Just Dance: Decades of Hits foca na nostalgia e inova com o Modo Aventura, mantendo recursos conhecidos da franquia
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Just Dance: Decades of Hits foca na nostalgia e inova com o Modo Aventura, mantendo recursos conhecidos da franquia

Just Dance, título da Ubisoft, é a série de jogos de música mais vendida da história, ultrapassando 90 milhões de cópias vendidas e contando com mais de 30 títulos até seu aniversário de 15 anos em novembro de 2024. A mecânica básica do jogo consiste em replicar os passos dos dançarinos exibidos na tela, cujos movimentos são guiados por coaches, e a pontuação é determinada pela precisão do acompanhamento.

A trajetória da franquia teve início em 17 de novembro de 2009, no Wii, tendo sua concepção originada de um minigame do Raving Rabbids TV Party (2008), onde o jogador imitava os passos dos Rabbids. Desde então, a série evoluiu através de plataformas como Xbox 360 e PS3, chegando ao PS5 e Xbox Series X|S. Ao longo dos anos, foram adicionadas funcionalidades como o Just Dance Now (2014), que permitiu usar o celular como controle; o Just Dance Unlimited (2016), que introduziu o catálogo por streaming; o Just Dance+ (2023), que se tornou um serviço de assinatura com catálogo crescente; e o Just Dance VR: Welcome to Dancity (2024), que levou a franquia à realidade virtual. Modos como Challenge e Workout também fazem parte da série há bastante tempo.

Sobre o antecessor

O jogo anterior, Just Dance 2026 Edition, lançado em 14 de outubro de 2025, introduziu dois modos novos: o Co-op Party Mode e o Camera Controller Mode. Por essa razão, este review distingue o que é genuinamente novo em Decades of Hits daquilo que já era um padrão estabelecido na franquia.

Decades of Hits será lançado em 13 de outubro de 2026 para Nintendo Switch, PlayStation 5 e Xbox Series X|S. Uma versão específica para Nintendo Switch 2 chegará em 10 de novembro de 2026, oferecida como um upgrade gratuito para quem já possui a versão de Switch. O autor do review jogou a versão de Switch rodando no console Switch 2, e suas observações aplicam-se a essa configuração.

A proposta central do jogo é clara e bem estruturada: 35 faixas musicais abrangendo seis décadas, desde os anos 70 até os anos 2020, além de um inédito Modo Aventura. Neste modo, Lyra, filha do Dr. Gigavolt, embarca em uma viagem no tempo para resgatar seu pai. De acordo com a Ubisoft, esta é a primeira edição da franquia totalmente construída em torno de um tema unificado. Jogadores que possuem Just Dance 2023, 2024, 2025 ou 2026 também terão acesso às músicas dessas edições na mesma biblioteca, incluindo pacotes de músicas comprados e assinaturas ativas do Just Dance+.

O jogo também incorpora o sistema de múltiplos Dancer Cards, permitindo que cada membro da casa mantenha seu perfil individual, suportando até seis jogadores no modo local.

Dois pontos de destaque são a faixa Wannabe, das Spice Girls, que marca a primeira rotina com cinco coaches na história do Just Dance, e as músicas Crocodile Rock e Celebration, que receberam universos próprios criados com estúdios externos (a avó 3D desenvolvida com Neels Studio e a Lizzy em stop-motion com Inspira Studio).

O Modo Aventura

O Modo Aventura é a única alteração na jogabilidade que verdadeiramente define Decades of Hits, e ele é exclusivo para quem adquire o jogo, não estando disponível por meio da assinatura do Just Dance+. A premissa narrativa exige que Lyra salve seu pai, Dr. Gigavolt, viajando no tempo para corrigir as diferentes épocas sequencialmente. Inicialmente, apenas os anos 70 estão acessíveis, e as décadas subsequentes são desbloqueadas conforme o progresso do jogador.

O jogador seleciona um acompanhante para cada década e navega no tempo coletando fragmentos temporais. Esses fragmentos são obtidos ao completar as músicas com a porcentagem mínima necessária, que estão dispersas pelos cenários. Subir de nível libera novas músicas e atividades. Não é necessário completar todas as faixas para avançar de era; cada década possui uma música de chefe, e finalizá-la destrava a próxima. Por exemplo, nos anos 80, a música de chefe é Uptown Girl, de Billy Joel. Após concluir a última década, o modo é considerado finalizado, mas o jogador pode continuar explorando os mundos e completando atividades.

Os quizzes fornecem fragmentos adicionais e apresentam duas modalidades: cartas que devem ser encaixadas na década correta e perguntas de múltipla escolha de resposta rápida. Quando dois jogadores participam, ambos precisam atingir um mínimo de pontuação para que a vitória seja válida.

