Seguro de vida aumenta sua relevância no planejamento financeiro dos brasileiros, segundo dados de mercado
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Seguro de vida aumenta sua relevância no planejamento financeiro dos brasileiros, segundo dados de mercado

O seguro de vida está expandindo seu papel dentro do planejamento financeiro dos cidadãos brasileiros. Essa expansão tem estimulado um aumento nas apólices que combinam proteção, gestão de patrimônio e segurança a longo prazo.

No âmbito financeiro, o Sicredi registrou um montante de R$ 443,5 milhões em prêmios arrecadados, o que representa um crescimento de 15,1% quando comparado a 2025 e supera 57% em relação a 2023. Durante o primeiro semestre de 2026, a cooperativa financeira contabilizou quase 146 mil novas contratações de seguro de vida individual, marcando um avanço de 6% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Este movimento reflete uma tendência observada no mercado nacional. Dados fornecidos pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) indicam que a arrecadação do setor de seguro de vida cresceu 10,7% nos primeiros quatro meses de 2026, em relação ao período correspondente do ano anterior. Adicionalmente, o aumento da expectativa de vida reforça a importância de se realizar um planejamento financeiro contínuo. De acordo com o IBGE, a expectativa de vida do brasileiro atingiu 76,6 anos em 2024.

As informações da instituição demonstram que a procura por proteção e planejamento ocorre em diversas etapas da vida. No primeiro semestre, 51,5% dos contratantes informaram ter entre 18 e 40 anos, enquanto 36,5% estavam na faixa etária de 41 a 60 anos, e 11,7% tinham mais de 60 anos. Este panorama sugere que o seguro de vida está sendo integrado na estruturação da segurança econômica, nas táticas de conservação de bens e na organização sucessória.

Em resposta à evolução das necessidades de seus associados, o Sicredi, em colaboração com a Icatu Seguros, lançou o Seguro Vida Planejada. Esta solução visa harmonizar a proteção familiar, o planejamento financeiro e a organização patrimonial estendida.

Entre os atributos notáveis deste produto estão a capacidade de personalizar as coberturas, incluindo amparo para até 24 enfermidades graves. Outros diferenciais incluem a ausência de reajuste de preço baseado na faixa etária, o que garante previsibilidade financeira durante todo o contrato. O seguro pode oferecer um capital segurado de até R$ 30 milhões, com opções de vigência temporária ou vitalícia, além de permitir a constituição de uma reserva financeira passível de quitação antecipada ou resgate, dependendo das cláusulas estabelecidas.

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Minerais estratégicos do Amazonas podem impulsionar a tecnologia do Polo Industrial de Manaus

O Amazonas detém uma oportunidade que reside sob o solo, mas que não deve se limitar à mera exportação de minérios. A atual disputa global por terras raras encontra no estado duas condições que, até então, operavam de forma quase isolada: a existência de ocorrências minerais no interior e a presença de uma base industrial estabelecida em Manaus.

A questão central é se é viável conectar o potencial mineral do Amazonas às cadeias produtivas do Polo Industrial de Manaus (PIM). Embora a resposta não seja um simples sim, existem conhecimentos geológicos, interesse internacional e novos mecanismos de financiamento disponíveis. Contudo, ainda são necessários estudos mais aprofundados, projetos economicamente sustentáveis, tecnologia de processamento, infraestrutura adequada e segurança regulatória e ambiental.

As terras raras referem-se a um grupo de 17 elementos químicos essenciais em diversos produtos, como ímãs de alta performance, motores elétricos, celulares, computadores, equipamentos médicos e turbinas eólicas, além de tecnologias de defesa. Apesar do nome, esses elementos não são inerentemente escassos; a dificuldade reside no fato de estarem frequentemente misturados a outros minerais, em concentrações que complicam as fases de separação, purificação e uso industrial.

O Brasil possui a segunda maior reserva

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o país detém a segunda maior reserva mundial de terras raras, estimada em 21 milhões de toneladas, o que representa aproximadamente 23% do total global. Este dado está alinhado com o Mineral Commodity Summaries 2026, divulgado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos, que posiciona o Brasil atrás somente da China.

No entanto, a magnitude geológica contrasta com a baixa participação nacional tanto na produção quanto nas etapas mais avançadas da cadeia produtiva. Ter o recurso no subsolo não garante o domínio da tecnologia necessária para transformá-lo em óxidos, ligas, ímãs, componentes ou produtos finais industriais. Essa lacuna entre a mina e a fábrica constitui o maior desafio e a principal chance para o Amazonas.

