O Ministro da Economia e Finanças, Gareth Guadalupe, explicou que a interrupção no fornecimento de combustíveis, que começou na quinta-feira, deve-se à dificuldade em obter fundos suficientes para realizar as importações necessárias.
Em conferência de imprensa, o ministro justificou a situação, afirmando que, neste momento, o valor necessário para a importação foi finalmente obtido e previu que a gasolina possa chegar ao país dentro de uma semana.
Guadalupe ressaltou que o Governo tem subsidiado os preços desde o início da crise no mercado internacional para evitar que o custo aumente para a população, contudo, alertou que essa medida não pode ser sustentada indefinidamente.
Ele declarou que, se os preços internacionais permanecerem altos, será inevitável transferir parte desse aumento de custos para os cidadãos em algum momento.
O ministro das Finanças manifestou esperança em um projeto de usina fotovoltaica, cuja conclusão está prevista para o final do ano, com capacidade para gerar aproximadamente 11 megawatts de energia. Essa iniciativa visa diminuir tanto a quantidade quanto o custo do combustível importado.
Adicionalmente, o governante admitiu que o executivo tem enfrentado problemas financeiros relacionados ao pagamento de salários de outros compromissos. Ele esclareceu à população que os atrasos não são por falta de vontade do Estado, mas sim por insuficiência de recursos.
Guadalupe detalhou que associar a compra de maiores volumes de combustíveis ao pagamento de subsídios de férias, juntamente com um ajuste salarial para toda a administração pública, gera grandes encargos para o Estado. A situação é agravada pela necessidade de financiar compromissos inadiáveis, como as eleições legislativas autárquicas e regionais.
São Tomé e Príncipe realizou eleições em 27 de setembro, e o Tribunal Constitucional (TC) confirmou recentemente a vitória do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), a oposição, que obteve 24 dos 55 deputados eleitos.
