IBM supera expectativas de analistas e aumenta projeção de receita impulsionada por software
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IBM supera expectativas de analistas e aumenta projeção de receita impulsionada por software

A IBM excedeu as expectativas dos analistas durante o terceiro trimestre de 2026, um desempenho atribuído ao crescimento da sua divisão de software e à recuperação de contratos que haviam sido adiados. Além disso, a empresa elevou sua previsão de crescimento anual na área e aprimorou a perspectiva de fluxo de caixa livre. O CEO, Arvind Krishna, ressaltou a crescente utilização da denominada “Super Inteligência” por parte de clientes corporativos.

No período compreendido entre julho e setembro, a companhia gerou uma receita de US$ 17,1 bilhões, o que equivale a cerca de R$ 92,3 bilhões. Este valor representa um aumento aproximado de 5% em comparação com o mesmo período de 2025. O resultado superou a projeção de US$ 16,82 bilhões (R$ 90,8 bilhões) estabelecida pelos analistas consultados pela LSEG.

Em termos de lucratividade, o lucro ajustado por ação atingiu US$ 2,95 (aproximadamente R$ 15,90), ultrapassando a estimativa de US$ 2,86 (R$ 15,44). Paralelamente, o lucro líquido cresceu de US$ 1,74 bilhão (R$ 9,4 bilhões) para US$ 2,19 bilhões (R$ 11,8 bilhões) quando comparado ao ano anterior. Após a divulgação desses números, as ações da IBM tiveram uma alta de cerca de 4% nas negociações realizadas após o fechamento do mercado.

A divisão de consultoria reportou uma receita de US$ 5,34 bilhões (cerca de R$ 28,8 bilhões), mantendo-se praticamente estável em relação ao terceiro trimestre de 2025 e ligeiramente abaixo do esperado pelos analistas. Contudo, a inteligência artificial (IA) já constitui uma fatia significativa dos negócios dessa área. Durante uma teleconferência com investidores, Kavanaugh informou que projetos ligados à tecnologia representaram cerca de 30% da receita de consultoria no trimestre e 35% do portfólio de contratos.

O executivo também mencionou que a IBM está redirecionando os ganhos de produtividade para ativos digitais com o objetivo de acelerar a migração para um modelo de serviços mais alinhado ao software, visando capitalizar a demanda crescente por soluções de IA nas empresas.

Quanto à divisão de infraestrutura, ela alcançou US$ 3,7 bilhões (cerca de R$ 20 bilhões) em receita, marcando um aumento de 4%. O crescimento de 31% na infraestrutura distribuída auxiliou a compensar a redução de 20% nos negócios relacionados aos mainframes IBM Z.

A companhia manteve sua projeção de crescimento de receita anual entre 4% e 5%, assumindo taxas de câmbio estáveis. A alteração mais notável nas perspectivas financeiras foi a revisão da estimativa de fluxo de caixa livre. Agora, a IBM prevê que este indicador crescerá mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,4 bilhões) em 2026, em comparação com o ano anterior, diferentemente da previsão inicial de um avanço de aproximadamente US$ 1 bilhão em julho.

No terceiro trimestre, o fluxo de caixa livre totalizou US$ 3 bilhões (cerca de R$ 16,2 bilhões), representando um avanço de US$ 700 milhões (R$ 3,8 bilhões) em relação ao mesmo período do ano passado. Por sua vez, a margem bruta ajustada ficou em 58,5%, ficando aquém dos 59,1% previstos pelos analistas da StreetAccount.

Ao comentar os resultados, Krishna declarou que os clientes da IBM estão empregando a “Super Inteligência” para transformar operações completas, em vez de utilizar a tecnologia apenas para solucionar questões específicas. Ele afirmou: “Agora, nossos clientes estão implementando a ‘Super Inteligência’ de maneiras que transformam modelos operacionais inteiros, em vez de simplesmente abordar problemas pontuais ou inéditos”.

Essa afirmação corrobora a estratégia da IBM de expandir a presença da IA em softwares, infraestrutura e serviços empresariais. No contexto apresentado pela empresa, o termo refere-se à forma como os clientes aplicam essas tecnologias em seus negócios, e não a um anúncio de desenvolvimento de uma IA geral ou superinteligência autônoma.

