BYD Dolphin Mini entra no top 3 de carros mais vendidos no Brasil em setembro
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BYD Dolphin Mini entra no top 3 de carros mais vendidos no Brasil em setembro

O BYD Dolphin Mini alcançou o terceiro lugar no ranking dos veículos mais vendidos no Brasil durante o mês de setembro, marcando a primeira vez que um carro elétrico ingressa no top 3 geral do mercado. O modelo registrou a venda de 9.385 unidades, ficando atrás apenas da Fiat Strada e do Volkswagen Polo.

O mercado de veículos leves brasileiro encerrou setembro com um total de 265.275 emplacamentos, o que representa um aumento de 1,6% em relação a agosto e supera em 14,5% os números de setembro de 2025. No acumulado de 2026, o volume atingiu 2.148.732 veículos, configurando um crescimento de 18,7%. Desse total, quase metade das vendas, especificamente 48,5%, ocorreu através do canal de venda direta.

Para a análise do ranking, foram utilizados dados da JATO Dynamics, que permite a comparação entre o ranking geral e o varejo sob a mesma base, embora existam pequenas divergências com a Bright Consulting. Por exemplo, o Haval H6 aparece com 6.433 unidades na Bright, enquanto a JATO registra 6.234 e o posiciona em 11º lugar.

No ranking geral, a Fiat Strada manteve a liderança com 16.002 unidades, seguida pelo Volkswagen Polo com 11.095. O BYD Dolphin Mini ocupou a terceira posição com 9.385 unidades, quase empatado com o Volkswagen T-Cross, que ficou em quarto com 9.339. Outros modelos no top 10 incluíram Volkswagen Tera (8.725), Fiat Argo (8.603), Fiat Pulse (7.150), Chevrolet Onix (7.133), Fiat Mobi (6.395) e Hyundai HB20 (6.314).

Observou-se que Strada e Polo permaneceram relativamente estáveis nas duas primeiras posições, mas houve grande movimentação abaixo delas em setembro. O Dolphin Mini avançou do quinto para o terceiro lugar e renovou seu recorde mensal. O T-Cross subiu da oitava para a quarta posição, enquanto o Tera recuou do terceiro para o quinto. O Fiat Pulse demonstrou forte ascensão, passando de 19º em agosto (com 4.775 unidades) para o sétimo lugar em setembro (com 7.150).

Ao segmentar as vendas diretas das vendas de varejo, o cenário se altera significativamente. Essa divisão refere-se ao faturamento realizado pelo fabricante ou pela concessionária, e não necessariamente à distinção entre empresas e pessoas físicas, visto que compradores como taxistas ou motoristas de aplicativo podem figurar em ambos os canais dependendo da forma de faturamento.

No canal de varejo, o Dolphin Mini assumiu a liderança com 5.886 unidades. O Volkswagen Tera ficou em segundo com 4.183, seguido pela Fiat Strada com 4.078. Outros modelos notáveis no varejo foram Caoa Chery Tiggo 7 (4.015), T-Cross (3.806), Toyota Yaris Cross (3.741), Omoda 5 (3.615), Fiat Toro (3.437), Hyundai Creta (3.409) e Volkswagen Polo (3.297).

O destaque do Dolphin Mini não se limitou ao terceiro lugar geral; ele também liderou as vendas de varejo com 5.886 unidades, embora este número não abranja todas as compras individuais, pois a BYD vende o Dolphin Mini a motoristas de aplicativo via venda direta.

As dinâmicas de Strada e Polo mostram diferenças notáveis: das 16.002 Strada vendidas, apenas 4.078 foram registradas no varejo, representando pouco mais de 25%. Similarmente, no Polo, 3.297 de 11.095 unidades foram vendidas no varejo, menos de 30%. Isso implica que aproximadamente três em cada quatro Strada e sete em cada dez Polo tiveram seu faturamento feito pela fábrica.

O caso do Hyundai HB20 é ainda mais acentuado: ele terminou em décimo lugar no ranking geral com 6.314 unidades, mas aparece apenas em 41º no varejo, com 1.069 unidades, indicando que mais de 80% de suas vendas mensais foram faturadas pela fábrica.

