Justiça de São Paulo mantém liberação de obras no Bosque dos Salesianos após negar recurso do Ministério Público
Leia mais
Grupo Globo
g1.globo.com

Justiça de São Paulo mantém liberação de obras no Bosque dos Salesianos após negar recurso do Ministério Público

A Justiça de São Paulo indeferiu, nesta quinta-feira (1º), um recurso apresentado pelo Ministério Público, mantendo assim a permissão para a realização de obras no Bosque dos Salesianos, localizado na Zona Oeste da capital paulista. Esta área já sofreu com o corte de 118 árvores e é protegida por um decreto de 1989 que estipula a imunidade das árvores ao desmatamento.

A deliberação foi alcançada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por uma votação de 3 a 2. Os desembargadores confirmaram a existência de proteção ambiental sobre o bosque, contudo, entenderam que tal proteção não é irrestrita, permitindo a autorização de cortes mediante avaliação técnica e a devida compensação ambiental.

Conforme detalhado na decisão, grande parte das árvores presentes no local pertence a espécies exóticas e possui um valor mais voltado ao aspecto paisagístico. Além disso, os magistrados consideraram que a área em questão não configura um maciço de significativa importância ecológica.

No contexto específico deste caso, a compensação ambiental proposta foi avaliada como adequada. O bosque tem sido objeto de litígio judicial há vários meses, com a Promotoria do Verde e Meio Ambiente movendo uma ação para contestar a licença de corte, alegando que o Bosque dos Salesianos é um bem ambiental protegido.

Após diversas decisões judiciais relativas à intervenção, o secretário municipal do Meio Ambiente, Rodrigo Kenji de Souza Ashiuchi, formalizou a autorização para a remoção das árvores através de um Termo de Compromisso Ambiental (TCA).

Embora o Ministério Público tenha apelado da determinação, seu recurso foi rejeitado nesta quinta-feira. A construtora Tegra, responsável pelos empreendimentos, assegura possuir todas as licenças necessárias e que o Tribunal de Justiça validou a legalidade do projeto. A empresa alega que o manejo arbóreo obedece aos padrões técnicos definidos pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, acrescentando que a maior parte das árvores removidas estava morta ou era classificada como invasora.

A Tegra também informou que preservará 66 árvores nativas no local e se comprometeu a plantar mais de 500 mudas como parte da compensação ambiental. Adicionalmente, a incorporadora planeja revitalizar quatro praças na região, com um investimento superior a R$ 1 milhão.

Popular