Mãe alega que filho não deve ser submetido à cirurgia cardíaca devido a alto risco de morte
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Mãe alega que filho não deve ser submetido à cirurgia cardíaca devido a alto risco de morte

Kauan não deverá passar pela cirurgia cardíaca necessária, segundo sua mãe, Laise Sousa. Médicos do Hospital da Criança e Maternidade de São José do Rio Preto, localizado em São Paulo, avaliaram que o procedimento representa um risco elevado de óbito para o menino. A família planeja retornar ao Tocantins.

Após ser admitido no hospital, o menino foi submetido a diversos exames. Em um vídeo divulgado nas redes sociais na tarde desta sexta-feira (2), a mãe relatou que os médicos realizaram uma reunião e concluíram que não há indicação para a cirurgia. Ela mencionou que Cauã possui múltiplos problemas neurológicos e pulmonares, tornando inviável qualquer intervenção.

Kauan necessitava de uma cirurgia denominada Fontan, um procedimento indicado para crianças nascidas com apenas um ventrículo funcional no coração. Laise expressou seu desespero, afirmando que, apesar de seus esforços, o risco de morte era muito alto, e que, portanto, «Não dá pra fazer nada por ele».

Em setembro, Laise protestou ao se acorrentar no portão do Hospital Geral de Palmas (HGP) para exigir a transferência do filho para um hospital de referência em São Paulo. Ela lamentou ter lutado tanto e sentir que tudo poderia acabar sem sucesso, mas reconheceu que tentou o melhor, reforçando que o risco de mexer nele e ele falecer era excessivamente alto.

De acordo com Laise, a equipe hospitalar comunicou que não havia mais o que fazer, determinando que ela e o filho fossem devolvidos ao Tocantins. Atualmente, ela manifesta a intenção de focar em proporcionar conforto ao menino, aceitando o diagnóstico e esperando o momento que Deus determinar.

O Hospital da Criança e Maternidade de São José do Rio Preto declarou que forneceu todos os esclarecimentos necessários à família após a avaliação do paciente. Além disso, a instituição ressaltou que, por lei, não pode divulgar ou comentar quaisquer detalhes ou circunstâncias relacionadas ao paciente que possam expor seus dados.

Relembrando o caso

A família é originária de Paraíso do Tocantins, município situado a aproximadamente 60 km de Palmas. Este caso se estende desde 2024, quando Laise solicitou o tratamento fora de sua cidade. Em julho de 2025, a Justiça ordenou que o Estado providenciasse a transferência da criança para o Hospital da Criança e Maternidade de São José do Rio Preto, utilizando UTI aérea, com direito a um acompanhante e cobertura das despesas de estadia.

Um ano depois, a Justiça emitiu uma nova determinação, bloqueando o montante financeiro necessário para a realização da cirurgia. Laise realizou um ato de protesto, acorrentando-se ao portão do HGP na manhã de 9 de setembro, e no mesmo dia se dirigiu ao Ministério Público, pleiteando a transferência do filho.

Naquele período, a Secretaria Estadual de Saúde informou que o paciente havia sido atendido no Hospital Municipal de Araguaína e que, após avaliações médicas, a cirurgia de Fontan foi considerada contraindicada devido às condições clínicas da criança, que apresentava fragilidade clínica e comprometimento dos acessos vasculares. Em 12 de setembro de 2026, o Estado notificou que a transferência estava autorizada, aguardando a aceitação da unidade em São Paulo. Kauan foi transferido para São Paulo catorze dias após essa liberação.

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