Estudo identifica condições científicas que influenciam a beleza do pôr do sol na 'hora dourada'
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Estudo identifica condições científicas que influenciam a beleza do pôr do sol na 'hora dourada'

Uma nova pesquisa identificou os fatores por trás dos locais mais impressionantes para observar o pôr do sol na 'hora dourada' em todo o mundo, abrangendo paisagens de desertos e vistas do Oceano Atlântico.

Embora a 'hora dourada' seja frequentemente um dos momentos mais fotografados das viagens, o estudo realizado sugere que um pôr do sol memorável envolve mais do que apenas estar no lugar certo na hora certa.

Pesquisadores da Kuoni Travel UK, em colaboração com o fundador da British Weather Services e meteorologista sênior Jim Dale, analisaram 165 destinos mundiais. Os parâmetros utilizados na avaliação incluíram nebulosidade, poluição luminosa, precipitação, velocidade do vento, brilho artificial e duração média do pôr do sol.

Os resultados mostraram que Wadi Rum, na Jordânia, ficou em primeiro lugar no ranking global, e a Namíbia obteve fortes resultados, incluindo três destinos no top seis. Embora Cidade do Cabo não tenha entrado no top 20, os dados obtidos oferecem uma visão interessante da antiga atratividade da cidade para os pores do sol.

O estudo foi além da mera atratividade visual, utilizando condições climáticas e ambientais para determinar a adequação de diferentes locais para a 'hora dourada'. A nebulosidade recebeu o maior peso entre os fatores (35%), seguida pela poluição luminosa (20%). Precipitação e brilho artificial corresponderam a 15% cada, enquanto a velocidade do vento foi de 8% e a duração média do pôr do sol foi de 7%.

Dale explicou que a luz mais intensa é geralmente observada durante o pôr do sol e o crepúsculo civil, quando o sol está perto do horizonte. Ele observou: 'Nuvens quebradas no horizonte podem intensificar as cores, enquanto cobertura total ou neblina as estragarão.'

Também foi estabelecido que baixo nível de iluminação artificial, vento fraco e ponto de observação elevado contribuem para condições mais fortes da 'hora dourada'. Wadi Rum recebeu a pontuação mais alta — 95,92 de 100, seguido por Sussu wetlands na Namíbia com 94,93 e Damaraland com 91,83. A Namíbia se destacou como um país notável, pois Sussu wetlands, Damaraland e o Parque Nacional Etosha entraram no top seis.

Uma visão mais ampla da África incluiu o Delta do Okavango, na Botsuana, em sétimo lugar, Victoria Falls, no Zimbábue, em décimo primeiro e Livingstone, na Zâmbia, em décimo oitavo. Chobe River, na Botsuana, também figurou no top dez (décimo terceiro lugar).

A posição de Sussu wetlands foi atribuída à baixa nebulosidade, ausência de poluição luminosa e um período de 'hora dourada' de quase 28 minutos, de acordo com o estudo. Outros locais bem classificados incluíram Atacama, no Chile, Wahiba Sands, no Omã, o Parque Nacional Uluru-Kata Tjuta na Austrália e o Acrópole de Lindos na Grécia.

Embora Cidade do Cabo não esteja no ranking dos 20 locais da Kuoni, a Cidade Mãe possui vários mirantes famosos onde o pôr do sol é parte integrante da experiência dos visitantes. A empresa de turismo de Cidade do Cabo destaca locais como Signal Hill, Lion's Head, Table Mountain, Sea Point Promenade, Bloubergstrand, Clifton e Sunset Beach como pontos de observação do pôr do sol, conforme indicado no Cape Town Travel.

Em particular, Bloubergstrand oferece uma vista bem conhecida através da Table Bay para a Table Mountain, e Sunset Beach fornece outro ponto de observação ocidental sobre o Atlântico. Para Dale, a geografia e as condições atmosféricas trabalham juntas para formar as cores visíveis nos estágios finais da luz do dia. Ele enfatizou: 'Depois disso, você precisa de mínima poluição luminosa, vento fraco abaixo de 10 milhas por hora e, idealmente, um ponto de observação elevado que diminui o horizonte visível e prolonga o crepúsculo.'

O estudo observa que alguma névoa atmosférica pode aprofundar os tons vermelhos e alaranjados devido à dispersão da luz solar pelas partículas, enquanto poeira ou fumaça mais pesada pode obscurecer o horizonte. Isso explica por que a 'hora dourada' não é apenas procurar um local com vista limpa para o sol poente; as condições em um dia específico ainda determinam o que será visto no céu.