Em contraste, o Caoa Chery Tiggo 7 saltou de 21º no ranking geral para o quarto lugar no varejo, com 4.015 unidades vendidas no total e 4.015 no varejo. O Omoda 5 apresenta um dado curioso: a JATO registra 3.616 emplacamentos totais e 3.615 no varejo, classificando-se como o sétimo carro mais vendido neste canal, apesar de estar apenas em 25º no ranking geral. O Yaris Cross e o Creta também figuram entre os dez melhores no varejo, modelos que ficam fora do top 10 geral devido ao alto volume de vendas diretas de fabricantes como Fiat, Volkswagen, Chevrolet e Hyundai.

Setembro concluiu com 22,9% dos veículos leves emplacados sendo eletrificados, um aumento em relação aos 11,4% do ano anterior. As marcas chinesas representaram 21,4% do mercado, comparado a 10,1% em setembro de 2025.

Vendas da RAM 1500 aumentam 73% com o retorno do V8

A demanda por motores potentes foi evidenciada pelo desempenho da RAM 1500: após a fabricante reintroduzir os motores V8 na picape, as vendas no último trimestre cresceram 73% em comparação com o mesmo período de 2025. O lançamento da Ram 1500 Rumble Bee, cuja versão de entrada possui um V8 de 5,7 litros, foi o principal catalisador desse interesse. A procura foi tão intensa que todo o estoque inicial se esgotou em apenas 90 minutos após o início das encomendas.

As primeiras entregas para os clientes sorteados estão programadas para ocorrer no quarto trimestre de 2026. Com este desempenho, a Ram se estabeleceu como a líder isolada no crescimento do grupo Stellantis no terceiro trimestre de 2026. Impulsionada pelo renovado interesse em picapes grandes e novas variantes de alta performance, a Ram viu suas vendas totais subir 29% no trimestre, enquanto a linha completa de picapes cresceu 34%. No panorama geral da Stellantis, isso resultou em um aumento de 3%, com 324.277 veículos vendidos no trimestre.

Além do avanço da Ram 1500 (+42%), outros modelos do grupo apresentaram bom desempenho, incluindo o Dodge Durango (+18%), o Jeep Grand Wagoneer (+14%) e a Chrysler Pacifica (+7%). O Jeep Cherokee Hybrid também registrou seu melhor mês de vendas em setembro. Michael Orange, responsável por vendas no varejo e desempenho de rede da Stellantis nos EUA, atribuiu esses resultados a uma «estratégia disciplinada em um mercado altamente competitivo».

Rezvani anuncia kit para transformar qualquer DCT em “manual”

Após o lançamento de supercarros por Koenigsegg e Ferrari equipados com câmbios de dupla embreagem e controles manuais, e com a Porsche demonstrando intenções semelhantes, o setor de acessórios (aftermarket) entrou na jogada. A Rezvani, conhecida pelo Rezvani Beast, anunciou que em breve disponibilizará um kit projetado para converter qualquer transmissão de dupla embreagem em um sistema denominado «manual». É importante notar que este não é um câmbio manual genuíno, mas sim uma interface com alavanca no formato H que simula a ação de troca de marchas.

Uma distinção crucial reside no fato de que, enquanto sistemas existentes incorporam um terceiro pedal para aumentar a credibilidade da experiência, o kit da Rezvani não incluirá esse componente. Desenvolvido pela Limitless Engineering, uma nova divisão criada por Ferris Rezvani, o dispositivo recebeu o nome de Quickshift. A intenção do empresário é «recuperar a sensação tátil e a nostalgia de mudar as marchas em um câmbio com grelha», mantendo, ao mesmo tempo, a rapidez de resposta e a eficiência das transmissões modernas.

Segundo a perspectiva da Rezvani, a indústria automobilística contemporânea oferece veículos extremamente velozes, mas perdeu a ligação emocional com o condutor, e esta inovação visa restaurar esse vínculo. Tecnicamente, a alavanca opera como um seletor eletrônico que se comunica com a unidade de controle do câmbio, possibilitando trocas e reduções com função de rev-matching (o conhecido «punta-tacco eletrônico»). A ausência do pedal esquerdo é proposital, pois o sistema promete ser totalmente reversível, podendo ser instalado em poucas horas sem necessitar de cortes ou alterações permanentes na estrutura do veículo. A primeira unidade funcional foi testada no console de uma Ferrari 458 Italia, mas a Limitless alega que o módulo é adaptável à eletrônica de praticamente qualquer carro com dupla embreagem no mercado.

