O centro de coleta de materiais recicláveis, localizado na margem do Rio Guaíra em Angatuba (estado de São Paulo), acumulou uma grande quantidade de lixo a céu aberto, o que está causando apreensão entre os moradores rurais do município.
De acordo com a prefeitura, anteriormente a coleta de materiais era realizada por uma associação em colaboração com a administração municipal, que transportava a matéria-prima de pontos específicos da cidade. No entanto, a partir de 2025, a coleta passou para caminhões compactadores devido a dificuldades financeiras.
A administração municipal afirma que, devido às dificuldades na separação dos materiais nos compactadores, a associação descartava o lixo e os recicláveis no mesmo local.
Em entrevista à TV TEM, a secretária de meio ambiente de Angatuba, Bruna Andrade, explicou que a empresa recebia notificações, mas devido à ausência de solução para o problema, foi firmado um contrato com uma nova associação. Ela garantiu que o serviço seria normalizado até 15 de outubro.
Andrade declarou: «A prefeitura fornecia os caminhões e, assim, garantia toda a logística de parte do material, entregando-o no local. A 'montanha' continua se formando, e a associação, que não é comercial, foi notificada. Queríamos que eles se legalizassem perante a prefeitura através de um acordo. Após o dia quinze, não haverá mais lixo lá».
Em seu comunicado, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou não ter recebido reclamações sobre a situação. No entanto, foi anunciado que um grupo será enviado ao local para verificação, após o qual serão definidas as medidas cabíveis.