Os recursos financeiros estão alterando o panorama, mas não asseguram verbas diretas ao estado. O quinto leilão do Eco Invest Brasil destina até R$ 2,5 bilhões do Tesouro Nacional para instrumentos focados em seis cadeias de inovação, incluindo o beneficiamento de minerais críticos, sistemas de baterias e armazenamento de energia, e a circularidade de resíduos minerais e industriais.

Esta rodada prevê fundos de inovação, uma linha de crédito corporativo e recursos não reembolsáveis para pesquisa aplicada e empreendedorismo tecnológico. O modelo visa captar capital privado e apoiar projetos em diferentes estágios, desde a pesquisa inicial até iniciativas mais maduras comercialmente. É importante notar que não há uma cota específica para o Amazonas; os recursos serão destinados a projetos escolhidos por instituições financeiras e fundos, seguindo critérios técnicos, econômicos e socioambientais.

Adicionalmente, a Lei nº 15.506/2026 foi sancionada em setembro, instituindo a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. Esta legislação visa aumentar a agregação de valor no país, incentivando a pesquisa mineral, a lavra, o beneficiamento, a transformação, a industrialização e a mineração urbana. A lei possibilita que empresas convertam em crédito fiscal até 20% dos custos com beneficiamento, transformação mineral e mineração urbana, com um limite anual de R$ 1 bilhão entre 2030 e 2034, mediante aprovação prévia.

A legislação também autoriza a União a contribuir com até R$ 2 bilhões do Fundo Garantidor da Atividade Mineral, dependendo de atos futuros e da disponibilidade orçamentária. Estes instrumentos são distintos do Eco Invest Brasil, e seus valores não devem ser somados diretamente. Juntos, eles sinalizam uma mudança de foco: a política mineral passa a contemplar não só a extração, mas também a pesquisa, o processamento, a inovação e a produção industrial.

Em setembro, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 77,5 milhões para a Viridis Mineração implementar um centro de pesquisa e processamento de terras raras em Poços de Caldas, Minas Gerais. Este projeto inclui uma planta-piloto para produzir carbonato misto e desenvolver métodos de processamento. O caso de Minas Gerais serve de lição para o Amazonas: o financiamento favorecerá projetos com pesquisa estruturada, empresa responsável, tecnologia, planejamento e perspectiva de viabilidade. Simplesmente apontar a existência de minerais no subsolo não será suficiente para atrair investimentos.

Potencial não é reserva pronta

O Amazonas possui ocorrências significativas de minerais críticos e terras raras. No entanto, não existe um levantamento oficial comparável que permita classificar o estado com segurança como o primeiro ou segundo em potencial nacional. É crucial tratar essa informação com cautela, pois ocorrência, recurso e reserva não são termos sinônimos.

Uma ocorrência apenas indica a presença de um mineral. O recurso é definido por estudos que estimam sua quantidade e características. Para ser classificada como reserva, é imperativo comprovar que seu aproveitamento é tecnicamente e economicamente viável, considerando as condições ambientais e legais.

Entre as regiões mais conhecidas do estado está Pitinga, em Presidente Figueiredo. Este complexo mineral está ligado primariamente à produção de estanho a partir da cassiterita, e também apresenta mineralização de nióbio, tântalo e elementos de terras raras. A cassiterita, o estanho, o nióbio e o tântalo não são terras raras, mas fazem parte da discussão mais ampla sobre minerais estratégicos devido às suas aplicações tecnológicas e industriais. O ítrio, detectado em estudos na região, pertence ao grupo dos 17 elementos de terras raras.

A relevância de Pitinga demonstra que o debate no Amazonas já possui um embasamento geológico consolidado. Além da cassiterita, estudos técnicos apontam minerais associados a nióbio, tântalo e terras raras. Contudo, o aproveitamento desses materiais dependerá de novas investigações, testes tecnológicos e comprovação de viabilidade econômica e ambiental.

Outro ponto geológico importante é o Morro dos Seis Lagos, em São Gabriel da Cachoeira, estudado pelo Serviço Geológico do Brasil por suas concentrações de nióbio e terras raras. Todavia, Seis Lagos não deve ser visto como uma jazida imediatamente explorável, pois a formação está localizada em áreas protegidas, como a Reserva Biológica Morro dos Seis Lagos, o Parque Nacional do Pico da Neblina e a Terra Indígena Balaio. As restrições territoriais e ambientais inviabilizam transformar seu potencial geológico em uma promessa imediata de mineração.

Este cuidado é necessário para evitar a percepção de que o Amazonas possui uma fortuna pronta para ser extraída. O estado acumula ocorrências relevantes e conhecimento geológico, mas a conversão desse potencial exige novos estudos, viabilidade econômica, licenciamento e respeito às populações e territórios impactados.