Para moradores locais e turistas que desejam experimentar a 'hora dourada' sem sair da cidade, a costa da Cidade do Cabo oferece várias opções. A empresa de turismo de Cidade do Cabo indicou anteriormente Signal Hill devido às suas vistas elevadas da cidade e da costa atlântica, e a Sea Point Promenade oferece uma paisagem costeira mais baixa. Table Mountain proporciona vistas elevadas, dependendo das condições de operação e do tempo de descida do teleférico.

Mais ao norte, Bloubergstrand e Sunset Beach oferecem vistas da Table Mountain, enquanto Clifton e Muizenberg Cove abrem perspectivas sobre a costa atlântica. Para aqueles que procuram locais fora do centro da cidade, a estrada Chapman's Peak também tem vários pontos de observação ao longo da costa atlântica, onde o pôr do sol se torna parte da experiência.

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Mudanças em Lakshadweep dois anos após a visita do PM Modi: turismo e presença militar
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Mudanças em Lakshadweep dois anos após a visita do PM Modi: turismo e presença militar

No início de janeiro de 2024, fotos do primeiro-ministro Narendra Modi praticando snorkel em Lakshadweep tornaram-se virais nas redes sociais. Isso deu início a um debate entre defensores do 'boicote às Maldivas' e aqueles que defendiam a 'exploração de Lakshadweep'. Agora, dois anos depois, essas 36 ilhas apresentam mudanças significativas, tanto no turismo quanto na infraestrutura e na presença estratégica.

Representantes da AajTak visitaram Agatti, Kavaratti, Minicoy e Bitra para descobrir o que mudou em Lakshadweep nos últimos dois anos. Lakshadweep é um grupo de 36 ilhas localizadas a cerca de 220 a 440 quilômetros de Kochi. A área total dessas ilhas é de apenas 32 quilômetros quadrados, sendo habitadas apenas 10 delas: Kavaratti, Agatti, Amini, Kadmat, Kiltan, Chetlat, Bitra, Andrott, Kalpeni e Minicoy.

Por muito tempo, o acesso a Lakshadweep foi difícil. Em Agatti, havia apenas uma pequena pista de pouso, e o principal meio de transporte era navios semanais. No entanto, a situação está mudando. A visita do primeiro-ministro Modi atraiu a atenção para Lakshadweep no mapa turístico do país. De acordo com dados oficiais, o número de turistas triplicou após 2024. Trabalhos estão em andamento para criar novos resorts de praia, casas de hóspedes e planos para desenvolver a conectividade por meio de helicópteros. O governo central também está enfatizando o desenvolvimento dessa infraestrutura, que pode ser usada tanto por cidadãos comuns quanto pelas forças de segurança.

Está planejado a expansão do aeroporto de Agatti para que aeronaves de transporte maiores, como ATR, e aeronaves de transporte militar possam pousar lá. Além disso, um novo aeroporto civil-militar está sendo desenvolvido em Minicoy, juntamente com uma base naval.

Até 2023, a presença principal da marinha em Lakshadweep estava limitada ao INS Dvipraksha em Kavaratti e a uma pequena unidade naval em Minicoy. O INS Dvipraksha foi colocado em serviço em 2012, e a unidade naval em Minicoy foi estabelecida no início dos anos 80. Cerca de dois meses após a visita do primeiro-ministro Modi, em 6 de março de 2024, o então comandante-chefe da Marinha, Almirante R. Hari Kumar, colocou em serviço o INS Jatayu em Minicoy. Isso transformou a antiga unidade em uma formação naval totalmente independente.

Minicoy é a ilha mais ao sul de Lakshadweep e está localizada perto dos importantes canais dos Graus Oito e Nove. Fica a cerca de 524 quilômetros das Maldivas e a aproximadamente 70 milhas náuticas da ilha Turakunu. O INS Jatayu desempenha um papel fundamental no combate à pirataria marítima, contrabando de drogas e monitoramento de rotas marítimas.

