A carência de combustíveis deverá perdurar por mais sete dias em São Tomé e Príncipe, conforme comunicou o ministro das Finanças, que reconheceu as dificuldades enfrentadas e solicitou a compreensão da população.
Gareth Guadalupe afirmou que, apesar de saber que a paciência tem limites, não lhe restava alternativa senão pedir essa tolerância, garantindo que a gasolina, o gasóleo, o 'jet fuel' e o petróleo seriam entregues até a semana seguinte, durante um evento realizado na capital são-tomense.
Diferentemente do que foi previsto na semana anterior, quando se esperava a chegada de gasolina e petróleo naquela mesma semana, o ministro da Economia e Finanças admitiu que, no melhor cenário possível, esses produtos só devem chegar até a próxima quarta-feira.
Contudo, Guadalupe assegurou que as importações em andamento, somadas a uma nova importação prevista para este mês, garantirão que o país esteja bem suprido até o próximo ano, sem contratempos, inclusive durante o período festivo de dezembro, quando o consumo tende a crescer.
Apesar de reconhecer os desafios financeiros inerentes à importação de combustível e às demais obrigações estatais, Gareth Guadalupe garantiu que o Governo manterá o subsídio sobre o preço dos combustíveis. Ele explicou que, embora o preço deveria ser aumentado em circunstâncias normais, o Estado absorverá toda a diferença que seria decorrente desse reajuste, servindo isso como uma forma de compensação à população.
O ministro também informou que o Governo está monitorizando a especulação de preços da gasolina e do petróleo desde a interrupção ocorrida na semana passada, notando casos de indivíduos vendendo esses produtos a três vezes o valor original. Guadalupe detalhou que sua equipe, em conjunto com a Polícia Nacional, está atuando contra esses vendedores ambulantes, instruindo seus serviços a identificar a bomba ou contentor responsável e a encerrar imediatamente tais estabelecimentos.
Essa falta de combustível provocou um crescente descontentamento em diversos setores, impactando diretamente o custo do transporte, a ausência de pessoal em várias áreas e o funcionamento do setor privado. Na terça-feira passada, o ministro justificou a escassez pela insuficiência de recursos financeiros para novas aquisições diante do aumento dos valores no mercado internacional.
Guadalupe esclareceu que, embora tentem iniciar as importações com antecedência suficiente, a falta de um montante adequado impede o fornecimento de combustível.
