O líder francês declarou que não haverá nenhuma restrição às exportações de gasóleo entre os membros do Grupo dos Sete (G7), que agrupa as sete nações mais ricas do planeta. Segundo o chefe de Estado francês, cujo país detém a atual presidência rotativa do G7, as ações combinadas pelas sete maiores economias industrializadas devem resultar na diminuição dos custos dos combustíveis.
O G7 é constituído por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Reino Unido e Japão, contando também com a participação da União Europeia (UE) nas reuniões do grupo.
Antes deste comunicado de Macron, a presidência irlandesa do Conselho da UE informou que os embaixadores dos estados-membros do bloco europeu discutiriam no final da tarde em Bruxelas a atual situação energética, com foco especial no gasóleo.
Um porta-voz da presidência semestral do Conselho da UE admitiu que o mercado de gasóleo enfrenta atualmente uma grave escassez, o que está a causar preços elevados para os consumidores globalmente.
A Comissão Europeia alertou hoje que uma possível proibição de exportação de gasóleo, considerada pelos Estados Unidos, seria prejudicial a todos e colocaria em risco o status de Washington como um parceiro confiável. A porta-voz da Comissão Europeia, Anna-Kaisa Itkonen, advertiu durante a conferência de imprensa diária: «Rejeitamos totalmente qualquer proibição da exportação de gasóleo. Uma proibição desse tipo não beneficiaria ninguém e comprometeria a nossa confiança nos Estados Unidos enquanto parceiro fiável».
Este alerta ocorreu num momento em que os Estados Unidos estavam a considerar proibir as suas exportações de petróleo, após o presidente norte-americano, Donald Trump, defender na quinta-feira que os países europeus deveriam disponibilizar as suas reservas desse combustível «para mitigar as perturbações do mercado».