Anos 70

O início da jornada foi com Mamma Mia, do ABBA, embora o autor tenha achado os passos pouco alinhados com as danças daquela década. Crocodile Rock, de Elton John, mostrou-se mais coerente com a época. O acompanhante escolhido para esta fase foi a Sra. Rudolfson.

Anos 80

Nesta década, o acompanhante selecionado foi Ricky Rizzo, apresentando um estilo pop clássico e vibrante. A década se inicia com Into the Groove, de Madonna, e as músicas são liberadas gradualmente conforme o nível aumenta. Embora os passos tenham representado bem a época, o autor não testou todas as faixas, dada a riqueza musical dos anos 80.

Anos 90

A treinadora designada foi Lively Star, e dependendo do nível alcançado, a década começa com Just A Girl, do No Doubt. Entre as faixas estão Wannabe, das Spice Girls, e Around the World, do Draft Punk, entre outras. Nesta fase, as músicas já atingem um nível de dificuldade médio.

Problemas encontrados

Durante o teste solo, o autor adicionou acidentalmente um segundo usuário. Ao iniciar a música, o segundo jogador não entrou, causando travamento no jogo. Após reiniciar, não foi possível remover o segundo jogador, o que impactou negativamente a pontuação. Nos anos 90, devido a esse problema, não foi possível prosseguir e seria necessário recomeçar a campanha. Posteriormente, ocorreu um erro de conexão na fase 3 dos anos 90, caracterizado por carregamentos lentos, o que motivou a mudança para outro modo de jogo. É importante notar que o teste foi realizado com a versão de avaliação pré-lançamento, e não se sabe se a atualização do dia 13 corrigirá essas falhas.

Embora o Modo Aventura transmita a atmosfera de viagem no tempo prometida pelo título e confira ao jogo uma estrutura completa de começo, meio e fim, a progressão foi interrompida durante o teste devido a esses bugs.

Recursos já existentes

É preciso ser preciso ao afirmar que o Party Mode, o controle via celular, o modo câmera e o Workout Mode já estavam presentes na Just Dance 2026 Edition. Estes recursos persistem em Decades of Hits e funcionam adequadamente, mas não representam novidades desta edição.

O Party Mode oferece músicas aleatórias baseadas na duração e dificuldade escolhidas pelo jogador. Se for definido um período de 10 minutos, o jogo mantém as cinco fases, mas encurta a música em andamento. Cada fase exige uma porcentagem mínima de acerto, e o jogador tem 15 oportunidades de trocar de música ao longo das cinco fases. Existem três níveis de dificuldade e três durações possíveis (10, 20 e 30 minutos). Durante o jogo, elementos visuais aparecem na tela, como imagens desfocadas para dificultar, e o jogo solicita movimentos específicos, como aplaudir, permanecer parado ou sacudir o controle em momentos determinados, o que auxilia na pontuação.

O aplicativo, disponível para Android e iOS, converte o celular em controle, permitindo mover setas nos menus e substituir o Joy-Con durante a dança, inclusive no jogo. Isso é uma solução excelente para grupos de até seis pessoas que não possuem Joy-Con suficiente. Contudo, no Party Mode, o uso do aplicativo é obrigatório e não é compatível com o modo de captura. Um ponto de atenção é a ausência de um cordão de segurança no celular. A usabilidade pode ser complicada dependendo do tamanho do dispositivo e da mão do usuário. O autor, com um aparelho pequeno, achou a jogabilidade confortável.

Ao colocar o celular na horizontal, ele realiza o escaneamento corporal, e a câmera registra o movimento. A câmera não é visível durante o jogo, pois o jogador continua assistindo ao jogo na televisão. A captação foi considerada boa, mas focou mais nos dois braços; os movimentos das pernas só são contabilizados em ações muito específicas solicitadas pelo jogo. Ao comparar a mesma música no modo câmera e no Joy-Con, a câmera demonstrou maior facilidade em interpretar os movimentos do que a sensibilidade do Joy-Con. Os requisitos técnicos incluem iOS 14.4 ou superior, ou Android 9 ou superior, conexão Wi-Fi na mesma rede do console, iluminação ambiente e um suporte para o celular, como um livro ou caixa. A altura ideal do celular deve estar entre 0,5 e 0,75 m do chão, e a distância do jogador deve ser de 1,4 a 2 m.

