Lucros dos bancos de Macau aumentam 5% até agosto, impulsionados pela margem de juros
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Lucros dos bancos de Macau aumentam 5% até agosto, impulsionados pela margem de juros

Os resultados financeiros dos bancos de Macau apresentaram um crescimento de 5% até agosto, sendo o principal fator para essa elevação o aumento de 33% na margem de juros, que atingiu 13,9 mil milhões de patacas (equivalente a 1,54 mil milhões de euros).

Este aumento ocorreu apesar de o regulador financeiro de Macau ter autorizado três reduções na taxa de juro de referência durante 2025, sendo a última delas implementada em 11 de dezembro, seguindo a política da Reserva Federal norte-americana.

Em setembro, a Autoridade Monetária de Macau (AMCM) deu aprovação à primeira subida da taxa de redesconto desde 2023, valor cobrado aos bancos por injecções de capital de curto prazo, com vigência imediata.

Os empréstimos, que constituem a principal fonte de receita do setor bancário global, registraram um crescimento de 2,4% em comparação com agosto de 2025, totalizando 1,04 biliões de patacas (114,8 mil milhões de euros).

Por outro lado, os depósitos depositados nos bancos de Macau cresceram ainda mais, alcançando 9%, totalizando 1,5 biliões de patacas (165,6 mil milhões de euros) no final de agosto passado, conforme informou a AMCM.

Os lucros do setor bancário da região chinesa subiram, mesmo diante de um agravamento de 25,6% nos custos operacionais, que chegaram a 13,8 mil milhões de patacas (1,53 mil milhões de euros).

De acordo com a AMCM, o maior incremento foi observado nas dotações para provisões, destinadas a cobrir possíveis perdas, que aumentaram 62,9%, chegando a 5,73 mil milhões de patacas (633,9 milhões de euros).

Isso aconteceu enquanto o crédito malparado no sistema bancário de Macau diminuiu pelo quarto mês consecutivo, caindo para 45,7 mil milhões de patacas (5,05 mil milhões de euros), distanciando-se significativamente do pico de 57,8 mil milhões de patacas (6,39 mil milhões de euros) registrado em junho de 2025.

Os empréstimos vencidos representavam 4,4% dos empréstimos concedidos pelos bancos de Macau, o que representa uma redução de um ponto percentual em relação a agosto de 2025. Contudo, esta percentagem ascende para 4,6% no que diz respeito ao crédito direcionado a entidades ou indivíduos fora da região chinesa.

A proporção de crédito bancário vencido em Macau está consideravelmente abaixo do recorde de 25,3%, atingido em meados de 2001, durante a crise econômica mundial desencadeada pelo estouro da bolha especulativa de empresas ligadas à internet.

No ano de 2025, os bancos de Macau geraram um lucro de 7,34 mil milhões de patacas (812 milhões de euros), um valor quase o dobro do registrado no ano anterior, representando um aumento de 92,7%. O ano considerado mais lucrativo para o setor bancário da região administrativa especial chinesa foi 2020, quando os lucros se aproximaram dos 17 mil milhões de patacas (1,88 mil milhões de euros).

Macau possui dois bancos emitentes de moeda: a filial local do banco estatal chinês Banco da China e o Banco Nacional Ultramarino (BNU), que faz parte do Grupo Caixa Geral de Depósitos.

O BNU divulgou, em 12 de agosto, lucros líquidos de 225,3 milhões de patacas (24,9 milhões de euros) referentes à primeira metade de 2026, o que configura uma queda de 1,3% em comparação com o mesmo período do ano precedente.

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