Duas questões surgem ao analisar essa proposta. Primeiramente, o custo: a Rezvani nunca foi associada a projetos acessíveis, o que sugere que a conversão de um veículo como um Golf com dupla embreagem em um carro «quase-manual» seria financeiramente inviável. O segundo ponto é mais conceitual: sem o pedal de embreagem, a única alteração na experiência seria o som do clique ao trocar as marchas, o que talvez não justifique a perda da grande vantagem de uma caixa de dupla embreagem (trocas muito mais ágeis) em prol de apenas metade da vivência de um câmbio manual verdadeiro.

AC Schnitzer tem novo dono e escapa da falência

A tradicional preparadora especializada em BMW, AC Schnitzer, que enfrentava um risco real de encerramento, foi adquirida e, por enquanto, está segura. Fundada em 1987 em Aachen, Alemanha, a preparadora possui quase quatro décadas de experiência com veículos BMW, tendo desenvolvido projetos para Mini, Land Rover e motocicletas. No entanto, o aumento dos custos operacionais e as mudanças no mercado ameaçaram o futuro da empresa.

A preocupação se intensificou quando, em março deste ano, a AC Schnitzer comunicou o encerramento de suas operações até o final de 2026. Este anúncio foi motivado pela decisão do antigo controlador, o KOHL Group, de cessar a fabricação de componentes para focar exclusivamente em varejo e serviços.

A salvação veio com a aquisição efetuada pelo AM Group Holding BV, um conglomerado holandês focado em preparação e customização automotiva, que assumirá o controle oficial da marca a partir de novembro. Esta transição traz perspectivas positivas, pois a AC Schnitzer passará a fazer parte de um ecossistema que inclui especialistas em fabricação de peças em fibra de carbono (UBC) e uma das maiores distribuidoras do setor na Europa (GP Products), além de marcas parceiras de alto padrão como Urban e Heritage.

Embora a sobrevivência imediata esteja assegurada, o próximo desafio será de natureza gerencial. Para manter sua relevância diante de uma concorrência crescentemente acirrada, a renomada oficina alemã precisará reinventar sua presença no aftermarket, honrando seu legado histórico enquanto se adapta às exigências do cenário moderno.

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Novidades automotivas: BMW Série 3 a combustão, Fiat Argo X, Range Rover Sport elétrico e Porsche multimídia
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Novidades automotivas: BMW Série 3 a combustão, Fiat Argo X, Range Rover Sport elétrico e Porsche multimídia

O mercado automotivo recebeu diversas novidades, incluindo o lançamento do novo BMW Série 3 com motor a combustão, os primeiros vislumbres do Fiat Argo X, a versão elétrica do Range Rover Sport e uma atualização de multimídia da Porsche para modelos clássicos.

Novo BMW Série 3 com motor a combustão

Após pouco mais de seis meses da variante elétrica, a BMW apresentou o novo Série 3 com motor a combustão, identificado pelo código G50. Embora ambos sejam denominados Série 3 e compartilhem forte semelhança visual, eles utilizam plataformas distintas. A identidade visual segue o estilo Neue Klasse adotado pela fabricante, com faróis e lanternas padronizados.

O Série 3 a combustão possui um capô mais alongado, indicando sua base na plataforma CLAR II, uma evolução da arquitetura da geração anterior. A BMW destacou melhorias como alargamento das bitolas dianteira e traseira e uma direção revisada, tornando-a mais precisa e comunicativa. Em contraste, o modelo elétrico i3 é construído sobre a arquitetura NAx, a mesma utilizada no SUV iX3.

O design do veículo ocupa uma posição peculiar; embora os novos BMW raramente recebam aclamação unânime no lançamento, a tendência sugere que os entusiastas se habituem com o tempo. No entanto, o novo Série 3 carrega o peso do nome Neue Klasse, remetendo aos icônicos BMW 2002 dos anos 60, sem fazer referências visuais diretas, o que pode incomodar os puristas.

Por outro lado, o G50 alinha-se à tendência moderna da marca, apresentando linhas mais limpas e proporções mais equilibradas, eliminando vincos e dobras excessivos e a grade proeminente que foi alvo de críticas. Embora não possa ser classificado como feio, a crítica atual aponta para um caráter excessivamente genérico.

