Desmatamento em Rondônia reduz 49% entre janeiro e agosto de 2026, mas persiste em áreas protegidas
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Desmatamento em Rondônia reduz 49% entre janeiro e agosto de 2026, mas persiste em áreas protegidas

Rondônia alcançou a segunda maior diminuição percentual de desmatamento entre os estados da Amazônia Legal no intervalo de janeiro a agosto de 2026, conforme dados fornecidos pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) nesta semana. Apesar desse avanço, o estado figura entre aqueles com maior incidência de desmatamento em terras indígenas e unidades de conservação dentro da Amazônia Legal.

O estudo conduzido pela Imazon analisa tanto o desmatamento quanto a degradação ambiental na Amazônia Legal, abrangendo os estados de Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Maranhão. É importante notar que desmatamento refere-se à remoção completa da vegetação nativa, enquanto a degradação ambiental é o prejuízo gerado pela extração de madeira ou pelo uso do fogo.

No geral, a Amazônia Legal registrou um total de 2.053 km² de área desmatada entre janeiro e agosto deste ano. Rondônia obteve uma redução percentual de 49% com 51 km² desmatados no mesmo período, ficando atrás apenas do estado do Tocantins. Comparando os períodos, em janeiro a agosto de 2025 foram desmatados 101 km², contra 51 km² em janeiro a agosto de 2026.

O levantamento da Imazon detalha também os casos de desmatamento em Terras Indígenas e Unidades de Conservação. Na Amazônia Legal, houve desmatamento de 32,25 km² em terras indígenas durante o período analisado, sendo que mais da metade dessas terras não apresentaram desmatamento algum. Sete terras indígenas registraram áreas superiores a 1 km² desmatadas, sendo duas delas localizadas em Rondônia:

  • Terra Indígena Sete de Setembro (RO/MT), que apresentou a terceira maior área desmatada no recorte, totalizando 1,84 km².
  • Terra Indígena Aripuanã (RO/MT), com 1,02 km² desmatados.

Quanto às unidades de conservação, o desmatamento somou 192,8 km² em toda a Amazônia Legal, com 22 UCs tendo áreas desmatadas acima de 1 km². Rondônia está incluída nesse grupo com a Reserva Extrativista (Resex) Rio Preto-Jacundá, que registrou 2,2 km² de desmatamento.

Adicionalmente, a degradação ambiental, definida como o dano provocado pela extração de madeira e queimadas sem que haja desmatamento total da área, demonstrou uma queda significativa. Na Amazônia Legal, as áreas degradadas diminuíram de 2.744 km² em 2025 para 779 km² em 2026, representando uma redução de 72%. Em Rondônia, essa queda foi ainda mais acentuada, atingindo cerca de 85%. O estado reduziu suas áreas degradadas de 131 km² entre janeiro e agosto de 2025 para apenas 20 km² no mesmo período de 2026.

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