Maestro Roberto Tibiriçá falece aos 72 anos, deixando legado na música erudita e fonográfica
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Maestro Roberto Tibiriçá falece aos 72 anos, deixando legado na música erudita e fonográfica

O maestro Roberto Tibiriçá, figura proeminente nos sons eruditos, faleceu no último sábado, dia 3 de novembro, aos 72 anos. O artista, nascido em 1954, teve seu falecimento registrado em São Paulo (SP), sua cidade natal, após ser diagnosticado com câncer.

A partida de Tibiriçá é sentida por todo o universo da música erudita brasileira, visto que ele era uma referência no gênero. Sua trajetória profissional ultrapassou cinco décadas, iniciando como pianista.

Ao longo de sua carreira, Tibiriçá assumiu a direção de diversas orquestras importantes, incluindo a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), a Orquestra Petrobras Sinfônica, a Sinfônica Heliópolis, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e a Orquestra Sinfônica do Paraná.

Além de sua atuação como maestro e regente titular, Tibiriçá sempre buscou integrar a música erudita com a música popular brasileira. Ele colaborou ocasionalmente com grandes nomes da MPB em apresentações voltadas para um público mais vasto.

Como regente em concertos do projeto Aquarius, por exemplo, o maestro estabeleceu conexões com cantores como Lenine, Adriana Calcanhotto e Luedji Luna, demonstrando apreço pela fusão de estilos musicais.

Sua contribuição fonográfica também foi significativa. Tibiriçá atuou como diretor artístico de gravadoras brasileiras, como a RGE / Fermata e a Copacabana, promovendo e financiando lançamentos de discos de música clássica nessas companhias.

Um exemplo notável é o único álbum gravado no Brasil pela pianista Guiomar Novaes (1895 – 1979), que foi editado em 1974 pela RGE e continha obras de compositores brasileiros como Camargo Guarnieri (1907 – 1993) e Heitor Villa-Lobos (1887 – 1959).

Adicionalmente, enquanto diretor da gravadora Copacabana, Tibiriçá avalizou um dos últimos trabalhos da pianista fluminense Magda Tagliaferro (1893 – 1986), intitulado “Gravado em recital”. Este disco foi lançado em 1979 e registrou uma apresentação ao vivo no Museu de Arte de São Paulo (Masp), localizado na cidade de São Paulo (SP).

Roberto Tibiriçá deixa um legado inestimável ao encerrar sua vida aos 72 anos, estando em pleno período de atividade profissional.

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