Em testes com um iPhone 12, sem modo de economia, 30 minutos de jogo consumiram 15% da bateria, o que garante uma boa margem de jogo. No modo câmera, é possível jogar deixando o aparelho carregando. Embora não haja novidades em relação aos títulos anteriores, vale ressaltar que as estrelas de avaliação continuam aparecendo, diferentemente de sistemas usados em edições passadas.

Foram registrados diversos problemas de conexão, e o autor não sabe se isso se deve à versão beta ou se haverá correção no lançamento. É possível baixar 40 músicas para jogar offline, o que, dependendo do estilo do jogador, é mais do que suficiente, visto que o autor costuma dançar cerca de 15 a 16 músicas em uma hora.

Coreografias por década

Algumas coreografias são muito fiéis e divertidas, e essa aderência temática enriquece a experiência. Embora edições anteriores também tivessem esse aspecto, em Decades of Hits ele ganha um valor especial devido ao foco nas décadas.

Conteúdo de outras edições

Sem possuir nenhuma edição anterior, o jogo permite jogar duas faixas do Just Dance 2026, e se o jogador tiver outras versões, estas músicas são liberadas. A Ubisoft confirmou que o acesso está garantido para quem possui as edições de 2023 a 2026.

Sistema de conquistas

Existe um modo de conquistas com diversos objetivos, alguns dos quais exigem a posse de jogos que não estão incluídos nesta versão. Na prática, para obter o status de platina, é necessário possuir as edições anteriores, o que pode ser um obstáculo para colecionadores.

Quanto aos cosméticos, há o Pacote Cosmético Digital Anos 2000, destinado à personalização do Dancer Card, dos efeitos de pontuação e outros itens inspirados no início marcante dos anos 2000.

Avaliação de custo-benefício

O valor do jogo é subjetivo, mas ele faz mais sentido para aqueles que estão começando a conhecer a franquia. Do ponto de vista do autor, o investimento se justifica pelas inúmeras horas de jogo, pois é um título projetado para ser repetido indefinidamente.

Em resumo, Just Dance: Decades of Hits não inova na jogabilidade; exceto pelo Modo Aventura, os demais recursos, como Party Mode, o controle e a câmera via celular e o Workout Mode, são padrões da franquia. A grande diferença reside no conceito: seis décadas e 35 músicas populares que agradam a todos, juntamente com coreografias que, quando condizem com a época, reforçam o tema.

O Modo Aventura é a característica que confere identidade ao jogo e funciona melhor quando jogado no próprio ritmo, mas no teste do autor, ele foi comprometido por um segundo perfil acionado inadvertidamente e por falhas de conexão. Como o teste foi feito com uma versão pré-lançamento de Switch rodando no Switch 2, recomenda-se reavaliar esses aspectos após a atualização oficial de lançamento.

O jogo é recomendado para novos fãs da franquia e para quem joga em família ou em grupo, devido ao bom custo-benefício em termos de tempo de jogo. Aqueles que já possuem as edições mais recentes, buscam músicas mais desafiadoras ou desejam platinar sem adquirir outros títulos, devem analisar com mais cautela.

O lançamento está previsto para 13 de outubro de 2026 nas plataformas Nintendo Switch, PlayStation 5 e Xbox Series X|S, com a Edição Nintendo Switch 2 chegando em 10 de novembro de 2026.

O conteúdo inclui 35 músicas de seis décadas, cobrindo os anos 70 aos 2020, com artistas como ABBA, Madonna, Spice Girls, Britney Spears, Chappell Roan e Bad Bunny.

O Modo Aventura é um recurso inédito onde Lyra, filha do Dr. Gigavolt, viaja no tempo para resgatar seu pai. O jogador explora mundos temáticos de cada década, participa de quizzes e desbloqueia novas eras ao finalizar a música de chefe de cada período. Este modo é exclusivo para quem compra o jogo.

Sim, o aplicativo gratuito Just Dance Controller, disponível para Android e iOS, substitui o Joy-Con e viabiliza o modo câmera, onde a câmera do celular captura os movimentos corporais. Tais funcionalidades já existiam na Just Dance 2026 Edition.

Para jogar, é necessário o aplicativo. Quem possui as edições de 2023 a 2026 pode acessar as músicas dessas versões na mesma biblioteca, mas algumas conquistas podem exigir jogos não inclusos nesta edição.

O modo local suporta até seis participantes, utilizando Joy-Con ou celulares como controles.

Na avaliação geral, o jogo é positivo, especialmente considerando as horas de jogo oferecidas e o repertório de sucessos conhecidos. Usuários com edições recentes devem ponderar o que é verdadeiramente novo, que se resume principalmente ao Modo Aventura.