Bitra, a menor ilha habitada de Lakshadweep, com cerca de 200 habitantes, está passando por uma avaliação de impacto ambiental para aquisição de terras com o objetivo de criar um posto operacional avançado da Marinha. O objetivo é preencher lacunas de vigilância na parte norte de Lakshadweep e aumentar o alcance operacional da marinha. No entanto, os moradores locais reagem a isso de forma ambivalente. Eles esperam empregos e melhores serviços médicos, mas também estão preocupados com o deslocamento da população em uma ilha pequena e vulnerável.

De acordo com autoridades, o motor dessas mudanças não é apenas o turismo, mas também a segurança. Lakshadweep tem importância estratégica diante da presença de navios de pesquisa chineses no Oceano Índico e incidentes de pirataria marítima perto da Somália. Além disso, o destacamento dos porta-aviões INS Vikramaditya e INS Vikramaditya perto de Lakshadweep durante a conferência de comandantes navais em março de 2024 demonstrou o crescente poder marítimo da Índia.

Receita de Paneer Jalebi: Como Preparar Doces Fritos Deliciosos de Queijo Cottage
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Receita de Paneer Jalebi: Como Preparar Doces Fritos Deliciosos de Queijo Cottage

Se você deseja experimentar algo novo e delicioso em sobremesas doces, pode preparar paneer jalebi. Este doce é feito de queijo cottage (chenna), farinha, suje e hoiy, e depois mergulhado em calda de açúcar, adquirindo um sabor delicioso.

A palavra 'jalebi' evoca associações com doces. Embora geralmente se coma jalebi feito de farinha de trigo, o paneer jalebi se distingue por um sabor mais único e apetitoso. É preparado mergulhando na calda e decorado com nozes picadas. O paneer jalebi é uma excelente escolha para os amantes de doces.

O paneer jalebi é popular em muitas regiões do Norte da Índia e é fácil de fazer em casa. A seguir, apresentamos um guia sobre como preparar paneer jalebi em casa e quais ingredientes serão necessários para isso.

Para o preparo são necessários: 1 xícara de chenna, 200 gramas de farinha, 50 gramas de suje, 100 gramas de hoiy, 5 gramas de cardamomo verde, 1 litro de calda de açúcar, ghee ou óleo para fritar, e uma mistura de nozes para decorar.

Primeiro, em uma tigela grande, misture chenna, farinha, suje, hoiy e cardamomo verde. Em seguida, adicionando água gradualmente conforme necessário, prepare uma massa espessa. É importante garantir que a massa não esteja nem muito líquida nem muito grossa.

Depois disso, a massa deve ser bem batida até ficar lisa e sem grumos. Em seguida, aqueça ghee ou óleo para fritar em uma panela. Transfira a mistura pronta para uma garrafa para fazer os jalebis. Coloque os jalebis em forma de círculos no óleo ou ghee quente e frite dos dois lados até ficarem dourados e crocantes.

Os jalebis prontos são retirados da panela e imediatamente colocados na calda de açúcar quente. Eles são deixados na calda por algum tempo para absorver bem o doce. Depois disso, o paneer jalebi é colocado em um prato e servido quente, decorado com nozes picadas.

Família da Fazenda Laranjo leva sabores rurais de Itapecerica ao comércio local
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Família da Fazenda Laranjo leva sabores rurais de Itapecerica ao comércio local

Na Fazenda Laranjo, localizada em Itapecerica, o processo de transformar produtos da terra em refeições é bastante direto. Ingredientes como mandioca, que pode ser processada em farinha e polvilho, leite de vacas que vira queijo, ovos de galinhas e hortaliças são colhidos e utilizados na propriedade. Os próprios membros da família também participam da confecção de doces e quitandas.

Este relato faz parte da oitava reportagem especial da série "Itapecerica: Sabores, Sons e Memórias", que documenta as tradições, personagens e sabores que definem a identidade de Itapecerica. A série, veiculada pelo g1, destaca locais e indivíduos que preservam conhecimentos transmitidos entre gerações. Atualmente, o foco está na Fazenda Laranjo, onde a conexão com a terra resulta em alimentos, geração de renda e, fundamentalmente, memória.

Ciclo que começa no campo

Este ciclo produtivo inicia-se no campo e recentemente encontrou um novo ponto de venda no Centro de Itapecerica, especificamente no Empório Iguarias de Minas. A Fazenda Laranjo está situada a aproximadamente 22 quilômetros da área central do município. Ali residem e trabalham Imaculada Conceição Mendonça, de 69 anos, e Sebastião Leogino Mendonça, de 70 anos. Casados há meio século, eles, juntamente com seus filhos, noras e netos, mantêm uma rotina que combina atividades agrícolas, criação de animais e produção artesanal de alimentos.

