Inmet prevê meses de extremos no Brasil devido ao El Niño mais forte
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Inmet prevê meses de extremos no Brasil devido ao El Niño mais forte

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta que o Brasil enfrentará meses de condições extremas devido à intensificação do fenômeno El Niño. Há uma probabilidade de 95% de que o El Niño atinja uma intensidade muito forte entre outubro e dezembro, podendo ser o mais intenso registrado desde 1950, e sua persistência é prevista até o primeiro trimestre de 2027.

A análise do Inmet estabelece dois cenários distintos para o território nacional: no centro-norte, espera-se seca e maior risco de incêndios, enquanto a região Sul deve registrar chuvas acima da média, elevando o risco de inundações.

As temperaturas em praticamente todo o Brasil também devem permanecer acima dos valores normais. O El Niño foi confirmado em junho e tem se fortalecido devido ao aquecimento contínuo das águas do Oceano Pacífico Equatorial. No final de setembro, as temperaturas estavam mais de 2 °C acima da média nas áreas centrais e leste desse oceano.

Este aquecimento contribui para a disparidade entre os extremos projetados para o país. No centro-norte, a junção de calor e escassez de chuva tende a agravar a situação de seca. Já no Sul, o volume excessivo de precipitação mantém os rios em níveis altos e potencializa o surgimento de novas enchentes.

Os impactos da estiagem já são visíveis nos dados de setembro, quando o número de municípios em estado de seca extrema saltou de quatro para 24 em apenas um mês. Os casos de seca severa cresceram de 153 para 197, com destaque para o Amazonas, Bahia, Amapá, Alagoas e Sergipe.

No Nordeste, 16% da área encontra-se em seca grave, caracterizando o cenário mais crítico do país. No Norte, a situação deteriorou-se rapidamente em Roraima, Acre e Amazonas. Em certas localidades, a carência hídrica já impede a captação de água, e a navegação foi afetada em trechos onde os rios apresentaram baixa vazão. Em Roraima, especificamente, os rios Branco e Negro estão com níveis reduzidos, e a previsão aponta para chuvas abaixo da média.

A combinação de calor e tempo seco intensifica a pressão sobre as zonas rurais e eleva o perigo de incêndios. Entre os efeitos esperados, enquanto a seca progride em partes do país, o Sul lidará com o excesso de água. Chuvas abundantes já causaram inundações e elevaram os rios, notadamente no Vale do Taquari e ao longo do rio Caí, no Rio Grande do Sul, além de municípios de Santa Catarina.

Mais de 190 avisos sobre o nível dos rios foram emitidos para a região em 2026. Para o período de outubro a dezembro, a previsão indica chuvas acima do normal no Sul, em parte do Sudeste e no leste do Nordeste. Embora o risco de cheias persista no Sul, espera-se uma redução até dezembro.

No setor agrícola, a umidade beneficia a colheita de milho no Sul, contudo, o excesso de chuva pode fomentar doenças no trigo e complicar o plantio de soja e arroz. No centro-norte, a ausência de chuva aliada ao calor pode prejudicar a produção de soja, café e o gado do semiárido. É importante notar que estas projeções indicam tendências para os próximos meses, e os resultados finais poderão variar conforme a evolução climática em cada localidade.

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Um novo ciclone extratropical, juntamente com uma frente fria, alterará as condições climáticas na região Centro-Sul durante esta terça-feira (29) e quarta-feira (30). O Inmet antecipa a ocorrência de tempestades e a possibilidade de granizo em oito estados, ao passo que outras localidades manterão o calor intenso.

As mudanças climáticas afetarão prioritariamente as regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste. Na porção ocidental da Amazônia, a previsão aponta para chuvas fortes, enquanto no interior do país, as altas temperaturas persistem, podendo atingir os 40 °C.

A formação deste novo ciclone extratropical e da frente fria associada ocorrerá devido a uma área de baixa pressão localizada entre o Uruguai, o Rio Grande do Sul e o Oceano Atlântico. Essa dinâmica climática favorecerá tempestades com potencial de granizo em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Em São Paulo, a transição climática será notável; a capital pode registrar até 37 °C na terça-feira, mas a temperatura máxima cairá para 26 °C na quarta, representando uma variação superior a 10 °C. Em contraste, outras áreas do Sudeste continuarão quentes, como Belo Horizonte, que pode atingir 38 °C, e Vitória, com previsão de 34 °C.

