A União Europeia (UE) destinou 157 milhões de euros à Moldávia, como parte do 10.º Conselho de Associação entre a UE e o país.
A rede elétrica de 190 quilómetros, denominada Trump Liberty Line, irá conectar as localidades de Straseni, na Moldávia, e Gutinas, na Romênia. Deste total, 70 quilómetros atravessam o território moldavo.
Este projeto recebeu um investimento de 130 milhões de dólares (equivalente a 115,5 milhões de euros) de Washington. Segundo o comunicado, esta iniciativa representa um avanço significativo para a autonomia e segurança energética da antiga república soviética.
Os trabalhos de instalação da rede, que serão executados por companhias norte-americanas, foram iniciados na semana anterior, após o acordo firmado entre as empresas Moldelectrica e Black&Veatch.
Esta será a terceira linha elétrica a interligar os dois países, que possuem fortes laços culturais, linguísticos e étnicos, o que motivou parte da população moldava a adquirir a cidadania romena.
Atualmente, a Moldávia enfrenta um déficit de eletricidade, dependendo de importações da Romênia e da Ucrânia, este último país que tem apoiado a Ucrânia desde o início do conflito com a Rússia.
Embora a Moldávia tenha cessado a importação de gás russo, ela ainda depende da Romênia para mais de 50% das suas necessidades elétricas, uma percentagem que deverá diminuir com a implementação desta nova infraestrutura.
Em resposta à situação, o Parlamento local declarou estado de emergência energética em 26 de setembro, com validade de 60 dias.
Adicionalmente, outro corredor de transporte de eletricidade, que ligará o Azerbaijão à região autónoma de Naquichevão, cuja capital homónima fica a 450 quilómetros a oeste de Baku, passando pelo sul da Arménia, também será batizado em homenagem a Donald Trump. Esta decisão segue-se ao pré-acordo de paz assinado por arménios e azeris na Casa Branca.