A trajetória desta família reflete uma mesa farta, com produtos como queijos, doces, farinhas, bolos, biscoitos e outras iguarias elaboradas a partir dos recursos naturais da fazenda. Mais do que apenas produzir comida, esta prática serve como um método para conservar um estilo de vida tradicional.

O que nasce na fazenda

Na Fazenda Laranjo, o processo produtivo não se encerra após a colheita; muitas vezes, é nesse momento que uma nova fase se inicia. Sebastião explica que a mandioca, por exemplo, pode passar por diversas etapas até chegar à mesa, sendo transformada na fazenda em farinha e polvilho. Além disso, o leite das vacas é transformado em queijo, e os ovos caipiras são incorporados a receitas como pão de queijo, broas ou roscas.

Um dos produtos mais emblemáticos da propriedade é o pão de queijo, feito com ingredientes cultivados na própria fazenda e assado em forno de barro. Sua receita combina polvilho derivado da mandioca cultivada localmente, ovos caipiras, queijo feito com leite de vaca e manteiga de porco. O g1 já havia apresentado este preparo artesanal em reportagem anterior. Este pão de queijo simboliza o funcionamento familiar, mostrando como o que provém da terra passa pelas mãos dos moradores e chega ao consumidor carregando a história do local.

Imaculada complementa, dizendo que "a gente vai fazendo tudo junto, mas sem muita regra. tem semana que a gente fica todos os dias fazendo a farinha, depois os queijos e as outras coisas que a gente produz. A gente faz tudo com muito amor, com muito gosto".

Uma família inteira na produção

Imaculada e Sebastião não realizam este trabalho isoladamente. A rotina da fazenda inclui os filhos Kênio, Cleiton, Lidiane e Leandro, além das noras e dos onze netos, todos participando de diferentes formas na produção e nos projetos derivados dela.

Lidiane Mendonça, que possui formação em nutrição, desenvolveu uma estratégia para ampliar o alcance dos produtos. Ela administra o empório Iguarias de Minas no Centro de Itapecerica, onde são vendidos itens da Fazenda Laranjo e de outras propriedades rurais. Segundo ela, "a ideia do empório nasceu justamente para aproximar a cidade daquilo que é produzido na roça. É uma forma de valorizar o trabalho no campo, mostrar a qualidade do que é feito por lá e fazer com que esses sabores cheguem cada vez mais longe". Para os clientes do empório, cada artigo vendido carrega um pedaço da rotina familiar.

A roça que virou oportunidade

O empório também representa uma nova via de oportunidades para a agricultura rural. O que antes era cultivado primariamente para o consumo interno da família agora possui um canal comercial expandido. A produção da fazenda alcança mais pessoas sem que a família precise renunciar ao seu método artesanal de fabricação.

Este desenvolvimento dialoga com uma mudança mais ampla observada em Itapecerica. Um estudo sobre Identidade Gastronômica, conduzido pelo Sebrae Minas em colaboração com a Prefeitura e o Sicoob Crediverde, reconheceu o potencial da culinária rural como patrimônio cultural e fonte de renda, valorizando saberes, receitas e ingredientes tradicionais.

Na Fazenda Laranjo, essa transição ocorre de forma tangível: a mandioca segue sendo plantada, o leite é ordenhado, as galinhas permanecem soltas no terreiro, a horta fornece vegetais, os doces são preparados e as quitandas saem do forno. Contudo, agora tudo isso pode ultrapassar os limites da propriedade e chegar à cidade. Há também um aspecto de continuidade, pois o conhecimento acumulado por Imaculada e Sebastião não se restringe a eles, manifestando-se nas receitas, na técnica de preparo, no zelo pelos insumos e na participação dos descendentes.

Essa transmissão ocorre naturalmente, sem grandes formalidades: enquanto um trabalha no campo, outro auxilia na cozinha; enquanto uma receita é executada, uma nova geração aprende. Assim, a Fazenda Laranjo estabeleceu uma identidade que transcende a mera atividade agrícola. Talvez o aspecto mais belo dessa narrativa seja observar que o alimento que chega ao empório mantém sua origem, carregando o aroma da terra, o esforço da família e a memória de uma cozinha onde quase tudo se inicia muito antes de atingir o prato.

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