Cabo Verde reativa plataforma de monitoramento de entradas após notificação de caso de Ebola na Nigéria
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Cabo Verde reativa plataforma de monitoramento de entradas após notificação de caso de Ebola na Nigéria

Cabo Verde planeia retomar o uso da plataforma utilizada durante a pandemia de COVID-19 para controlar as entradas nos aeroportos do país. Esta decisão foi tomada após o recebimento de um aviso sobre o primeiro caso de Ebola na Nigéria, informou a diretora nacional de saúde.

Ana Paula Santos, a responsável, declarou em entrevista ao Rádio Cabo Verde (RCV) que eles vão ativar a plataforma existente, incluindo a aplicação de um 'questionário' na entrada no país. Apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificar o arquipélago como zona de 'baixo risco de infecção', os especialistas estarão preparados para ações preventivas.

A diretora sublinhou a necessidade de reforçar a vigilância, o equipamento e a preparação da comunicação de riscos, bem como aumentar a capacidade laboratorial. O laboratório de referência com o qual Cabo Verde colabora será utilizado: o Instituto Pasteur em Dakar. Além disso, serão organizados eventos de formação para todas as estruturas médicas com o objetivo de detetar precocemente os sintomas.

As autoridades nigerianas informaram sobre o primeiro caso de infeção na terça-feira: tratava-se de uma diplomata que chegou a Abuja num voo vindo do Uganda. Após isso, foram identificadas 44 pessoas em contacto. Este país é o quarto mais populoso da África a enfrentar este ano a estirpe Bundibugyo do vírus Ebola, que está presente na República Democrática do Congo (RDC) há cinco meses.

De acordo com o último relatório do Instituto Nacional de Saúde Pública, a doença afetou 9.704 pessoas na RDC e causou a morte de pelo menos 4.687 pessoas. A febre hemorrágica viral tem alta taxa de mortalidade e espalha-se por vários países do continente, incluindo o Uganda, vizinho da RDC, que registara anteriormente 20 casos e duas mortes antes de declarar o fim da transmissão no final de agosto. Recentemente, o Quénia registou o seu nono caso.

Jean Kaseya, representante da Agência de Saúde da União Africana (Africa CDC), alertou na terça-feira para uma 'ameaça extremamente grave' e apelou à mobilização internacional.

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A agência de saúde pública da União Africana (UA) anunciou o envio de assistência técnica e logística para fortalecer a resposta do Quênia diante do surto de ébola, após a confirmação de quatro novos casos. Com esses novos registros, o número total de infecções no Quênia atingiu sete, sendo que um dos casos foi importado da República Democrática do Congo (RDCongo).

Em um comunicado divulgado neste sábado, os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças de África (CDC de África) informaram que estão colaborando com o governo queniano em pontos cruciais da emergência. A atenção está voltada para a vigilância epidemiológica, coordenação técnica, comunicação de riscos e engajamento comunitário.

O órgão de saúde continental ressaltou a urgência de prover equipamentos de proteção aos profissionais de saúde que atuam na linha de frente. Isso se deve ao fato de que três dos quatro novos infectados eram profissionais de saúde que prestaram assistência ao indivíduo classificado como «doente zero» no hospital.

Os CDC de África enfatizaram a importância de intensificar as ações de prevenção e controle de infecções, assegurando aos trabalhadores da saúde «equipamento de proteção adequado, formação e apoio contínuo». Diante da progressão da epidemia na RDCongo, origem do primeiro caso detectado no Quênia, o organismo reafirmou seu compromisso em intensificar a vigilância transfronteiriça e a identificação precoce entre os Estados-membros, visando conter a disseminação viral em escala regional.

Por sua vez, o Ministério da Saúde do Quênia declarou em um documento que o risco para a população em geral permanece baixo, pois «não há evidências de transmissão comunitária da doença». Foi notável que, das 130 pessoas que tiveram contato com o «doente zero», 128 (98,5%) foram rastreadas e colocadas em quarentena, superando a meta global de 85% para o rastreio de contatos, essencial para interromper a cadeia de transmissão.

O Quênia havia confirmado seu primeiro caso importado de Ebola em 5 de outubro: um homem de 40 anos que residira na RDCongo nos últimos sete anos. Este «doente zero» recebeu tratamento em diversos hospitais congoleses antes de viajar por terra até Kampala e, subsequentemente, voar do Uganda para Nairobi, chegando em 3 de outubro e falecendo dois dias depois. Desde então, as autoridades sanitárias iniciaram o rastreio de contatos para localizar indivíduos potencialmente expostos ao vírus durante o deslocamento e o tratamento do paciente.

O Quênia tornou-se o quarto país a registrar um caso relacionado à epidemia de Ebola na RDCongo, somando-se a Uganda, França e Países Baixos. Além disso, o Ebola também se espalhou para o Uganda, onde a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o fim do surto em 26 de agosto, após contabilizar 20 casos confirmados, incluindo 15 importados da RDCongo, e duas mortes.

A epidemia na RDCongo é apontada como a segunda mais mortal da história mundial, tendo causado 9.277 casos confirmados, incluindo 4.478 óbitos, conforme o relatório mais recente do governo congolês.

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