A dinâmica permanece sendo um ponto forte da BMW. No Série 3 G50, o destaque é o novo M350 xDrive, que ocupa o topo da linha a combustão na ausência de um novo M3. Este motor utiliza um clássico seis em linha de 3.0 litros turbo, complementado por um sistema híbrido-leve de 48 volts integrado ao câmbio automático de oito marchas. A potência alcança 443 cv, permitindo que o sedã acelere de 0 a 100 km/h em 4,1 segundos.

Um recurso notável para os entusiastas é o sistema denominado “Drift Moment”. A BMW adaptou uma funcionalidade típica dos modelos M puros, permitindo que o sistema xDrive desconecte o eixo dianteiro, direcionando 100% da potência para as rodas traseiras para manobras laterais nas curvas.

Para o uso cotidiano, a versão 320 mantém o motor de quatro cilindros turbo de 2.0, também com assistência híbrida-leve, gerando 208 cv e acoplado ao câmbio de oito marchas. A marca também confirmou a existência de uma versão de entrada 318 com 154 cv para a Europa e prevê versões híbridas plug-in para o próximo ano.

Para acomodar essas motorizações, o ajuste do chassi foi especificamente desenvolvido para a plataforma a gasolina, incorporando uma geometria de suspensão dianteira dedicada, um conjunto traseiro multilink recalibrado e coxins mais rígidos em comparação com o modelo elétrico.

Internamente, as diferenças entre as versões elétrica e a gasolina são minimizadas, e a cabine abraça o minimalismo da linguagem Neue Klasse. O interior é dominado por um imponente display central curvo de 17,9 polegadas, focado no motorista, juntamente com um novo head-up display panorâmico. O sistema operacional é o BMW OS X, baseado em Android, prometendo atualizações contínuas e sinalizando o compromisso da BMW em reduzir botões físicos no painel.

Em termos de dimensões, o G50 sofreu um alongamento típico de transição de geração para reforçar sua presença na estrada. O sedã mede agora 4,76 metros de comprimento (5,2 cm a mais que o anterior), possui 1,85 m de largura e aumentou quase 1 cm na distância entre eixos, atingindo 2,88 metros.

A produção também foi segregada: enquanto o elétrico i3 será fabricado na sede histórica de Munique, toda a linha a combustão do novo Série 3 sairá das linhas de montagem de Dingolfing.

Considerando os aspectos positivos e negativos, a BMW conseguiu encontrar uma maneira inteligente de preservar a essência mecânica que consagrou o Série 3, sem negligenciar o que muitos consideram o futuro da indústria. Resta aguardar o lançamento do novo M3.

Fiat começa a revelar o Argo X

Até o momento, tudo o que se sabia sobre o Fiat Argo X, que pode ser o lançamento mais relevante da marca nos próximos meses, vinha de investigações jornalísticas e fotos não oficiais. Contudo, a fabricante ítalo-mineira finalmente divulgou os primeiros teasers com detalhes do veículo.

Os detalhes são limitados, consistindo apenas no emblema com uma tipografia quadrada e uma imagem em close do que parece ser o farol. Uma surpresa inicial é que a Fiat aparentemente manterá o farol pixelado do Grande Panda europeu, modelo que servirá de base para o Argo X. Esta não é uma solução estética comum e certamente não agradará a todos, mas é inegável que a Fiat preservará a tradição de incorporar elementos de design lúdicos e criativos, como ocorreu com o Novo Uno na década passada (embora este também não tenha tido aceitação universal).

É crucial notar que o Argo X deverá apresentar alterações estruturais significativas em relação ao modelo vendido no mercado internacional, visto que sua função aparente é substituir gradualmente o Argo atual na linha de entrada da marca. Isso reflete o padrão da Fiat de adaptar suas “versões nacionais”, simplificando motores e sistemas de suspensão para o mercado brasileiro, visando maior competitividade de preço.

É considerado certo que serão utilizados dois conjuntos mecânicos distintos, dependendo da versão. As configurações mais básicas devem empregar o conhecido motor 1.0 aspirado Firefly, de três cilindros e seis válvulas, que entrega 75 cv e 10,7 kgfm, acoplado a uma transmissão manual de cinco marchas. Já as versões mais caras poderão adotar o powertrain T200 Hybrid, equipado com sistema híbrido leve, produzindo 116 cv e 20,4 kgfm, sempre com caixa CVT simulando sete velocidades. Este motor é o mesmo utilizado no recém-lançado Jeep Avenger.

