e espaços culturais

As imagens divulgadas pelo governo do estado ilustram como o parque será concebido. O projeto abrange equipamentos de lazer e esporte, áreas para caminhada, espaço para ciclistas, pista de skate e ambientes voltados para atividades culturais e educacionais.

Adicionalmente ao parque, o plano inclui a instalação de uma nova estação de trem em um terreno adjacente. Este terreno pertence à Cea Gespe e a um proprietário privado, estando atualmente em fase de transferência para o estado.

A licitação será aberta na segunda-feira (26). O contrato terá um valor projetado de R$ 41 milhões e uma duração de 24 meses. Após a formalização do contrato, estima-se que a execução das obras leve 18 meses, começando no início de 2027 e finalizando em meados de 2028.

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