Fotógrafo Léo Caldas captura a Via Láctea em Fernando de Noronha
Leia mais
Grupo Globo
g1.globo.com

Fotógrafo Léo Caldas captura a Via Láctea em Fernando de Noronha

O fotógrafo Léo Caldas, natural de Brasília, visitou Fernando de Noronha pela primeira vez e criou uma série impressionante de fotos da Via Láctea. Especializado em astrofotografia, ele se dedica a fotografar o céu noturno, incluindo estrelas, planetas e galáxias.

Durante sua estadia de seis dias na ilha, Caldas preparou oito vídeos em time-lapse. Esta técnica permite acelerar a exibição de fenômenos lentos ao combinar quadros tirados em intervalos de tempo específicos. Para isso, ele utilizou câmeras e um drone, tirando cerca de dois mil fotos.

Ele relatou que Fernando de Noronha era um sonho para ele. Ele fez uma pesquisa e descobriu poucas fotos noturnas da ilha. Por isso, planejou a viagem para um período com pouca precipitação, organizando a visita para coincidir com dois dias de lua cheia e com céu escuro.

A maior parte do material foi filmada com o drone. Este aparelho foi usado em cinco vídeos, seguindo rotas pré-programadas. Por exemplo, ele partiu de Porto de Santo Antônio e seguiu em direção a Forte dos Remédios. O drone voou na velocidade escolhida por ele — 5 km/h — tirando uma foto a cada dois segundos, e todas as imagens foram combinadas em um vídeo acelerado.

Entre os vídeos criados na ilha, o favorito de Caldas é aquele que exibe a Via Láctea ao fundo do Morro Dois Irmãos. Ele deixou a câmera em Pedra do Bode por volta das 18h e programou a captura. Em seguida, foi para Forte dos Remédios, tirou fotos do forte e depois voltou para buscar a câmera. Nesse momento, a Via Láctea estava perfeita, atrás do Morro Dois Irmãos, com a paisagem característica.

Caldas realiza esse tipo de fotografia há 15 anos, mas a fotografia não é sua profissão principal. Ele trabalha como professor de educação física no sistema de ensino público do Distrito Federal e cria essas imagens como hobby, publicando o material nas redes sociais.

NASA

Uma das fotos tiradas por Léo Caldas ganhou reconhecimento internacional. Sua imagem de um eclipse solar total, tirada em 2019, foi selecionada pela NASA para o site Astronomy Picture of the Day (Apod), que publica diariamente imagens astronômicas.

Ele relembrou: «O eclipse é o fenômeno natural mais impressionante. Consegui fotografar um bando de pássaros voando antes do eclipse. A imagem viralizou e foi escolhida como foto do dia da NASA».

Noronha entre os destaques

Léo Caldas planeja viagens especificamente para fotografia e videografia e já visitou diversos lugares na Europa, América do Sul e Estados Unidos, além de muitos locais no Brasil. Ele observou que Noronha foi um dos lugares mais bonitos que ele fotografou. Ele comparou Fernando de Noronha e Lençóis Maranhenses, chamando-os de lugares muito diferentes no mundo que ele fotografou.

O fotógrafo está satisfeito com o resultado da viagem, mas gostaria de tirar fotos do Parque Marinho, cujo acesso é restrito à noite. Ele comentou: «Faltam apenas fotos do parque, para as quais é necessária permissão especial. Pensei em fotografar a Baía dos Golfinhos. Quem sabe se conseguirei tirar essas fotos na próxima visita a Fernando de Noronha».

Histórias semelhantes

Fotógrafo registra golfinho-marinho saindo do mar para descansar na Praia de São Conrado
Leia mais
g1.globo.com

Fotógrafo registra golfinho-marinho saindo do mar para descansar na Praia de São Conrado

Um fotógrafo chamado Bruno Boni registrou um elefante-marinho saindo do oceano para tirar um cochilo na Praia de São Conrado. O registro viralizou rapidamente, atingindo quase dois milhões de visualizações em quatro horas nas redes sociais.

Boni descreveu o animal como um «monstro gentil» que veio do Sul e escolheu São Conrado para descansar. O vídeo capturou o elefante-marinho-do-sul, que pode pesar até três toneladas quando adulto, enquanto ele navegava em ondas agitadas.

Por volta das 11h, o animal chegou à areia com calma e logo se deitou para dormir. Mais tarde, durante a tarde, o elefante-marinho retornou ao mar.

Orientações de segurança

Marcelo Szpilman, biólogo do AquaRio, alertou a população sobre a necessidade de manter distância do animal. Ele explicou que machos desse porte tendem a ser territoriais e agressivos, possuindo dentes fortes, e recomendou manter uma distância segura.

Em resposta, o Corpo de Bombeiros isolou a área e instalou uma bandeira roxa, sinalizando a presença de vida marinha. A corporação também forneceu diretrizes importantes: não se deve tocar, puxar ou empurrar o animal, nem tentar devolvê-lo ao mar, caso ele esteja debilitado ou doente. Além disso, é aconselhável evitar ruídos altos, aglomerações ou oferecer qualquer tipo de alimento ou água.

Apesar de seu tamanho, o animal em questão era jovem e havia chegado à orla do Rio de Janeiro, sendo provável que tivesse sido trazido por uma corrente fria vinda do sul. Segundo Szpilman, o animal tem capacidade de retornar ao seu habitat natural sozinho.

Os elefantes-marinhos habitam primariamente regiões subantárticas, mas aparições ocasionais ocorrem no litoral brasileiro. Ao chegarem à praia, eles frequentemente estão apenas descansando; embora possam parecer lentos, são capazes de se deslocar rapidamente em curtas distâncias.

É importante notar que, mesmo jovens, esses animais podem reagir de maneira agressiva e representar risco se forem perturbados ou sentirem-se ameaçados. Machos adultos podem exceder cinco metros de comprimento e pesar mais de três toneladas, desenvolvendo um apêndice nasal inflável semelhante a uma tromba curta, que dá nome à espécie. As fêmeas são menores, pesando entre 400 kg e 900 kg. Eles são excelentes mergulhadores, podendo atingir profundidades superiores a 1.500 metros e permanecer submersos por mais de uma hora.

Popular