Espera-se que o Argo X chegue às concessionárias em breve, com projeções apontando para o último trimestre de 2026, embora os otimistas apostem no mês de outubro.

Alguém decidiu fazer o Prelude “Type R” que a Honda não fez

O retorno do Honda Prelude foi recebido com sentimentos mistos pela maioria dos entusiastas. Ver um clássico ressurgir é sempre positivo, e a Honda acertou no design do cupê lançado recentemente no Brasil. Contudo, o fato de ser um híbrido onde o motor a combustão não tem a função primária de propulsão das rodas não correspondeu totalmente às expectativas da comunidade, apesar de o Prelude ter tradição em servir como vitrine para novas tecnologias, como o sistema 4WS de esterçamento traseiro.

O que o Prelude realmente necessitava, segundo a comunidade, era de um motor a gasolina potente. É exatamente isso que a oficina californiana Throtl está providenciando. Eles adquiriram um Prelude novo, removeram toda a mecânica existente e estão instalando o conjunto motriz do Civic Type R. Uma observação para a Honda.

Embora o Prelude jamais tenha recebido uma versão Type R oficial — o que faz sentido dado seu histórico como grand tourer e não como esportivo puro —, a ideia é perfeitamente coerente. A nova geração já incorpora grande parte dos componentes de suspensão do Civic Type R e, seguindo a tradição da marca, é um carro muito bem ajustado para tração dianteira. Portanto, seria ideal que ele fosse equipado com um quatro cilindros turbo de 320 cv (o K20C1 do Type R) acoplado a uma caixa manual de seis marchas.

Essa possibilidade é reforçada pela arquitetura do Prelude, que é bastante similar à do Civic Type R. O painel corta-fogo é virtualmente idêntico no cupê e no hot hatch, e a maior parte dos periféricos foi mantida. Certamente houve modificações necessárias, como perfurar chapas metálicas para passagem dos cabos de transmissão e fabricar suportes personalizados para a carcaça da caixa de câmbio.

O veículo já está em movimento e a combinação do conjunto motriz está quase finalizada, mas ainda resta resolver questões elétricas e eletrônicas. Na fase inicial de testes, a ECU do Type R limitou o motor a 4.500 rpm, o que deve ser corrigido, no pior cenário, através de uma unidade programável.

De qualquer modo, a escolha de um exemplar branco é apropriada para concretizar o conceito de um Prelude Type R, incluindo o painel de instrumentos do Civic (que se encaixou com mínimas adaptações) e bancos revestidos em vermelho. A intenção da Throtl é montar o carro com aparência de fábrica, sem denunciar que se trata de um projeto customizado. Talvez assim a Honda possa se inspirar.

Range Rover Sport ganha versão elétrica de 550 cv

A Range Rover lançou a versão elétrica do Sport, que dispõe de dois motores, tração integral, e entrega 550 cv e 86,7 kgfm. Seu desempenho se aproxima do nível do V8, acelerando de 0 a 100 km/h em 4,5 segundos. Apesar da eletrificação, a marca manteve os atributos que distinguem um Range Rover de qualquer SUV elétrico comum.

O Sport Electric mantém o uso de suspensão pneumática, esterçamento das quatro rodas e controle ativo de rolagem. Além disso, ele possui capacidade para transpor até 900 mm de água e enfrentar inclinações de até 45 graus. A carroceria também foi reforçada em 61% e o centro de gravidade foi abaixado em 73 mm em comparação com o Sport híbrido plug-in — o que representa uma vantagem significativa, considerando que o carro pesa aproximadamente 265 kg a mais que a versão V8.

O aumento de peso é atribuído à vasta bateria de 118,5 kWh, que opera com arquitetura de 800 volts e oferece autonomia de até 609 km no ciclo WLTP. Com um carregador de 350 kW, a Range Rover afirma que é possível recarregar de 10% a 80% em 22 minutos, ou recuperar cerca de 220 km em dez minutos.

Porsche lança multimídia para 911, Boxster e Cayman de 15 anos

Um aspecto que deteriora rapidamente nos veículos modernos é o sistema de multimídia. Um 911 com quinze anos, por exemplo, permanece rápido, belo e divertido, mas o uso do navegador original o transporta instantaneamente para 2011.