Adicionalmente, durante o trimestre, a empresa anunciou um acordo para adquirir a HRL Laboratories, que é uma antiga divisão de pesquisa da Hughes Aircraft, associada à Boeing e à General Motors (GM). O montante desta transação não foi divulgado.

Ao encerrar o pregão regular de quarta-feira, as ações da IBM registraram uma queda de aproximadamente 15% no ano, enquanto o índice S&P 500 avançou cerca de 13% no mesmo intervalo.

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A Meta elevou sua estimativa mínima de investimentos para 2026 e divulgou uma nova categoria de ações sem direito a voto ao apresentar os resultados do terceiro trimestre nesta quarta-feira (21). A empresa, proprietária do Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp, reportou uma receita de US$ 64,6 bilhões (aproximadamente R$ 349 bilhões), representando um aumento de 26% comparado ao mesmo período do ano anterior. Contudo, o lucro foi afetado por uma despesa jurídica substancial decorrente de um acordo relativo a danos nas suas plataformas.

Atualmente, a companhia projeta gastar entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões (o que equivale a cerca de R$ 729 bilhões a R$ 783 bilhões) em investimentos de capital ao longo de 2026. Anteriormente, a previsão inicial era de US$ 130 bilhões (cerca de R$ 702 bilhões), mantendo o limite superior em US$ 145 bilhões.

Estes números confirmam o foco do CEO Mark Zuckerberg na infraestrutura de inteligência artificial (IA), abrangendo data centers, chips e capacidade computacional. Paralelamente, a Meta procura maneiras de aumentar o financiamento dessa expansão sem comprometer o controle acionário do executivo.

O incremento nos gastos previstos acontece no contexto da competição entre grandes corporações de tecnologia para edificar a infraestrutura necessária para treinar e operar modelos avançados de IA. No terceiro trimestre, os investimentos de capital da Meta totalizaram US$ 34,91 bilhões (cerca de R$ 188,5 bilhões), superando os US$ 31,08 bilhões (cerca de R$ 168 bilhões) registrados no trimestre precedente.

Essa expansão demanda recursos computacionais, como chips e data centers, essenciais para o desenvolvimento de modelos e a oferta de serviços de IA em grande escala. Apesar disso, o ritmo desses investimentos tem exercido pressão sobre o fluxo de caixa da empresa, que registrou um fluxo de caixa livre negativo de US$ 2,2 bilhões (cerca de R$ 11,9 bilhões) no trimestre.

Este cenário justifica a busca da companhia por novas fontes de financiamento. Embora o setor de publicidade continue em ascensão, a montagem da infraestrutura de IA requer desembolsos altos antes que todos esses investimentos se traduzam em receitas adicionais.

Adicionalmente, a Meta anunciou planos para lançar uma nova classe de ações sem direito a voto a partir de janeiro de 2027. Essa medida visa auxiliar o financiamento de aquisições e a atração de talentos especializados, sem modificar o domínio de Zuckerberg sobre as decisões empresariais. A estrutura permite captar recursos ou usar ações em operações corporativas sem necessariamente aumentar o poder de voto dos novos acionistas.

Esta iniciativa surge em um momento em que a Meta precisa competir com outras empresas, como OpenAI e Anthropic, no desenvolvimento de modelos e agentes de IA. O lançamento do assistente pessoal Muse e de uma nova geração de modelos próprios tem apoiado essa aposta em IA. No entanto, a forma de monetizar essas iniciativas e a capacidade de converter os investimentos em crescimento sustentável continuam sendo pontos cruciais para o negócio.

Mesmo com o avanço nos investimentos em IA, a publicidade permanece como a principal fonte de receita da Meta. A empresa emprega IA para refinar a segmentação de anúncios e as sugestões de conteúdo, visando elevar o engajamento dos usuários e otimizar os resultados para os anunciantes. No segmento de vídeos curtos, o Reels compete com TikTok e YouTube Shorts, enquanto o Threads disputa espaço com X, de Elon Musk. Tais serviços mantêm a atividade publicitária no cerne da estratégia da companhia, enquanto ela desenvolve novas fontes de receita potenciais ligadas à IA.

Em suma, os resultados trimestrais indicam uma empresa que segue aumentando seu faturamento, mas canaliza volumes progressivamente maiores de recursos para a infraestrutura tecnológica. O desafio reside em provar que este investimento pode gerar retornos suficientes para cobrir o custo crescente da disputa por IA.

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