Os dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) indicam um crescimento significativo nos registros de estupro de vulnerável na cidade de São José do Rio Preto (SP). Entre janeiro e setembro de 2026, houve um aumento de 76,9% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
A análise estatística revela que a maior parte dessas ocorrências envolve crianças e adolescentes que são vítimas de violência perpetrada por membros do círculo familiar, dentro de seus próprios lares.
A gravidade da situação foi evidenciada recentemente, quando a Polícia Civil prendeu um indivíduo condenado a 42 anos de reclusão por estuprar sua enteada durante quatro anos. A investigação mostrou que os abusos tiveram início quando a vítima tinha apenas 13 anos.
Sinais de violência infantil
Em conversa com a TV TEM, a psicóloga Mônica Soares enfatizou a necessidade de estar atento aos indicadores de que uma criança ou adolescente pode estar sofrendo violência. Ela listou diversos sinais, como mudanças de humor — onde crianças expansivas ficam retraídas ou jovens calmos demonstram irritabilidade sem razão aparente.
Outros alertas incluem alterações na rotina, tais como insônia, pesadelos recorrentes ou perda de apetite, além de regressões comportamentais, como voltar a molhar a cama ou apresentar dependência exagerada de adultos inadequada à sua idade.
Segundo Mônica Soares, o suporte psicológico é crucial neste cenário, devendo ser oferecido tanto à criança quanto à família, para que esta consiga auxiliar a vítima. A especialista também aconselhou que, ao receber o relato de um crime, o adulto deve manter a calma, jamais duvidar do que é dito, assegurar à criança que a culpa não é dela, que haverá confiança e resolução, e então procurar imediatamente uma delegacia ou serviço de saúde mais próximo.
Como denunciar
Para registrar suspeitas ou denúncias de abuso e exploração sexual contra menores de idade, existem diversas vias. É possível contatar o Disque 100 (um serviço gratuito e anônimo de Direitos Humanos), ligar para o 190 da Polícia Militar em situações de emergência, ou comparecer diretamente à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).