Na região Sul, a chegada da frente fria trará chuvas. Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul devem experimentar trovoadas em momentos distintos da terça-feira. Para quarta-feira, o tempo permanecerá chuvoso no Paraná e nas áreas norte e leste de Santa Catarina.

Nem todas as regiões serão impactadas pela mudança no tempo. No Centro-Oeste, embora haja previsão de chuva e trovoadas em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás, o calor se manterá forte. Cuiabá pode alcançar 40 °C e Campo Grande, 39 °C, já na terça-feira.

No Norte, Acre, Amazonas e Rondônia terão períodos de chuva e trovoadas. Existe um alerta amarelo emitido para chuvas intensas no Acre, Amazonas, norte de Rondônia, oeste do Pará e sul de Roraima, sendo que Palmas pode registrar até 39 °C nos dois dias.

Já no Nordeste, a precipitação tende a ser mais concentrada no litoral e em partes do Maranhão, enquanto o interior permanece majoritariamente seco e quente, com Teresina prevista para atingir 39 °C tanto na terça quanto na quarta.

Os destaques da previsão do Inmet para o período de 29 de setembro a 5 de outubro indicam que as regiões Sul e Norte receberão os maiores volumes de chuva. Especificamente, no centro do Rio Grande do Sul, o acúmulo pode chegar a 200 mm. Santa Catarina, Paraná e a região central do Amazonas podem registrar até 150 mm, e o sul de Mato Grosso do Sul pode acumular até 80 mm no Centro-Oeste.

No Sudeste, os maiores volumes de chuva são esperados em São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, com o Vale do Rio Doce, em Minas Gerais, podendo ultrapassar 100 mm. A passagem da frente fria sinaliza a entrada em outubro com chuvas e temperaturas mais amenas em parte do Centro-Sul, embora o calor permaneça intenso nas áreas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Primavera começa no Brasil nesta terça-feira, com expectativa de aumento de chuvas e temperaturas em meio ao El Niño
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A primavera inicia oficialmente no Brasil nesta terça-feira, dia 22, às 21h05, seguindo o horário de Brasília. Espera-se que esta nova estação seja caracterizada por um crescimento progressivo tanto nas temperaturas quanto nas precipitações em grande parte do território nacional. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), este período se estenderá até o dia 21 de dezembro, às 18h50.

A estação atua como uma fase de transição entre os períodos de seca e chuva, especialmente na área central do Brasil. Durante este tempo, a umidade proveniente da Amazônia ganha mais vigor, auxiliando no avanço das chuvas nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e em partes do centro-sul da Região Norte.

Contudo, a tendência é distinta no norte do Nordeste, onde se prevê menor volume de chuva. O INMET ressalta especificamente o norte do Piauí e o noroeste do Ceará, locais onde os totais climatológicos ficam abaixo de 100 milímetros.

A chegada da primavera também pode desencadear os primeiros eventos da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), um sistema ligado a chuvas que afetam o Sudeste, Centro-Oeste, Acre e Rondônia.

Na Região Sul, o INMET sinaliza a possibilidade de ocorrência de episódios de Complexos Convectivos de Mesoescala (CCM). Tais sistemas estão frequentemente associados a certas condições climáticas.

O aumento gradual das chuvas em diversas partes do país coincide com o início do plantio das culturas de verão mais importantes. Com o término do inverno, as temperaturas começam a ultrapassar os níveis habituais da estação anterior. A climatologia divulgada pelo INMET indica que as médias podem exceder 28 °C nas regiões Norte e Nordeste, assim como em áreas isoladas do interior do país.

O aquecimento contínuo tem potencial para intensificar as ondas de calor e elevar o desconforto térmico. O instituto também alerta para um aumento na evapotranspiração, o que impacta a umidade do solo, além de criar condições propícias para a formação acelerada de tempestades fortes, devido ao contraste entre o ar quente e a passagem de frentes frias.

A primavera de 2026 acontece em um contexto de formação do El Niño, um fenômeno que o INMET vinha monitorando ao longo do ano. Em junho, o instituto havia comunicado que as condições do fenômeno estavam estabelecidas no Pacífico Equatorial, com projeção de fortalecimento nos meses subsequentes. Posteriormente, em setembro, o INMET reiterou a previsão de um El Niño potencialmente muito intenso para o trimestre compreendido entre setembro, outubro e novembro, reforçando a importância de acompanhar as condições climáticas durante a estação.

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