A Porsche resolveu essa questão expandindo o PCCM Plus, seu sistema oficial de multimídia para clássicos, para os modelos 911 997.2 e 991.1, assim como para os Boxster e Cayman 987.2 e 981, fabricados entre 2009 e 2016. O sistema conta com uma tela de sete polegadas, suporte sem fio para Apple CarPlay e Android Auto, Bluetooth, Wi-Fi e navegação por satélite com atualizações via internet. O ponto mais importante é que ele se integra ao restante do veículo, mantendo os comandos do volante e exibindo navegação e música no painel de instrumentos.

Porsche pode lançar novo supercarro com motor flat-8; McLaren renova logo inspirado no passado
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Porsche pode lançar novo supercarro com motor flat-8; McLaren renova logo inspirado no passado

A Porsche estaria desenvolvendo um novo supercarro equipado com um motor boxer de oito cilindros, uma configuração que a marca não utiliza desde o lendário protótipo 917. Este desenvolvimento surge após mais de uma década sem um modelo flagship dedicado, sendo o último, o 918 Spyder, produzido há 11 anos.

A publicação alemã Handelsblatt informou que o CEO da Porsche, Michael Leiters, apresentará os detalhes deste novo veículo durante o Capital Markets Day, agendado para 7 de outubro. O projeto, apelidado internamente de Porsche S1, faz parte da estratégia da companhia de focar em modelos a combustão para suas edições mais exclusivas, atendendo à preferência de seu público por veículos que utilizam gasolina.

Embora o projeto possa incorporar elementos do Porsche 911, é esperado que ele seja um veículo exclusivo. A recente venda da participação da Porsche na Bugatti injetou cerca de 1 bilhão de euros em caixa em Stuttgart, mas a empresa ainda possui despesas prioritárias.

McLaren altera seu logotipo com referências históricas

A McLaren realizou uma mudança no design de sua tipografia, inspirando-se nas origens de Bruce McLaren. O novo letreiro utilizado nos carros deriva da fachada do posto de combustível mantido pela família de Bruce em Auckland, Nova Zelândia. Este local foi o ponto de partida para as primeiras modificações feitas por Bruce McLaren em seu Austin Seven 1929, culminando em sua primeira vitória em Muriwai Beach.

Esta nova fonte, denominada “McLaren Sans”, foi previamente exibida no supercarro McL 6GT durante a Monterey Car Week, na Califórnia. Recentemente, a McLaren alterou a inscrição na traseira do veículo, substituindo “McL 6GT” por apenas “McL”. A fabricante esclareceu que outros símbolos icônicos permanecem em uso, como o pássaro kiwi Speedy, originário do primeiro escudo desenhado por Bruce, e o Speedmark, o emblema em formato de ‘C’ invertido.

A McLaren também enfatizou a importância de suas cores tradicionais — laranja, escolhido pelo fundador para destacar os carros na pista, além de azul, vermelho, bege e preto. Essa mudança reflete uma nova fase da marca, marcada por contrastes: enquanto o McL 6GT apresenta um V8 aspirado com câmbio manual, a empresa prepara um SUV para competir com modelos como Lamborghini Urus e Ferrari Purosangue, visando um apelo de maior volume.

Supercarro raro MCA Centenaire será leiloado

O MCA Centenaire, um supercarro notavelmente raro, será oferecido em leilão pela Broad Arrow Auctions. Idealizado no final da década de 1980 pelo italiano Fulvio-Maria Ballabio, ex-piloto de Fórmula 2 e CART, o veículo contou com o trabalho de especialistas como Carlo Chito, engenheiro com experiência na Ferrari e Autodelta, e Pierluigi Corbari, ex-diretor esportivo da Alfa Romeo.

Sua inovação residia no monocoque de fibra de carbono, sendo frequentemente citado como o primeiro carro de rua a empregar tal construção. O motor era um V12 de 5,2 litros, retirado do Lamborghini Countach 5000QV, que gerava 455 cv transmitidos às rodas traseiras por uma caixa manual de seis marchas ZF. Foram produzidos apenas cinco exemplares entre 1990 e 1992, e o carro em questão é o primeiro.

Adicionalmente, o MCA Centenaire foi o primeiro supercarro fabricado em Mônaco, e seu nome homenageia o centenário do Clube do Automóvel do principado. O carro participará da edição de 2026 do Zoute Concours Auction, que ocorrerá na Bélgica em 9 de outubro, com estimativa de valorização entre 900.000 e 1,2 milhão de euros.