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O Nintendo 64, considerado um dos consoles mais relevantes na trajetória dos games, completou três décadas no Brasil na última terça-feira, dia 29 de setembro. Este videogame ocupa um lugar especial no coração de muitos brasileiros, sendo palco de memórias ligadas a clássicos como The Legend of Zelda: Ocarina of Time, Mario Kart 64 e GoldenEye 007.

Hábitos nostálgicos, como soprar a fita ou reunir amigos para jogar em tela dividida, estão intrinsecamente ligados a este console. Além disso, o Nintendo 64 se notabilizou pelo seu design marcante dos anos 90, incluindo uma edição transparente que expunha seu circuito interno, similar aos iMacs da época.

Se o leitor se identifica como gamer atual, é provável que o Nintendo 64 tenha contribuído para essa identidade. O console foi lançado inicialmente no Japão em 23 de junho de 1996 e chegou ao Brasil em 29 de setembro do mesmo ano.

Em 1996, o Nintendo 64 representava uma fusão entre avanços tecnológicos e elementos tradicionais, tudo envolto em um design singular. Seu hardware foi concebido para ambientes tridimensionais, incorporando recursos como correção de perspectiva, anti-aliasing (para mitigar o efeito serrilhado) e mapeamento de textura.

Um diferencial crucial era a inclusão do controle analógico na caixa, permitindo movimentos graduais e em 360 graus. Embora o comando pudesse parecer complexo inicialmente comparado aos joysticks da época, o visual imersivo alcançado ao girar 360 graus no Mario 64 impressionava os usuários.

Contudo, a Nintendo optou pela manutenção dos cartuchos, uma escolha incomum quando concorrentes como PlayStation e Sega Saturn já adotavam o CD-ROM. A mídia física da Big N possibilitava o carregamento quase imediato dos jogos e permitia gravação de dados no Game Pak, embora oferecesse menor capacidade de armazenamento e aumentasse os custos de produção.

Após o sucesso do NES (conhecido como Nintendinho) e do Super Nintendo, o N64 entrou em um mercado já estabelecido com o PlayStation 1 e o Sega Saturn, ambos com jogos em CD e gráficos 3D. No entanto, o desempenho inicial não foi o esperado: no Japão, o console ficou atrás de seus dois rivais, registrando a venda de 5,5 milhões de unidades.

De acordo com o site Den of Geek, a falta de jogos de RPG foi citada como um dos fatores que contribuíram para o que foi classificado como um «fracasso». Apesar disso, o N64 obteve bom desempenho em outros mercados, especialmente nos Estados Unidos, acumulando mais de 33 milhões de unidades vendidas até seu descontinuação em 2002.

O console da Nintendo possuía um dos controles mais peculiares da história dos games: um biossensor integrado ao Tetris 64. Este acessório exigia que o usuário o conectasse à orelha para monitorar seus batimentos cardíacos. Ao estar conectado, o jogador precisava manter a tranquilidade para formar as peças de maneira ideal; se o sensor detectasse respiração acelerada, as peças apresentavam configurações que dificultavam o encaixe. Embora alguns aleguem que o sensor também controlava a velocidade das peças, essa funcionalidade não constava no manual.

Uma versão particularmente rara do Nintendo 64 é o Hyundai Comboy 64. Este modelo surgiu de uma colaboração estratégica entre Nintendo e a montadora Hyundai para facilitar a introdução do console na Coreia do Sul, após a proibição de importação do N64 no país. O projeto teve curta duração, pois as vendas foram autorizadas logo após o início da fabricação do Comboy. O site Consolevariations atribui a esta versão uma nota de raridade de 79/100.

O aspecto social também era relevante, visto que o Nintendo 64 dispunha de quatro portas para controles. Naquela época, antes da ascensão do streaming, algumas videolocadoras começaram a alugar o videogame. Jovens se reuniam nas tardes de fim de semana, alugavam horas de jogo e compartilhavam o console, gerando novas amizades (e alguns conflitos).

Jogos como Pokémon Stadium, projetado para multijogador, permitiam inúmeras combinações para que os quatro participantes — ou melhor, treinadores Pokémon — competissem na tela. Outro exemplo é o título de 007, que apresentava a narrativa linear do famoso agente secreto com missões a cumprir. Contudo, o principal atrativo residia no modo multijogador, onde a tela era dividida em quadrantes para enfrentar rivais em mapas 3D (embora estes fossem considerados pouco elaborados). A qualidade da imagem na televisão poderia ser tão confusa que afetaria a visão de pais que assistiam aos filhos.

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Naquele período, a tecnologia era vista como revolucionária, e o N64 era internamente apelidado de «Project Reality», devido à sua capacidade de gerar gráficos «próximos» da realidade.

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