Registrado primeiro caso de Ebola no Quênia, um cidadão vindo da RDCongo faleceu
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Registrado primeiro caso de Ebola no Quênia, um cidadão vindo da RDCongo faleceu

O Ministro da Saúde do Quênia, Aden Duale, confirmou que um cidadão queniano, que chegou ao país no sábado procedente da RDCongo, foi isolado e recebeu tratamento em um hospital localizado na capital, Nairobi.

Este indivíduo, que residia na RDCongo, testou positivo para o vírus Ebola após manifestar sintomas relacionados à febre hemorrágica. Em resposta, as autoridades sanitárias elevaram o nível de alerta nacional e iniciaram o monitoramento constante para detectar possíveis novas ocorrências.

Duale informou ainda que foram identificados 28 contatos, incluindo familiares e profissionais de saúde que prestaram assistência ao paciente. Além disso, estão sendo localizados outros 23 passageiros que viajaram no mesmo voo originário do Uganda. Os contatos permanecerão sob isolamento por um período de 21 dias, sendo liberados somente após apresentarem resultados negativos para o vírus, conforme declarou o diretor do ministério queniano, Patrick Amoth.

De acordo com os protocolos de segurança pública recomendados, o falecimento do doente será sepultado dentro de 24 horas.

A RDCongo enfrenta atualmente sua décima sétima epidemia de Ebola, que rapidamente se estabeleceu como a mais letal em seu território na África Central. Os dados mais recentes das autoridades congolesas indicam que foram registrados 8.300 casos, resultando em mais de quatro mil óbitos.

O Quênia é o quarto país a registrar um caso desta epidemia em curso, que teve início no leste da RDCongo em meados de maio. Enquanto isso, o Uganda contabilizou 20 casos e a França registrou um caso.

Antes da notificação do caso queniano, não havia registros ativos de Ebola fora da RDCongo desde que o Uganda anunciou o fim da epidemia em seu país no final de agosto.

Na segunda-feira, a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) emitiu um alerta sobre uma «epidemia preocupante» de casos de Ebola no Kivu do Norte, uma região situada a leste da RDCongo e na fronteira com o Uganda. Segundo a MSF, cerca de 40% dos novos casos estão ocorrendo nesta área.

A MSF ressaltou que a epidemia de Ebola não está diminuindo, mas sim se «deslocando». A Organização Mundial de Saúde alertou para o risco de o surto se tornar o mais mortal, visto que ele continua a superar os esforços de rastreio e contenção.

O surto é causado pelo vírus Bundibugyo, para o qual não há vacina ou tratamento aprovados. No entanto, ensaios de vacinas e terapias estão em andamento na província de Ituri, na RDCongo, que serve como epicentro da epidemia.

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