Análise do lançamento do Ford Bronco híbrido no Brasil em 2027 e leilão de Ferrari 499P modificada
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Análise do lançamento do Ford Bronco híbrido no Brasil em 2027 e leilão de Ferrari 499P modificada

O Ford Bronco EREV, um SUV híbrido plug-in de origem chinesa, está programado para ser lançado no mercado brasileiro em 2027. Conforme informações do Autos Segredos, a fabricante já vinha avaliando a introdução do veículo no país antes de tomar a decisão final.

É importante notar que o Bronco EREV possui características distintas dos modelos Bronco atuais (que utiliza o chassi da picape Ranger) e Bronco Sport (que compartilha base com a picape Maverick). Este novo modelo foi desenvolvido separadamente em colaboração com a empresa chinesa JMC, sendo projetado desde o início para incorporar sistemas de propulsão eletrificados.

Seu sistema mecânico combina um motor turbo de quatro cilindros com 150 cv e 24,5 kgfm, juntamente com dois motores elétricos (um em cada eixo). O motor a combustão funciona apenas como gerador de energia para a bateria de 43,7 kWh, enquanto a tração é fornecida pelos motores elétricos, que geram 422 cv e 60 kgfm de torque. Essa configuração permite atingir 100 km/h em 5,8 segundos, e a autonomia combinada pode alcançar 1.220 km sob o padrão chinês CLTC.

Com dimensões de 5,03 metros de comprimento e um entre-eixos próximo a três metros, o Bronco EREV é maior que o Bronco Sport. Embora os valores ainda não tenham sido divulgados, espera-se que seu custo ultrapasse os R$ 250.000 solicitados pelo modelo menor, dada sua tecnologia híbrida inédita no mercado local.

Ferrari 499P Modificada vai a leilão e pode passar dos R$ 40 milhões

Uma oportunidade notável surgiu para entusiastas de protótipos de Le Mans: a casa de leilões Christie irá comercializar uma Ferrari 499P Modificada em seu próximo evento realizado em Genebra, Suíça. O valor necessário para adquirir este veículo é de cerca de R$ 40 milhões.

A ligação com Le Mans é substancial, pois a 499P Modificada é uma variação do protótipo que conquistou a Ferrari na edição de 2023 das 24 Horas de Le Mans, marcando a décima vitória italiana na corrida e a primeira desde 1965. Além de manter um visual muito semelhante ao carro de competição, ela compartilha o mesmo conjunto mecânico: um V6 biturbo de três litros mais um motor elétrico de 272 cv.

Diferentemente do protótipo Hypercar, que alcançava 680 cv, esta Modificata atinge 706 cv, sem estar sujeita às restrições da FIA. Ela também dispõe de um botão «push to pass» que eleva temporariamente a potência para 767 cv. O exemplar da Christie está praticamente novo, tendo sido usado apenas em testes de shakedown após sair da fábrica. Quem a comprar terá acesso ao programa Sport Prototipi Clienti da Ferrari, que oferece suporte técnico especializado.

Atualizações de Modelos e Críticas Industriais

A Volkswagen lançou a linha 2027 do Polo, com a principal alteração concentrada na versão Track, que agora inclui sensores de estacionamento traseiros de série. Adicionalmente, a versão de entrada recebeu um novo pacote opcional por R$ 2.660, que inclui vidros elétricos com acionamento por toque nas quatro portas e retrovisores elétricos que se rebaixam ao engatar a ré.

Não houve mudanças estéticas ou mecânicas significativas em outras versões. As variantes Track e Robust continuam utilizando o motor 1.0 flex aspirado de três cilindros e 12 válvulas, gerando 77 cv e 9,6 kgfm de torque com gasolina, ou 84 cv e 10,3 kgfm com etanol, sempre acoplado a um câmbio manual de cinco marchas. Já as versões Sense e Highline empregam o motor 1.0 turbo flex TSI, que entrega 109 cv com gasolina e 116 cv com etanol, mantendo 16,8 kgfm de torque, e utiliza uma transmissão automática de seis marchas.

Os preços de todas as versões foram reajustados, com aumentos variando entre R$ 300 e R$ 2.000. Especificamente, Track e Sense passaram de R$ 96.690 para R$ 97.990; Polo Robust subiu de R$ 112.990 para R$ 114.990; e o Polo Highline passou de R$ 138.690 para R$ 138.990.

Por sua vez, a Nissan manifestou preocupação com o crescente volume de produção de veículos no Brasil proveniente de kits importados da China. Ricardo Gondo, presidente da Nissan do Brasil, apontou que grande parte do crescimento da produção nacional em 2026 advém de operações CKD e SKD, que utilizam veículos parciais ou totalmente desmontados com pouca manufatura local.

