A Character Technologies, empresa por trás da plataforma de chatbots Character.AI, protocolou um pedido de falência nos Estados Unidos. Paralelamente, a companhia aceitou uma oferta da Disney no valor de US$ 20 milhões (equivalente a cerca de R$ 99,7 milhões) pelos seus ativos.
Este processo de venda está sujeito à supervisão judicial e pode atrair outros potenciais compradores. Apesar disso, a empresa planeja manter a plataforma funcionando com o mínimo de interrupções possíveis.
Conhecida por sua popularidade entre usuários de inteligência artificial, a Character.AI se diferencia por converter conversas virtuais em experiências imersivas. Na plataforma, os usuários têm a capacidade de interagir com personagens digitais criados por eles mesmos ou compartilhados pela comunidade. As funcionalidades incluem desde conversas com personalidades históricas até simulações de papéis e assistência na elaboração de narrativas, proporcionando um ambiente multifacetado para entretenimento e exploração temática.
Embora o destino da plataforma esteja envolto em incertezas legais e nas tratativas com a Disney, é relevante relembrar o que impulsionou a popularidade do serviço entre os entusiastas de tecnologia.
A negociação está sendo conduzida através do Capítulo 11, um procedimento previsto na legislação americana que possibilita a reestruturação de corporações sob vigilância judicial. A Disney foi designada como 'stalking horse bidder', termo utilizado para indicar o comprador cuja proposta estabelece a referência inicial para um eventual leilão.
Isso implica que outros interessados podem apresentar propostas mais vantajosas, caso o sistema judicial aprove as diretrizes propostas para a disputa. A Character Technologies estima finalizar todo o processo entre o final de novembro e o começo de dezembro de 2026.
Documentos submetidos ao tribunal indicam que o montante dos ativos e passivos da empresa varia entre US$ 50 milhões e US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 249,5 milhões a R$ 499 milhões). É importante notar que esta faixa reflete as projeções financeiras declaradas pela própria companhia, e não o valor da oferta apresentada pela Disney.
A empresa assegura que continuará operando durante o período de negociações. Colin Adams, CEO da Character.AI, justificou a opção pelo processo de venda monitorado pelo tribunal, afirmando: “Após uma análise abrangente das alternativas disponíveis, o conselho concluiu que esse processo de venda supervisionado pelo tribunal oferece à empresa a melhor oportunidade de maximizar o valor para todas as partes interessadas”.
O futuro do serviço dependerá diretamente do desfecho desta negociação. Ainda há pontos cruciais a serem definidos, como o fato de que a proposta da Disney não constitui uma aquisição final enquanto o processo estiver em andamento, mantendo a Character.AI sujeita aos desdobramentos da venda.