O valor está depois da mina

A China concentra a maior parte da capacidade mundial de separar, processar terras raras e transformá-las em insumos industriais. É nesta fase que o valor se multiplica. Existe uma cadeia que vai do minério extraído ao motor elétrico, passando pela separação dos elementos, purificação, produção de óxidos, fabricação de ligas, ímãs permanentes e componentes industriais.

O Brasil ainda necessita desenvolver e expandir essas etapas. Para o Amazonas, essa conclusão altera o foco da análise: o objetivo não deve ser apenas debater a abertura de novas minas, mas sim identificar quais segmentos dessa cadeia poderiam ser desenvolvidos no estado com viabilidade econômica, domínio tecnológico e segurança ambiental.

Todo esse processo demanda tempo. Projetos minerais e unidades de processamento podem levar anos de pesquisa, licenciamento, testes tecnológicos, implementação e formação de fornecedores antes de atingirem a escala comercial.

A possível conexão com o PIM

O diferencial do Amazonas pode residir fora da área de extração. O PIM congrega fabricantes de motocicletas, televisores, aparelhos de ar-condicionado, computadores, componentes eletroeletrônicos e outros itens integrados a cadeias globais. Diversos componentes usados por essas indústrias podem conter terras raras, notadamente os ímãs permanentes presentes em motores, sensores e alto-falantes.

Essa ligação transcende as terras raras. O estanho proveniente da cassiterita é amplamente usado em soldas da indústria eletroeletrônica, o tântalo é aplicado em capacitores de equipamentos eletrônicos, e o nióbio é empregado majoritariamente em aços especiais e ligas de alta resistência. Isso aproxima, sob uma ótica tecnológica, certos recursos amazônicos dos setores instalados no PIM.

Entretanto, esses minerais não podem ir diretamente da área de extração para as linhas de produção. Entre a ocorrência geológica e a manufatura do produto final existe uma cadeia extensa e complexa, que pode incluir beneficiamento, separação, refino, fabricação de ligas e produção de componentes. Antes de sugerir qualquer integração, é fundamental mapear quais indústrias do PIM utilizam componentes com terras raras e outros minerais estratégicos, em quais produtos, em que volume, de quais fornecedores e com quais especificações técnicas.

Tal diagnóstico permitiria verificar se há escala para atrair unidades de processamento ou fabricantes de ligas, ímãs e componentes. Também auxiliaria a avaliar se as normas da Zona Franca de Manaus (ZFM) e os Processos Produtivos Básicos (PPBs) poderiam dar suporte a novas fases industriais relacionadas a esses materiais. Sem este levantamento, a conexão entre os recursos minerais do Amazonas e o PIM permanece uma possibilidade estratégica de longo prazo, e não uma cadeia produtiva já estabelecida.

A segunda rota: mineração urbana

Existe uma via menos óbvia para aproximar as terras raras do PIM: a mineração urbana. Componentes descartados de equipamentos eletrônicos, motores, discos rígidos e alto-falantes podem conter materiais recuperáveis. Embora a recuperação seja tecnicamente desafiadora e dependente de escala, rastreabilidade e tecnologia, ela foi incluída explicitamente na Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.

Em um polo que produz e circula grande volume de artigos eletroeletrônicos, o Amazonas poderia investigar tecnologias de desmonte, separação e recuperação de materiais estratégicos presentes em resíduos industriais e equipamentos obsoletos. Essa abordagem não substituiria a mineração tradicional, mas poderia estabelecer uma cadeia complementar de economia circular. Além disso, aproximaria empresas do PIM, universidades, startups e institutos de pesquisa de um dos grandes desafios da transição tecnológica: recuperar materiais valiosos sem depender unicamente da abertura de novas minas.

Quanto da riqueza permanecerá no Amazonas?

Mesmo que estes novos empreendimentos progridam, é preciso ponderar qual parcela do valor gerado permanecerá no estado. Uma atividade mineradora pode aumentar a produção e as exportações sem fomentar uma cadeia local significativa. Para promover o desenvolvimento, é necessário gerar postos de trabalho especializados, contratar fornecedores locais e financiar a pesquisa e a formação profissional.

Horóscopo para Sagitário em 27 de setembro de 2026: Sucesso em assuntos imobiliários e diminuição da preocupação
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Horóscopo para Sagitário em 27 de setembro de 2026: Sucesso em assuntos imobiliários e diminuição da preocupação

De acordo com o horóscopo diário para o signo de Sagitário em 27 de setembro de 2026, espera-se que os assuntos relacionados a imóveis sejam concluídos com sucesso. Além disso, a ansiedade desaparecerá e haverá um potencial favorável para obter ganhos financeiros.

Também se prevê que os Sagitários possam ter planos para realizar algo novo, e as tarefas relacionadas a assuntos estrangeiros serão bem-sucedidas.

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