Em outra notícia, a Dodge solicitou aos proprietários de 345 unidades do Demon 170 que suspendam o uso dos carros. A fabricante identificou um lote específico de amortecedores do virabrequim defeituosos nessas unidades, representando mais de 10% da produção total de 3.300. Segundo Matt McAlear, CEO da Dodge, o problema pode iniciar com ruídos anormais e, se ignorado, levar a uma “quebra catastrófica do motor”.

A Dodge está providenciando a substituição do componente e cobrirá os custos de transporte para o reparo. Curiosamente, esta ação está sendo tratada como um Aviso de Serviço ao Cliente, e não como um recall formal.

GWM transforma Tank 300 em SUV mais robusto; Hyundai reduz potência de HB20 e Creta para menor IPI
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A GWM desenvolveu uma versão do Tank 300 focada em capacidades off-road pesadas e rock crawling, substituindo a suspensão dianteira independente por um eixo rígido. Este novo modelo, denominado Tank 300 Hooke Trail, baseia-se no Tank 300L com entre-eixos alongado, mas incorpora um eixo dianteiro rígido equipado com tubos de 80 mm, braços reforçados, barra Panhard e direção mais resistente. Assim, o veículo passa a utilizar eixo rígido tanto na frente quanto atrás, seguindo o padrão do Jeep Wrangler.

A GWM alega que esta nova suspensão elevou a rigidez do conjunto em 38%. Além disso, foi adicionada desconexão eletrônica da barra estabilizadora, possibilitando mais de 500 mm de articulação das rodas, juntamente com direção eletro-hidráulica e modos específicos para diversos terrenos. Em termos de performance, o veículo apresenta 41 graus de ângulo de ataque, 34 graus de ângulo de saída, 245 mm de distância ao solo e 850 mm de capacidade de imersão. De série, a suspensão suporta pneus de 35 polegadas, embora a GWM indique que pneus de até 40 polegadas podem ser utilizados mediante modificações.

Atualmente, o Hooke Trail é oferecido com um motor 2.0 turbo de 231 cv e 40,8 kgfm, acoplado a um câmbio automático de nove marchas e sistema 4x4 part-time com reduzida e bloqueios. No entanto, documentos chineses acessados pela imprensa europeia sugerem que uma versão futura poderá contar com um motor V6 3.0 turbo.

Em outra notícia, a Hyundai optou por reduzir a potência do motor 1.0 TGDI nos modelos HB20 e Creta da linha 2027. A potência cai para 115 cv, tanto com gasolina quanto com etanol, em comparação aos 120 cv alcançados com etanol anteriormente. O torque permanece inalterado, em 17,5 kgfm. Essa alteração foi motivada por questões fiscais, pois o novo IPI Verde passou a considerar a potência do motor no cálculo da alíquota, e a Hyundai ajustou o turbo para se enquadrar na faixa de 85 kW.

Outras novidades incluem o registro da picape elétrica Slate Truck no Brasil junto ao INPI. Esta picape, concebida pela startup Slate Auto, fundada por Jeff Bezos, possui um design minimalista e retilíneo. Com 4,43 metros de comprimento e capacidade de carga total de 635 kg, ela oferece autonomia de 240 km com suas baterias de 52,7 kWh, podendo chegar a 385 km com um kit opcional de 84,3 kWh. Seu diferencial reside na modularidade, permitindo a conversão de cabine simples em furgão ou SUV de cinco lugares.

Adicionalmente, a Volvo reconheceu ter exagerado na remoção de botões físicos e planeja reintroduzir comandos táteis em futuros lançamentos. Thomas Ingenlath, responsável pelo design da Volvo, afirmou que as telas devem ser usadas apenas onde são mais eficientes, defendendo que funções operacionais básicas não dependam de navegação por menus digitais, citando as câmeras Leica como referência de ergonomia.

No cenário de hipercarros, a McLaren testou seu MCL HY em Portimão, Portugal, com Lando Norris ao volante. O protótipo utiliza um V6 biturbo de 2,9 litros com sistema híbrido e demonstrou ser capaz de sair da pitlane utilizando apenas o motor elétrico. Norris completou 38 voltas no circuito, levantando especulações sobre sua preparação para o Campeonato de Endurance em 2027.

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