A decisão sobre qual console retrô adquirir deve levar em conta as preferências individuais de design e o método de utilização. É também relevante considerar chips mais rápidos para garantir uma experiência de jogo mais suave. Existem modelos com design semelhante ao PS Vita, como o Trimui Smart Pro, e portáteis verticais, como o R36S, que lembram o Game Boy. Adicionalmente, há consoles de mesa que necessitam de telas e controles externos.
Para auxiliar na escolha, o Tecnoblog compilou uma lista de cinco opções de consoles retrô que têm agradado o público nostálgico. Recomenda-se verificar as especificações de cada um antes de começar a jogar.
Trimui Smart Pro
Este console portátil é capaz de executar jogos desde o Atari até títulos do PlayStation 1. Seu visual é bastante parecido com o do PS Vita, incluindo D-pad, analógicos e gatilhos laterais. Ele pesa aproximadamente 230 gramas.
O aparelho dispõe de uma tela IPS de 4,96 polegadas com resolução HD (1280 x 720 pixels). O desempenho é gerenciado pelo processador Allwinner A133P (1,8 GHz) combinado com 1 GB de RAM LPDDR4X. A bateria de 5.000 mAh oferece uma autonomia estimada de 5 a 8 horas de jogo. O console já acompanha um cartão microSD de 128 GB pré-carregado com emuladores e diversos jogos.
Anbernic RG40XX H
O Anbernic RG40XX H também é um console retrô com um design horizontal inspirado no PS Vita, apresentando D-Pad e gatilhos laterais, pesando 208 g. Um ponto forte deste modelo são os analógicos equipados com anéis de LED, que exibem 16 milhões de cores RGB e seis efeitos diferentes.
Possuindo uma tela IPS de 4 polegadas com resolução de 640 x 480 pixels, ele permite a conexão com televisores ou monitores para jogar em alta definição. Suas especificações incluem um chip ARM Cortex-A53 (1,5 GHz), 1 GB de RAM e 64 GB de armazenamento, já vindo com emuladores e 5.528 jogos instalados. A bateria de polímero de lítio tem capacidade de 3.200 mAh e garante até 6 horas de uso. O sistema operacional é Linux, e ele suporta Wi-Fi 5 e Bluetooth 4.2.
Anbernic RG35XX Pro
O Anbernic RG35XX Pro evoca a estética do Game Boy, embora inclua botões adicionais. Além do D-Pad e dos quatro botões de ação convencionais, este dispositivo possui dois joysticks e quatro gatilhos localizados na parte traseira.
Ele compartilha o chip ARM Cortex-A53, a capacidade de armazenamento de 64 GB e 1 GB de RAM com o Anbernic RG40XX H. O console conta com uma tela IPS de 3,5 polegadas e resolução SD (640 x 480 pixels). A bateria de 3.200 mAh pode durar até 7 horas de jogo, e é possível conectar o console a TVs ou transmitir sessões de jogo de outros aparelhos para ele.
R36S
O R36S é um dos portáteis retrô mais procurados devido ao excelente custo-benefício. Seu design é muito semelhante ao do Anbernic RG35XX Pro, apresentando dois analógicos na base e quatro gatilhos na traseira.
Este console utiliza o chip RK3326 (1,5 GHz) e 1 GB de RAM, demonstrando bom desempenho em jogos 2D. Ele possui 64 GB de armazenamento e uma tela IPS de 3,5 polegadas com resolução SD. Diferente do Anbernic RG35XX Pro, o R36S não suporta transmissão de jogos para TVs ou monitores externos, mas vem com mais de 15 mil jogos pré-instalados e uma bateria que promete até 6 horas de duração.
O Mini Console Retro da Super 3D Games é um portátil sem tela integrada. Seu design lembra o Super Nintendo Entertainment System (SNES) e é compatível com jogos de até 64 bits. As especificações incluem um processador quad-core de 1,2 GHz e 1 GB de RAM. Ele possui uma saída HDMI para conexão com monitores ou TVs e quatro portas USB para controles. Este console vem com 150 mil jogos, abrangendo desde o Atari até o PlayStation 1, e inclui dois controles para jogar com um parceiro.
Ao escolher o melhor console retrô, é fundamental ponderar o design e as opções de conectividade, visto que a maioria dos modelos executa o mesmo catálogo de jogos e plataformas. Deve-se analisar fatores como:
- O R36S oferece o melhor custo-benefício da lista; ele não possui saída de vídeo nem conexões Bluetooth ou Wi-Fi, mas é compatível com vários emuladores e proporciona uma boa experiência por um preço mais baixo.
- Se a intenção for jogar em um local fixo, como sala de estar ou escritório, um console de mesa é recomendado para aproveitar uma tela maior.
- Para quem prioriza a mobilidade, um console retrô portátil é a melhor opção, pois estes dispositivos possuem telas internas e dispensam controles externos, sendo mais práticos para transporte.
É verdade que um videogame portátil pode ser significativamente mais barato que consoles modernos. Contudo, a escolha ideal depende do perfil do usuário: portáteis de emulação são ideais para quem busca jogar sem complicações e ótimo custo-benefício. Para quem valoriza a nostalgia máxima e o colecionismo, o hardware original permanece insuperável, embora exija um maior investimento.
Sim, é possível adicionar novos jogos compatíveis ao console retrô através da gestão de arquivos no cartão microSD ou na memória interna do aparelho. No entanto, a organização de pastas e diretórios varia conforme o sistema operacional instalado, sendo aconselhável consultar o vendedor em caso de dúvidas.
Emuladores de videogame são softwares projetados para replicar o funcionamento de sistemas de consoles específicos. Eles utilizam códigos para reinterpretar o ecossistema, mesmo que o console retrô não possua as mesmas peças físicas do dispositivo emulado. Por sua vez, ROMs são os arquivos que guardam os dados de um jogo. O termo "ROM" deriva de "Random Only Memory" (memória somente de leitura), que era o componente físico nos cartuchos de videogame usado para armazenar os dados do título. Em termos simples, o emulador atua como um simulador de console, enquanto a ROM funciona como uma mídia digital de videogame.
A compatibilidade com TVs depende do modelo. Consoles como o Anbernic RG35XX Pro e o RG40XX H podem se conectar a televisores. Já modelos como o Trimui Smart Pro e o R36S não possuem saída de vídeo externa e operam exclusivamente na tela integrada. Portanto, é crucial verificar a existência de saída de vídeo antes de finalizar a compra.


