Uma publicação feita no perfil oficial do ChatGPT gerou grande repercussão entre os cidadãos brasileiros, pois o conteúdo, apresentado em inglês, instruía sobre como distinguir espectros político de esquerda e direita. Dada a proximidade do segundo turno eleitoral, o momento da postagem acendeu intensos debates nos comentários.
Em resposta exclusiva ao Tecnoblog, a empresa de inteligência artificial declarou pela primeira vez que não existe qualquer conexão entre essa publicação e a campanha política realizada no Brasil.
Segundo a OpenAI, a postagem foi veiculada em uma conta global do ChatGPT com o objetivo de demonstrar uma das funcionalidades mais recentes da plataforma e ilustrar como as respostas podem ser apresentadas com maior suporte visual.
Posteriormente, a OpenAI esclareceu formalmente que tal material não possui qualquer vínculo com as eleições ou com quaisquer campanhas políticas ocorrendo no território brasileiro.
No sábado, diversos brasileiros reagiram à postagem, utilizando a expressão «fez o L», uma referência ao gesto adotado pelos apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição contra Flávio Bolsonaro.
Ademais, as grandes empresas de tecnologia têm se tornado frequentes participantes do noticiário eleitoral. Recentemente, a Meta foi alvo de críticas por possibilitar a criação de imagens com inclinação eleitoral direcionada ao candidato Flávio Bolsonaro, mas não ao candidato Lula.
O Tecnoblog investigou que essa situação está sendo tratada internamente pela Meta como um equívoco nas configurações dos limites da IA, e não como uma ação intencional. A Meta justificou que sua restrição segue as normas eleitorais brasileiras e, após o incidente ganhar visibilidade, anunciou que implementou ações complementares para impedir comandos que utilizassem apenas o primeiro nome dos candidatos.
