Esta semana, os destaques em Ciência e Espaço no Olhar Digital incluíram o rover da NASA que estabeleceu um novo recorde de distância em Marte, o foguete Starship retornando à base terrestre após navegar no oceano, e o afastamento da Lua da Terra.
O rover Perseverance, pertencente à NASA, registrou um novo marco de distância percorrida em Marte, ultrapassando 45,2 km desde sua chegada ao planeta em fevereiro de 2021. Este feito foi alcançado no dia 11, na área da cratera Jezero, e foi comunicado pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) na segunda-feira, dia 12, que é o órgão responsável pela gestão do veículo.
Com este desempenho, o robô superou a quilometragem total registrada pelo Opportunity, outro rover da NASA que explorou Marte entre 2004 e 2018. Contudo, o progresso do Perseverance não ocorreu conforme o planejado inicialmente, pois a equipe teve que alterar a rota para investigar rochas claras, que podem ser algumas das mais antigas estudadas no planeta, o que resultou em um atraso de cerca de dois meses na concretização do recorde.
Por sua vez, a SpaceX transportou a nave Ship 40 de volta para o Texas, nos Estados Unidos. Esta foi a primeira nave Starship a sobreviver a um pouso no oceano após uma jornada espacial. O veículo chegou à base da companhia quase três meses após seu lançamento e passará por uma análise detalhada por engenheiros.
Essa inspeção visa avaliar os componentes que foram submetidos às condições severas da reentrada atmosférica. Os dados coletados poderão auxiliar a empresa no desenvolvimento de uma Starship apta a retornar à base e realizar novos voos.
A Ship 40 foi lançada em 24 de julho, acoplada ao propulsor Super Heavy Booster 20, durante o 13º voo de teste da Starship. A missão culminou em um pouso controlado no Oceano Índico. Em testes anteriores, outras naves haviam explodido após cair na água, mas a Ship 40 permaneceu praticamente íntegra e flutuante, levando a SpaceX a decidir resgatá-la apesar das complexidades de uma operação em mar aberto.
Duas questões relacionadas à Lua foram destacadas nesta semana. Uma delas diz respeito a um estudo que sugere que ela está em processo de «encolhimento», um fenômeno que está intensificando os «lunamotos» (terremotos lunares) e afetando a superfície do satélite natural. De acordo com a pesquisa, esse processo ocorre lentamente: ao longo dos últimos 400 a 800 milhões de anos, o raio lunar diminuiu aproximadamente 45 metros.
Adicionalmente, a Lua atingiu seu apogeu nesta sexta-feira, dia 16. Isso significa que ela alcançou o ponto mais distante da Terra em sua trajetória orbital atual. Observa-se que essa distância tende a crescer progressivamente, e uma das possíveis consequências desse aumento é o desaparecimento dos eclipses solares totais.
