Hong Kong planeja projeto-piloto em 2027 para importação de cuidadores de idosos
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Hong Kong planeja projeto-piloto em 2027 para importação de cuidadores de idosos

Hong Kong anunciou que, a partir de 2027, implementará um projeto-piloto focado na importação de cuidadores de idosos. O secretário responsável pelo Trabalho e Assuntos Sociais informou que as autoridades exigirão que esses trabalhadores completem um curso de cuidados a idosos com um mínimo de 150 horas nos seus países de origem.

Chris Sun Yuk-han declarou a necessidade de identificar uma organização profissional em Hong Kong para criar um sistema que assegure a finalização deste curso e a efetiva aquisição das competências necessárias. Sun reconheceu a possível preocupação dos residentes sobre a capacidade dos trabalhadores em desempenhar suas funções durante o projeto-piloto, conforme relatado à emissora local TVB.

Além das tarefas de cuidado, os cuidadores deverão executar outras atividades na residência dos empregadores e terão salários fixados entre 10% e 20% acima dos salários pagos aos trabalhadores domésticos.

Recentemente, o Governo havia anunciado um reajuste de 2,35% no salário mínimo para trabalhadores domésticos, elevando-o para 5.220 dólares de Hong Kong (equivalente a 593 euros) mensais, mantendo o subsídio de alimentação inalterado.

Em resposta a condições de vida, um grupo de trabalhadoras domésticas realizou um protesto em 26 de setembro. A manifestação, organizada pela Asian Migrants Coordinating Body (AMCB) em frente ao Departamento do Trabalho, pedia um aumento de 21% no salário mínimo, alegando que o valor atual era «incrivelmente baixo» diante do custo de vida regional.

A AMCB reivindicava que o salário mínimo subisse de 5.100 para 6.172 dólares de Hong Kong (de 571 para 691 euros). A porta-voz da AMCB, Sringatin, afirmou em comunicado que tal valor é «incrivelmente baixo para um território que se autointitula com orgulho a 'Cidade Mundial da Ásia'».

Dados oficiais indicam que o salário médio no território está atualmente em torno de 21.200 dólares de Hong Kong (2.374 euros). O comunicado da AMCB, citado pelo portal Hong Kong Free Press, ressaltou ainda que o aumento do salário mínimo desde o ano 2000 foi de apenas 39%.

Adicionalmente, a AMCB solicitou um aumento no subsídio de alimentação mensal, passando de 1.236 para 3.123 dólares de Hong Kong (de 138 para 350 euros).

Em termos demográficos, dados oficiais mostram que 1,98 milhão de pessoas, ou 26% da população de Hong Kong, possuem 65 anos ou mais. As autoridades projetam que essa proporção crescerá para 36% da população até 2046, totalizando 2,95 milhões de indivíduos. Em 2025, Hong Kong registrou aproximadamente 31.100 nascimentos, representando uma redução de 15,3%, o nível mais baixo registrado desde 1961, quando começou a ser registrada na antiga colônia britânica.

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