Gondo detalhou que, embora a produção brasileira tenha crescido 8,7% entre janeiro e setembro de 2026, esse número cai para apenas 2,5% se forem excluídos os veículos montados a partir de kits importados. Dados da Anfavea corroboram isso, indicando que cerca de 123.000 das 173.000 unidades extras produzidas em comparação com 2025 são resultado de montagens CKD e SKD, representando mais de 70% do aumento produtivo. O problema reside no fato de que essas operações demandam menos componentes nacionais, diminuindo a atividade da indústria de autopeças local, visto que os conjuntos prontos são importados.

Apesar das críticas, Gondo mencionou que a Nissan estuda a produção via CKD ou SKD, dependendo das políticas industriais e incentivos governamentais. Ele assegurou que os modelos Kicks e Kait continuarão sendo fabricados normalmente na unidade de Resende, Rio de Janeiro. Em contraste, a fábrica de Resende da Nissan viu sua produção aumentar em 29,5% no mesmo período, atingindo 65.640 veículos, enquanto as exportações cresceram 145%, com a meta de alcançar 90.000 unidades até o final do ano.

Honda Racing Lança Peças de Preparação para Carros de Rua

A Honda Racing Corporation (HRC), braço de competição da Honda, iniciará a comercialização de peças de preparação destinadas a carros de rua. Após anunciar planos em 2024 e exibir um Prelude preparado no Tokyo Auto Salon no início do ano, a Honda confirmou que apresentará sua primeira linha de componentes no SEMA Show, em novembro, com vendas começando em março de 2027, inicialmente nos Estados Unidos (facilitando a importação para o Brasil).

O catálogo HRC Performance Parts incluirá peças para os modelos Civic Type R, Acura Integra Type S, e os SUVs Passport e Pilot. Para os dois esportivos, a HRC desenvolveu rodas de alumínio forjado de 19 polegadas em colaboração com a empresa italiana 2elle-engineering, fornecedora das rodas do Acura ARX-06 de endurance. Cada roda pesa apenas 9,4 kg, o que representa uma redução de aproximadamente 10 kg de massa não suspensa em comparação com a original, além de serem meia polegada mais largas e terem sido testadas no Nürburgring.

No SEMA, a Honda também exibirá protótipos de futuros itens, como suspensões ajustáveis, camber plates, freios Brembo com pinças de seis pistões e alavancas tipo short shifter, embora estes ainda estejam em fase de desenvolvimento. Todas as peças serão vendidas através das concessionárias Honda e Acura, e pela loja online nos EUA. Preços e a possibilidade de expansão da linha HRC Performance Parts para outros mercados ainda não foram comunicados.

Toyota Propõe Reconhecimento de Veículos a Combustão como Zero Emissão na Europa

A Toyota apresentou uma proposta à União Europeia visando que carros movidos a combustão sejam classificados como veículos de emissão zero, contanto que sejam abastecidos exclusivamente com combustíveis renováveis. Esta sugestão foi feita em meio às discussões para flexibilizar as metas de emissões de CO₂ estabelecidas para 2035.

A ideia consiste em criar uma nova categoria de homologação denominada VEEF (Vehicles running Exclusively on Eligible Fuels). Essa classificação permitiria categorizar veículos que utilizam somente biocombustíveis e combustíveis sintéticos renováveis como zero emissão. Contudo, isso não implica ausência de emissões pelo escapamento; a proposta foca em considerar as emissões ao longo de todo o ciclo de vida do combustível, incluindo sua produção, e não apenas o que é expelido.

Para que isso ocorra, os combustíveis devem satisfazer os critérios de sustentabilidade definidos pela legislação europeia. A Toyota já está testando essa viabilidade, participando de um projeto piloto na Espanha junto à BMW, Bosch e Repsol, utilizando cerca de 20 veículos Toyota, Lexus, BMW e Mini abastecidos com a gasolina renovável Nexa 95, derivada de resíduos orgânicos. Esses carros são modelos convencionais, sem modificações mecânicas.

A Bosch desenvolveu o sistema Digital Fuel Twin para monitorar o uso exclusivo de combustível renovável, cruzando dados dos veículos, postos de combustível e transações de abastecimento. Além disso, a Toyota defende que a meta europeia de 2035 seja reduzida de 100% para 90% de corte nas emissões médias de CO₂ de carros novos, propondo que os 10% restantes sejam compensados pelo uso de aço de baixo carbono e combustíveis renováveis. Para 2030, a empresa sugere que o cumprimento das metas seja avaliado em um período de cinco anos (2028 a 2032), permitindo compensações anuais.

Segundo a Toyota, os veículos elétricos deveriam representar cerca de 45% das vendas europeias em 2030, um patamar inferior aos mais de 55% estimados para cumprir as metas atuais. Por essa razão, a companhia também pleiteia revisões periódicas das metas caso a infraestrutura e a demanda não evoluam conforme o planejado. Atualmente, o reconhecimento dos veículos VEEF permanece como uma proposta da Toyota, e não uma regra aprovada pela União Europeia.

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